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Carta para o Amigo Paulo Portela (I)


Prezado Portela;

Hoje acordei assustado, com a voz de alguém me chamando lá no portão: "Biraaa!". Olhei para a janela, mas ainda não havia amanhecido. Portanto, não estava na hora dos pedreiros chegarem (tem reformas sendo feitas por aqui). A voz me chamando foi um sonho, sem imagem. 

O celular apontou 4:01 da manhã e, sem sono, falei com minha esposa, depois danei de pensar no que tinha feito:

Começou em novembro, quando resolvi reparar o muro com reboco estufado. Deu certo, mas disparou um monte de outros reparos e pinturas... 

Em dezembro e janeiro, eu já tinha pintado o interior da casa quase toda (dia a dia, cômodo a cômodo). Reformei um banheiro no terraço. Comecei a pintar a casa por fora. Fui alugar andaimes, comprei cinto de segurança. Explicando melhor, minha casa é tipo apartamento: moro nos segundo e terceiro andares. As paredes são lá no alto, quase inacessíveis, mas isso não me parecia empecilho...

Enquanto isso, eu já estava trocando a antiga mesa de jantar por nova. Lá na loja de móveis vi sofás a bom preço e troquei pelos velhos. 

Em outra loja de móveis, tinha os guardas-roupas que a minha mulher precisava. Tirei fotos do móvel e ficou para "comprar depois". Esse depois, aconteceu por acaso, em duas semanas apenas, quando uma funcionária do banco (para bater meta) me ofereceu refinanciar um consignado (baixando os juros!), mantendo o valor e quantidade de parcelas, no novo contrato, ainda me dando um belo troco (!) (coincidência ou sorte?!).

Voltando às pinturas, o locador dos andaimes se ofereceu para pintar a casa por fora e ainda corrigir problemas. Analisei o preço que ele deu, mas não estava nos meus planos... Por fim, eu cheguei à conclusão que não conseguiria pintar sozinho e contratei.

Agora março está chegando e a casa está renovada, faltando alguns detalhes, mas... 

Por que eu estou te escrevendo esta carta virtual?

Provavelmente é porque o tempo vai passando e levando os amigos. Quanto mais tempo passa, menos amigos se têm. Amigos inteligentes quase não existem, pelo menos para mim. A maioria dos que parecem inteligentes são apenas calados, como disfarce. Deve ser por isso que eu me tornei corredor, compensando a solidão no rastro de gente ao redor. No final das contas, nesta vida, todo mundo passa como um rastro...

Mas veja a ironia: Foi preciso que eu me lesionasse (estou há sete meses sem correr) para ver os problemas da casa. Não se trata de "fazer do limão uma limonada": minha lesão já era uma limonada pronta! Não fosse isso, eu estaria correndo sem tempo para reparar o muro e consertar um monte de coisas, que é preciso estar parado para ver, ou lesionado no meu caso.

Eu tenho um defeito - que para os amigos pode ser visto como qualidade: quando me foco em algo, tudo ao redor pode virar onda e passar batido. No entanto, naquilo que foco em geral fica muito bem feito... Daí a importância de ter amigos, para me julgar pelos acertos! 


Aquele abraço!

Bira

Vídeo: Um-Corredor-Como-Você...



Um-corredor-como-você acordou de manhã, tomou banho, café e saiu para treinar. Deparou com a cidade estirando tapetes de asfalto molhado de orvalho, para ele pisar. Uma brisa suave fez carícias em seus ombros enquanto os pássaros saudavam a manhã. Aquele ar renovado penetrou no seu peito, refrescou sua alma e animou sua largada... Então, pôs-se a correr e a aquecer feito o dia!


Um-corredor-como-você dobrou dezenas de esquinas e migrou entre os bairros, enquanto o sol se elevava e a manhã se perdia. Pouco a pouco, o calor expulsou o orvalho do chão. Gradualmente, o burburinho da metrópole abafou a cantiga dos pássaros. Logo, logo, o batuque das suas passadas não alcançaria mais os seus ouvidos. Muito menos os bipes do frequencímetro ou o pulsar do coração... É que uma orquestra confusa de buzinas, freadas e autofalantes poluíram o dia. Feito um corredor, fora de forma, o dia começou a ofegar.

Um-corredor-como-você ignorou os problemas do dia e fez verter no suor os seus próprios problemas. Sentiu-se livre como o vapor que dele saía. Pegou carona no vento e, sem se importar, misturou-se à fumaça que no ambiente crescia. Fez parte do caminho por onde passou por eternos instantes. Cada passo que deu, configurou uma conquista de si mesmo ou da cidade:

-- Outra rua, outro bairro!... Novas descobertas na mesma metrópole e novos desejos no mesmo ser!... Desejou correr pelo mundo e essa utopia fez seus olhos brilharem!

Um-corredor-como-você esqueceu que enquanto corria seu corpo exauria e não queria mais parar. Correu até o cansaço da manhã. Depois, aplacou a sede na fome da tarde. Por fim, recuperou seu o corpo no sono da noite. Até que outro dia lhe acordou renovado:

-- Outra manhã, outro despertar!... Novas descobertas na mesma cidade e novos caminhos dentro e fora do ser!... Sem querer, fundiu todo o mundo na visão distorcida pelo balanço de outra corrida!

Um-corredor-como-você é condutor da esperança no olhar que une o mundo. Humano que é, ele pode até sorrir e sofrer no decurso do mesmo dia, mas sabe que tem sempre outra manhã a lhe esperar!

Abraços!

Bira.

Fritando tênis no asfalto - recorte de imagens da internet... com Gimp.

Um Pedaço de Asfalto para Fazer meu Longão... 

Amigos!

Tudo que eu preciso é de um pedaço de asfalto, rente ao meio fio, para fazer meu longão...

Não faço questão de correr rente ao mar, entre o sopro da brisa e o barulho das ondas. Pode ser aqui mesmo, na Vila da Penha, rente ao valão da Oliveira Belo e a estridência do carro do ovo. "São 30 ovos por 10 reais", 30 minutos por meia dúzia de quilômetros... Nada excepcional, ninguém famoso passando tanto quanto o meu passar. Às vezes os carros teimam em não me ceder espaço que eles próprios disputam entre si. Às vezes, tenho que correr nas calçadas, repletas de crianças, idosos, camelôs, sacos de lixo e lixo fora do saco. Diminuo a velocidade, quase paro. Passo em frente ao sacolão, que instalou uma barraca no meio do caminho, vendendo ovos: "São 30 por 10 reais"... E eu completo mais 30 minutos de treino em 10 quilômetros de percurso.

Tudo que eu preciso é de um pedaço de asfalto, rente ao meio fio, para fazer esse longão... 

Não faço questão de correr em clima ameno, entre as seis da manhã e o gorjear dos pássaros. Tem vez que eu só posso correr por volta das 11, hora que é possível "fritar ovos no asfalto". Aqui, onde eu corro, 2017 foi o Ano do Carro do Ovo: Tenho 30 ovos na cartela e estou a 30 quilômetros do mar. Corro onde brisa marinha sente medo de soprar. Ao longe, vejo os morros que deveriam verdejar, mas têm a cor dos tijolos das paredes sem reboco. Corro acuado pelo tráfego, dependendo de onde passar, pelo tráfico. O movimento o meu corpo não se compara ao "movimento" ilegal das drogas. É que os efeitos das endorfinas, no meu cérebro, não destroem minh'alma. Sou adicto do bem. Não me ocupo em saber do preço das drogas no morro, saber o preço da cartela de ovo é suficiente. No mais, a beta endorfina é de graça!

Tudo que eu preciso é de um pedaço de asfalto, rente ao meio fio, para fazer esse longão...  

Descobri que a chave da cidade foi talhada no solado dos tênis. Descobri que quando amarro, ali, meus pés, estou ganhando livre acesso para todos os lugares. Sinto a liberdade fluir de baixo para cima, subindo pelas pernas, cruzando o peito, para contagiar minha cabeça no contra-fluxo do suor.
Percebo que a corrida também faz de mim uma cidade. Minhas veias são minhas vias, ruas, capilares condutores de energia. Acesso a mim mesmo. Sinto prazer, abro um novo sorriso e meu olhar cintila pedaços da alma... Estou renovado e nem dou conta que estou correndo, até que passa outro carro estridente do ovo. Desligo o piloto automático, ouço o aplicativo dizer que já completei 20 quilômetros do trajeto.

Tudo que eu preciso é de um pedaço de asfalto, rente ao meio fio, para fazer esse longão... 

Descobri que a chave do céu não tem forma, tão pouco se situa. Descobri que quando sonho, e corro, o céu projeta meus desejos. Passo a correr entre um rebanho de nuvens-ovelhas, na imensidão do azul. Já não estou no próprio corpo encharcado de suor, pois escapei no seu vapor. A corrida faz com que eu vire nuvens-ovelhas... Hei de chover no fim da tarde, ou amanhã, ou quando meus sonhos se tornarem realidade. Fluindo no céu, vejo aviões cruzarem por todos os lados. Um deles descerá no Aeroporto do Galeão, a poucos quilômetros de onde meu corpo ainda corre. Descerei junto com ele e re-encorporarei em mim mesmo para terminar o meu longão.

Tudo que eu preciso é de um pedaço de asfalto, rente ao meio fio, para fazer esse longão... 

Completo os 30 quilômetros de treino, um para cada ovo da cartela do carro. Enquanto isso, o Ano do Carro do Ovo está chegando ao fim... 2017 foi um dificílimo longão para tanta gente, neste país. Tenho a sorte de ser corredor e poder suplantar os problemas no próximo treino. Entro em uma padaria, abro a geladeira para pegar um isotônico. Saco do bolso uma nota de 10 reais e dou ao caixa. Neste momento, passa o Carro do Ovo anunciando seu produto e eu tenho noção do valor daquela nota.

Abraços (de feliz ano novo)!

Bira.

Fui correr a Maratona do Rio'85, do nada, sem estar habituado a correr ou dar um treino sequer - foto da chegada.  

Escolhi a Corrida!

Amigos!

Talvez eu tivesse apenas dez anos de idade quando escolhi a corrida!...

... Era noite e meu irmão, já adulto, mandou que eu comprar coca-cola. Faz quarenta e sete anos, mas eu me lembro da carreira que dei. Corria levando nas mãos a garrafa de vidro do refrigerante "tamanho família" - naquele tempo não existia garrafas pet e era preciso retornar um casco vazio na compra de um cheio. Possivelmente eu estivesse descalço, pisando no chão acidentado e sem calçamento, como era costume. Ignorei os riscos de me ferir e fantasiei que fosse um atleta em plena competição. Experimentei o prazer transbordar pelos poros, feito a coca-cola que transbordou na mesa, durante o jantar... E eu nunca mais quis parar de correr!

Cresci mais um pouco e fui jogar futebol, onde eu só era escalado nas pontas. Nunca fui bom com a bola nos pés, mas quando lançavam a bola nos francos eu corria demais. Corria para pegar pipa avoada, mas nem queria empinar o brinquedo depois, apenas correr atrás de outra... Corria atrás de um balão apagado ou atrás de outro moleque, no pique. Saía de casa atrasado e ia correndo para a escola. Retornava da escola, às carreiras, para chegar logo em casa. Sempre encontrava motivos que me fizessem correr.

Mas, no silêncio daquelas noites, o tempo sorrateiro surgia feito um rato...

... Cirurgicamente, o tempo surrupiava pedaços da minha infância, sem ninguém perceber. Noite após noite, furto após furto, toda minha infância pareceu se esvair. Então, para os outros, o meu corre-corre foi perdendo a graça. Eles disseram que eu tinha que trabalhar e ao mesmo tempo estudar. Estudei e trabalhei e não tive mais tempo para nada, muito menos correr. Gente, daquela época, também dizia que "pobre correndo era ladrão ou maluco". Eles diziam isso sorrindo e fumando com o charme dos galãs de Hollywood, que não sabiam atuar sem um pito na boca. O jeito foi eu parar correr e tentar aprender a fumar, feito eles, mas, felizmente não consegui.

Talvez eu tivesse vinte e cinco anos de idade quando escolhi a corrida, outra vez!...

... Eu desfolhava o Jornal do Brasil, no intervalo de almoço da loja onde eu trabalhava. Vi que se aproximava uma grande prova - a Maratona do Rio de 85 - e sem pensar fiz minha inscrição. Seriam 42 quilômetros a serem vencidos, por mim que nem treinava (e pelo visto sequer pensava) mas fui! A longa batalha durou 5 h e 27 min, mas o orgulho que senti perdura até hoje. A partir dali, voltei a correr sem me importar com o que eles diziam. Fiz mais duas maratonas, superei algumas lesões e as pedras que surgiram no caminho. Só sucumbi diante das pedras que surgiram nos meus rins... Então, desisti outra vez.

Talvez eu tivesse quarenta e sete anos de idade quando escolhi a corrida, pela enésima vez!...

... Eu precisava descongelar o ânimo da infância e consumi-lo no dia a dia. Ainda dava tempo de fazê-lo, bastaria voltar a correr! Parte daquele moleque, que ia correndo comprar coca-cola, ainda hibernava dentro de mim: O menino-corredor soube se esconder do tempo-sorrateiro-feito-rato, que desistiu de procurar para roê-lo até o fim. Então, voltei para aquilo que sempre escolhi!

Talvez eu tivesse nascendo quando escolhi a corrida!...

... Talvez tivesse feito isso todos os dias, mesmo quando não corria, mas mantinha o menino-corredor escondido em mim. Hoje, sou eu que percorro a cidade dentro do menino - meu abrigo. Ignoro o que eles dizem. Ignoro o tempo roedor. Resisto o quanto posso, naquilo que escolhi... Escolhi a Corrida!

Abraços!

Bira.
(...) Acho, até, que o Bira corre para fugir dos perigos e fica nos iludindo ao dizer que é atleta! (...)

Sol,Medalha ou Lua - gif animado com recortes de imagens da internet - Bira, 12-05-16.

Correndo às Cinco da Tarde

Amigos!

Quando o Bira foi correr, já era cinco da tarde e o sol ainda pendia entre as pipas no céu. Dava para perceber a noite se aproximando, pelo avanço das sombras nas calçadas. Dava para ver o aumento do fluxo dos automóveis e do movimento de pessoas na estação do metrô. Ele deveria ter evitado passar no centro do bairro, mas se distraiu e tomou aquele rumo. Só deu conta do fato, quando foi obrigado a caminhar para evitar esbarrões.

Quando o Bira se livrou do engarrafamento de carros e de gente, tomou um rumo mais seguro para correr pelos bairros - se é que se pode chamar de "seguro", nos dias de hoje, qualquer trajeto escolhido. No subúrbio, onde ele mora, os perigos estão por todos os lados. Acho, até, que o Bira corre para fugir dos perigos e fica nos iludindo ao dizer que é atleta!... Acho, também, que o Bira deve ter percebido que pode ser muito mais perigoso viver escondido dentro de casa.

Quando o Bira foi correr, já era cinco da tarde e o outono amarelava as ruas, no brilho do sol. Aos 56 anos, o Bira era como um sol, do fim de tarde, que reluta para manter-se pendente no céu. Às vezes ele se pergunta por quanto tempo ainda correrá. Nos últimos anos, algumas lesões enturveceram o seu céu, mas ele não desistiu e encarou as tempestades. Correndo bem menos, ele perdeu a condição de fazer maratonas - sua prova predileta. Ele também perdeu o seu Garmin, mas isso é o de menos, pior foi perder a vontade de comprar outro Garmim. O lado bom é que hoje ele corre sem se preocupar com a medição de tempo ou distância. E foi por isso que anoiteceu, enquanto ele trilhava as ruas de Olaria.

Quando o Bira se esquivou de um carro que encostou no meio-fio, ele pulou para a calçada e deparou com outro carro!... No subúrbio onde ele mora, os carros se esparramam e as pessoas só reclamam quando estão do lado de fora. Bira conformou-se e continuou a correr sob os postes de luz amarela. As luzes brancas dos faróis ofuscaram o seu olhar de contra-mão. Para não ser atropelado, ele aguçou os ouvidos. Para não tropeçar, ele ativou os sensores dos pés. Acho, até, que o Bira corre para sentir melhor o mundo e fica nos iludindo ao dizer que é atleta!... Acho, também, que o Bira deve ter percebido que pode ser muito mais arriscado não correr riscos.

Quando o Bira foi correr, já era cinco da tarde e a noite chegaria antes do final de seu treino. Uma noite de sombras e luzes; de buracos, lombadas e riscos; de cachorros raivosos que latem detrás do portão; de passantes que lhe olham um olhar enigmático; de fim de treino, após percorrer 17 quilômetros; de orgulho e de gratidão...

Quando Bira olhou para o céu, no fim do treino, já não era cinco horas há muito tempo. Ele queria encontrar a lua, cheia e brilhante feito uma medalha! Queria colher a lua com as mãos e colocá-la no peito, mas a lua não estava lá... Apenas na sua imaginação!

Abraços!
Bira.



(...) Ainda bem que a felicidade é promíscua e se entrega para corredores de todos os níveis, sem distinção (...)

Dois Corredores - gif animado composto com imagens da internet - Bira, 10-05-16.

O Pódio É Para Poucos, Mas A Felicidade É Geral!

Amigos!

TÓPICO 1 - O Pódio É Para Poucos.

Em um total de 8.500 corredores da Maratona do Rio, apenas 200 formam a sua elite. Desses 200, pouco mais de 20 têm chances reais de serem coroados no pódio. O pódio é para poucos. Quanto maior a premiação de uma prova, mais difícil é chegar até lá.

Os pódios das provas mais importantes são como restaurantes de extremo luxo, inacessíveis aos "corredores mortais". Essa comparação é curiosa, talvez esdrúxula, já que os maratonistas fora-de-série vêm de países mais famintos que o nosso. Assistir ao banquete dos africanos, comedores de medalhas, não deve ser nada fácil para os demais atletas. Deve ser como passar em frente ao tal restaurante, cheio de fome e sem dinheiro para entrar...

TÓPICO 2 - A Felicidade É Geral!

É no alto dos pódios do mundo que os corredores africanos encontram a felicidade e se abrigam da penúria, dos conflitos étnicos ou das guerras de seu continente.

Ainda bem que a felicidade é promíscua e não se entrega apenas para eles, mas para corredores de todos os níveis - sem distinção. Imagine a felicidade de um corredor da sub-elite ao melhorar seu tempo, ou daquele mediano que completa a maratona abaixo das 3 horas... Mais fácil é imaginar a felicidade dos que cumprem o trajeto pela primeira vez, e se desfazem em choro na chegada!... Pois é, a maratona tem felicidade, em forma de glória, para dar e vender!

Mas, meu amigo, não se iluda: felicidade não é só glória ou superação. Grande parte dos maratonistas estão ali para admirar o cenário das provas e interagir com quem corre ao seu lado... Eis uma outra faceta da felicidade! Muitos corredores viajam pelo país, e até pelo mundo, para interagir dessa forma com pessoas e cidades, em diversas maratonas. Eles não visam desempenho e querem simplesmente admirar o que está à sua volta. Correndo desse jeito, eles se sentem cidadãos em todos os cantos, nos quatro cantos da Esfera... É tanta felicidade quanto seu bolso pode suportar!

Mas se você não tem chance de pódio, de melhorar seu tempo ou de correr nos lugares mais belos? É possível sentir felicidade, assim mesmo?... A resposta é um redundante SIM! Uma maratona, seja onde for, pode propiciar momentos mágicos de um encontro consigo mesmo. Ao longo dos 42 quilômetro, se você tiver bem preparado, poderá enxergar muito além da paisagem externa. Poderá mergulhar dentro de si, e descobrir que não há separação entre você e os milhares de corredores. Poderá, num dado instante, nem ter a consciência do que acontece, mas é assim: Você e todos os corredores à volta são apenas um. É como se tivessem apenas um número, pendente num único peito de um mesmo ser. A mesma energia será compartilhada entre o movimento de braços e pernas, que se revezam na ocupação dos mesmos espaços. Então, você será parte desse corpo difuso, confuso, colorido e vibrante - repleto de felicidade geral!

Abraço!
Bira.
(...) Minha mãe sempre me entendeu... Quando eu virei corredor ela aceitou a Corrida como quem aceita uma nora(...)

imagem de internet, recortada.

Não Corre Menino!! - Assinado: Mamãe

Amigos!

Gostaria de mostrar minhas medalhas de corrida para minha mãe,
mas ela não tem tempo pra isso...
Porque está arrumando a bagunça que eu aprontei no quarto.

Gostaria que minha mãe reparasse como são bonitos os tênis que eu comprei,
mas ela não tem tempo pra isso...
Porque depois que eu usei, eles ficaram jogados na sala para ela catar.

Gostaria que minha mãe me elogiasse por eu ter baixado o tempo nos 10 km,
mas ela não tem tempo pra isso...
Porque de tanto treinar, eu emagreci e é com isso que ela está preocupada.

Minha mãe nunca me entendeu...
Quando eu era criança ela passava o dia exclamando: "Não corre menino!!"
Mas eu nunca lhe ouvi, até que cresci e virei corredor.

Minha mãe sempre me entendeu...
Quando eu virei corredor ela aceitou a Corrida como quem aceita uma nora.
Mas eu nunca percebi, e preferi passar meus dias com a Corrida, desprezando minha mãe.

Gostaria de mostrar a verdadeira gratidão de um filho para minha mãe,
mas eu não tenho coragem para isso...
Porque, talvez, eu fique pensando na dívida impagável que estarei assumindo.

Gostaria de reparar como é bonita a estampa do seu vestido,
mas eu não tenho coragem para isso...
Porque, talvez, eu fique pensando em todos os vestidos que deixei de comprar para ela.

Gostaria de dizer para minha mãe que eu não sou mais aquele menino,
mas eu não tenho coragem para isso...
Porque, talvez, lá no fundo eu ainda queira ouvi-la dizer: "Não corre menino!!"

Eu nunca entendi minha mãe...
Quando jovem, muitas vezes ela deixou de cuidar da sua beleza para cuidar de mim.
Mas eu nunca me questionei se isso seria certo ou normal.

Eu sempre entendi minha mãe...
Quando eu virei adulto ela permaneceu no meu coração acelerado pela Corrida.
Mas eu nunca percebi, que toda vez que ela dizia "Não Corre menino!!", o seu amor alterava o sentido da frase:

-- Não corre menino!! - Assinado Mamãe; seria o mesmo que dizer:

-- "Corre Menino!!... E vai ser feliz!!"

(feliz dia das Mães!)

Abraço!
Bira.

(...) Vem comigo!... Vamos juntos desvendar por que os corredores não querem, nem conseguem, parar (...)


Quem não Corre não vê Deus!

Amigos!

Vem comigo!... Vamos correr em qualquer canto dessa cidade, para onde o nariz apontar. Não vamos nos preocupar em traçar um roteiro, sigamos as setas da intuição. Em cada esquina, uma delas surgirá, apontando a direção que devemos seguir, naquele momento... É só correr e confiar!

Não tenhamos medo de nos perder dentro da própria cidade, como um amante recente que ainda não explorou todo corpo da amada. Correr, assim, é fazer amor com a sua região! É descobrir e explorar seus pontos mais sensíveis, nesse joguinho gostoso de dar e receber.

Vem comigo!... Vamos juntos desvendar por que os corredores não querem, nem conseguem, parar. Vem contemplar a beleza surgindo onde menos se espera. Descobriremos que a beleza não pertence a um determinado lugar, mas a determinados momentos que podem ocorrer em qualquer lugar. Deleitaremos com a beleza diante de nós, quando o pulsar de nossos corações fizerem nossos poros expelirem amor!

Não tenhamos medo de nos perder dentro deste encanto, como um ser apaixonado que ainda não saciou toda sede de amar. Correr, assim, é perder noção da realidade! É refazer e experimentar outras realidades mais críveis, nesse joguinho de sentir e se entregar.

Vem comigo!... Vamos testemunhar o momento que Deus surge, bem no meio de nosso treino. Ele não se apresenta em formas visíveis, mas em ondas que energizam todas as formas que vemos: casas, carros, pessoas, animais ou despejos de lixo. Sobre tudo, Ele projeta uma esperança imediatamente transformadora. Num dado momento, os cenários mais desvalidos da cidade surgirão recuperados diante de nós. Num dado momento, não estaremos apenas correndo, estaremos espalhados além do solo em que pisamos e além do tempo em que vivemos!

Não tenhamos medo de nos perder dentro deste delírio, como um recém convertido que ainda não testemunhou todos os milagres da fé. Correr, assim, é não esperar parado pelo encontro! É sair para cuidar do corpo, depois pensar que está cuidando da cabeça e pro fim descobrir que está cuidando da alma!

Vem comigo, neste encontro!... Quem não Corre não vê Deus!

Abraços!
Bira.



(...) Divido a compra dos tênis em dez vezes no cartão de crédito. Tento alimentar minha esperança em trinta vezes durante um mês (...)

Cadarços: Montagem com recortes de imagens da internet - Bira, 18-04-16.

A Esperança Tem A Cor Dos Meus Tênis 


Minha Esperança é azul claro e tem detalhes em verde limão. Igualzinho aos tênis que eu comprei e que ficaram mais um final de semana guardados. Semana que vem eu acordo, visto a Esperança, calço os tênis e vou correr!... Até lá, preciso ter Paciência!

Minha Paciência é como a caixa onde os tênis estão guardados. Ela não tem muitos enfeites, pois ninguém compra tênis pela caixa. Caixas protegem produtos, Paciência protege as pessoas que esperam. Mas não quero ficar muito tempo na caixa!... Então, preciso ter Atenção!

Minha Atenção é dispersa e se denuncia na soltura do laço do tênis. Se ao correr evito topadas, posso vacilar e esbarrar nas pessoas. Mas também posso me chocar com as suas palavras. É necessário correr com as pessoas, sem tropeços, sem esbarrões e sem desfazer os laços!... Daí, preciso ter Tolerância!

Minha Tolerância é variável de acordo com o meu conforto. É a corrida que me traz conforto e produz tolerância. Pessoas que correm convivem melhor, apesar das diferenças. Dividir um treino é melhor que ter razão!... Difícil é treinar a Felicidade!

Minha Felicidade pode estar dentro de mim, como dizem os entendidos. Eu diria que pode estar fora; que pode estar longe; que pode estar perto ou nem existir... Talvez as pessoas felizes nem se preocupem com isso. Talvez quem saiba definir felicidade nunca a tenha sentido!... Deixa de papo, preciso calçar meus Tênis!

Meus Tênis nunca foram top de linha, nem a minha Esperança foi das melhores. Divido a compra dos tênis em dez vezes no cartão de crédito. Tento alimentar minha esperança em trinta vezes durante um mês. Só que tem vez que ela parece um leão cheio de fome e eu nem consigo!... Agora, por exemplo, eu preciso mesmo é Correr!

Correr faz com que os conceitos se entrelacem: Paciência, Atenção, Tolerância e Felicidade. É como o entrelaçar dos cadarços. Às vezes é preciso interromper uma corrida para refazer um laço...

A Esperança tem a cor dos meus Tênis... Preciso Vesti-la. Preciso Calçá-los.

Abraços!
Bira.



Selecionei 100 postagens entre as quase 300 do blog, basta salvar esta página e ler aos poucos, quando tiver tempo ...

Uma seleção de postagens sempre atuais, para você acrescentar aos favoritos e ler sempre que o tempo permitir.
Acervo BiraNaNet - Corrida de Rua

Amigos!

As 100 melhores postagens do blog reunidas aqui: basta clicar no título que está acompanhado de um resumo! Você não precisa ler todas de uma vez... Basta colocar essa página nos seus favoritos e voltar a qualquer momento... Clique nos títulos e boa leitura!


Seleção de postagens motivadoras...


EU FAÇO MEU TEMPO!
Uma postagem motivadora. A descrição um treino comum de forma concisa, poética e sobretudo incomum!

RUA TURVA, CORREDOR RADIANTE!
Conciso, poético, motivacional... Uma das postagens que eu escolheria para definir o perfil deste blog.

NINGUÉM TIRA O QUE É SEU!
Uma postagem completa pois conduz o leitor a uma viagem ao passado e quando lhe devolve o presente, ele ressurge repleto de motivação.

COMO A CORRIDA DILUI PROBLEMAS?

Um simples treino, breve e rotineiro, nas cercanias do meu bairro fez a minha mente fluir em pensamentos que não tem fronteira...

A CORRIDA GOSTA DE VOCÊ!
Quando um amigo, que não corre, me perguntou pelo messenger o que deveria fazer para correr eu lhe respondi sem pensar... O jeito foi concluir com essa postagem.

ALÉM DO BLOG I - NUNCA É TARDE...
As impressões de quem retorna à corrida de rua, 22 anos depois, quando tudo parecia ser diferente naquele mundo.


Confira a variedade de estilo das Crônicas de Corrida de BiraNaNet... 
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CORRER CONTRA O VENTO
Correr pode ser como viver impingido pela fé: nem sempre se é entendido, muitas vezes se é criticado. É preciso aprender a correr contra o vento.

A ESPERANÇA TEM A COR DOS MEUS TÊNIS
A correlação de correr e viver, traduzida nas cores dos tênis...

ALÉM DO BLOG IX - SAIR DO SEDENTARISMO
Mais uma postagem de grande repercussão neste blog... "Sair do Sedentarismo" é a re-edição de uma postagem mal feita. O texto é uma resposta à pergunta de uma amiga, feita pelo Facebook.

PROBLEMAS NÃO SOBEM A SERRA
Um treinão coletivo de subida à Serra do Mendanha pode ser muito mais inspirador do que simplesmente animado...

SOLIDÃO AMIGA
Mas um daqueles treinos solitários que geram postagens, desta vez, sobre a própria solidão de um corredor em seu treino e a oportunidade de se encontrar consigo mesmo.

PER(CORRENDO) MEU VELHO BAIRRO
Correr e conversar com seu velho bairro poderia parecer loucura, não fosse esse texto, que lhe fará presenciar desta conversa...

CORRA E PENSE!
É necessário correr, mas também é preciso saber descansar. Descansar o corpo enquanto pára também de pensar. Pensar é mais produtivo enquanto se está correndo... Leia e entenda (ou não)...

EU PRECISAVA CORRER NA CHUVA!
Uma chuva forte pode assustar as pessoas. A mesma chuva redentora pode libertar a criança que vive dentro de um corredor.

DESCANSE ENQUANTO CORRE
Eu não sei se é possível "descansar carregando pedras", mas descansar correndo eu sei que é...

A MARATONA NUNCA PASSA!
Depois que você completa uma maratona, ela se perpetua. A maratona que se fez nunca deixa de existir e conviver com as melhores memórias de quem correu.

CARTA PRA MIM MESMO
Após oito anos consecutivos na corrida de rua e neste blog, meu alter ego se aproveitou de um momento de vacilo e me escreveu, fazendo um monte de críticas...

UM TOMBO INEVITÁVEL
A descrição de um tombo tomado durante um treino no gramado do Aterro e a repulsa pelo sentimento punitivo de culpa...

CORRENDO NO PARAÍSO DE UM MOMENTO X
Um treino solitário e muito difícil, sob o sol da periferia do Rio, me conduzia para aquele momento de euforia...

ONDE ESTÁ A BELEZA DO RIO?
Mude os padrões de definição do que é belo e faça um treino solitário, às margens do metrô e do trem, às bordas da Avenida Brasil, entre Irajá e Guadalupe.

CORRENDO SOBRE AS ÁGUAS
De que importa a tempestade que desaba sobre a cidade, quando na sua cabeça o céu é azul?... Continuei correndo na chuva, feliz por estar voltando, depois de uma lesão.

BORBOLETAS E FLORES
Circular pelas entranhas da cidade faz com que os corredores, mais atentos e sensíveis, tenham uma visão diferenciada de seu meio... O mesmo se dá no sentido contrário.

ALÉM DO BLOG II - MEU PAÍS: MARATONA
Comecei na corrida de rua encarando a Maratona (42 km). Sofri, mas completei. Fiquei parado por mais de duas décadas até retornar para a minha pátria: A Maratona!

O MELHOR SORVETE DO MUNDO
Nenhum sorvete é mais delicioso do que o saboreado após um treinão de 30 km, saindo de Irajá para Copacabana... Acompanhe esse trajeto!

MERGULHAR NO SUBÚRBIO
Um retrato do subúrbio que não disfarça suas mazelas. A beleza que se esconde na harmonia de um texto ou no lapso de um corredor cruzando a esquina...

O CORREDOR INVISÍVEL
O Corredor Invisível teria sonhado ou feito de fato aquela corrida?

CARTA AO AMIGO CORREDOR - VERSÃO I
Uma mensagem profunda que extrapola o universo da corrida e pode ser utilizada em todos os campos da vida: Reflexão.

CARTA AO AMIGO CORREDOR - VERSÃO II
Essa segunda versão aparenta ser o oposto da primeira, mas seria de fato?

ONDE ESTÁ A CORRIDA?
O que uma caminhada pelas calçadas do Centro do Rio de Janeiro tem a ver com a corrida? Onde está a corrida num texto que descreve o agito do rush?

A FALTA QUE A CORRIDA FAZ
Um pouco da história de cada corredor, nesse texto: "Fez a primeira maratona (42 km) e cruzou a linha de chegada chorando. Era um choro de emoção indescritível, compreensível apenas àqueles que já completaram essa longa corrida"...

AMIGOS: CRIATIVIDADE, ALEGRIA E PRAZER
Aproveitei as proximidades do Dia do Amigo e fiz uma homenagem com esta postagem. Conversei com duas amigas corredoras e extraí suas emoções.

MORRO DE SAUDADE DA CORRIDA!
É duro ficar sem correr! Sobram tempo e lembranças, falta enredo para postagem a não ser revirar as lembranças dos dias bons.

ESTOU VOLTANDO?
Voltar a correr depois de seis meses parece um sonho. Sonhar que está voltando a correr depois de seis meses parece real...

NÃO EXISTEM DOIS TREINOS IGUAIS OU ENTRE A SOMBRA E A LUZ
As luzes do sol provocando sobras sobre o asfalto de quem corre. As luzes dos faróis que fazem a silhueta de um corredor se multiplicar no paredão, às margens da estrada. Basta observar: não existem dois treinos iguais.

A RUA É DO POVO!... E DO CORREDOR TAMBÉM!
Um protesto!... Por que não?... Quando me vi assediado por pessoas que queriam impedir a realização de um evento informal - de corrida de rua - fiquei de queixo caído: Eles querem ganhar dinheiro!

O CORREDOR, A CIDADE E O LIXO...
Até quando vamos correr e deparar com lixo espalhado nas ruas de nossa cidade?

MEU AMIGO QUENIANO PROCURA...
Imagine que você esteja navegando no Facebook e, derepente, receba um pedido em Inglês... Não, não era fake!... Era de fato um queniano á procura de oportunidade para correr no Brasil.

VOU, NÃO VOU!
Levei um tombo, ralei os joelhos e as mãos quando faltavam só sete dias para a Maratona do Rio. Fiquei com medo e escrevi esse poema de frases curtas e medrosas, cheio de dúvidas e com apenas um ponto de interrogação.



Relatos emocionantes das maratonas e outras provas...



MINHA PRIMEIRA MARATONA
Uma das postagens mais lidas e comentadas neste blog é o relato da primeira corrida que eu fiz: A Maratona do Rio de 1985... Outra postagem imperdível!

INTERROGAÇÃO FLUTUANTE
Eu não ia postar sobre aquela maratona... Mais uma vez, fui mal e estava decepcionado. Até que vi meu sofrimento estampado em uma impressionante foto de corrida: Fiz a postagem.

BATERIA ARRIADA NA MARATONA MAIS BELA QUE NUNCA
Narrativa de uma prova, para mim, repleta de contratempos: Maratona do Rio 2013 e seu belo cenário...

A MARATONA É COMO A VIDA
Uma descrição sui generis de um dos percursos de corrida mais belos do mundo - a orla carioca. Um texto conciso e carregado de emoção.

UM CORREDOR DE ANJOS
Um relato emocionante da Maratona de Buenos Aires 2012 e de um momento marcante da prova nas docas de Porto Madero.

BRINCANDO DE CORRER NA MEIA DO RIO
Poucas vezes produzi vídeos para postar aqui no blog, até porque não tenho câmera e sim celular. Em "Brincando de Correr...", no entanto, consegui fazer um vídeo de alto astral...

CORRENDO NA PONTE
Onde está quem falou que a ponte balança e que o vento sopra forte no vão central? Cadê a menina que tinha medo de altura?...

VEM, DEUS, NA MARATONA DO RIO!
Um relato poético da Maratona do Rio, incluindo no belo cenário a presença de Deus, que se disfarça e dá força aos corredores da prova.

ALÉM DO BLOG III - DOIS MINUTOS
Uma disputa inusitada, nos últimos dois minutos da prova, rendeu esta postagem carregada de suspense e ação...

ALÉM DO BLOG X - A MARATONA ONDE EU QUEBREI
Atraído pelo slogan "A Maratona Mais Rápida do Brasil", fui correr em Porto Alegre com a esperança de fazer meu melhor tempo na prova... Que nada!



Histórias de corredores carregadas de beleza e emoção...



ALÉM DO BLOG V - MULTI-GILMARA
Um dos textos mais belos e poéticos deste blog conta a história de minha amiga corredora (e passista) Gilmara Maciel... É uma postagem imperdível!

TODAS AS IDADES DE LINDALVA...
A história da corredora Lindalva Figueiredo, ás vésperas de completar 70 anos e comemorar com corredores que poderiam ser seus filhos, até mesmo seus netos. O texto ganhou as páginas de O Globo.

O DIÁRIO DE CORRIDA DE ZIM
Queria escrever a história do corredor Erivaldo Zim neste blog. Por isso lhe liguei, fazendo um monte de perguntas. Parei com as perguntas quando ele me disse que possuía um diário de corrida e eu pensei: "É ali que está minha postagem!"

MORAES RUNNERS SOMOS NÓS!
Entrevistei Moraes Runners, um dos corredores de rua mais conhecidos do Rio de Janeiro, que contou sua bela história.

VANNUCCI, FILMA EU!
Eu queria muito escrever um pouco da história de Vannucci Jr. (do Blog Corrida Rústica). Mas eu queria fazer algo diferente, não apenas um relato. Liguei para ele, fiz algumas perguntas e fiquei travado... Até que recebi um telefonema, por engano, que definiu a postagem...

AS AVENTURAS DE BIRANANET - PARTE II (ANTÔNIO CARLOS DE CARVALHO)
A história de um corredor profissional que foi viver na Itália e não esqueceu das crianças carentes de sua cidade natal.

SONHO DE CORREDOR
Um jovem corredor e sua experiente corredora, ex-atleta de elite, me contaram suas histórias e sonhos resultando num post emocionante.

QUANDO A CORRIDA TE FISGOU?
Um pouco da história de superação do corredor e amigo Ico Pires, cuja corrida mudou sua vida.

GENIVALDO DO TÊNIS
A bela história do atleta de elite nos anos 80, que aprendeu a consertar tênis, foi vendedor e hoje é proprietário da Loja de Tênis.

DIGA-ME COM QUEM CORRES: OZÉIAS.
O que você faria?... Se depois de quatro anos de trabalho duro só lhe restasse R$ 5 mil e mais nada?... O que você faria eu não sei, só sei que Ozéias foi caminhar...



Momentos de humor em BiraNaNet...







ALÉM DO BLOG VIII - O SACI CORREU COMIGO
Em um dia ensolarado, em pleno gramado do Trevo das Margaridas, o sobrenatural se manifestou na figura do Saci que resolveu correr ao meu lado...

MINHAS PERNAS QUEREM CORRER...
Poderia um corredor discutir com suas próprias pernas? Sim, poderia... Eu já discuti bastante com as minhas e dessa vez virou postagem.

NOSSOS MARAVILHOSOS ÚLTIMOS COLOCADOS
Fui à Corrida de São Sebastião para fazer uma postagem inusitada e inédita: Filmei e entrevistei os últimos colocados da prova, durante o seu trajeto. Confira a chegada do casal que fechou a prova.



A criatividade do "Blog Diferente" não se limita no texto e se completa com as imagens...



ARTE COM MEDALHAS!
"Se não tenho tempo para pintar, vou fazer outro tipo de arte. Uma arte experimental, utilizando as medalhas de corrida, camisetas, tênis e fotos de celular..."

ARTE COM AMIGOS!
Depois de fazer montagens com medalhas, quis fazer montagens com fotos de amigos corredores... Humor e homenagem póstuma.

ARTE COM CORREDORES
Mas um momento de humor sutil, com montagens sobre as fotos de alguns amigos ou corredores conhecidos.

ALÉM DO BLOG XI - ARTE COM IMAGENS
Reuni algumas das imagens mais criativas que fiz para este blog. Uma das características de BiraNaNet.com é a criatividade não só nos textos, mas nas ilustrações.


Alguns dos muitos treinões relatados no blog...


O COMEÇO E O FIM DOS GRANDES TREINÕES
O surgimento, o auge e os supostos sinais de decadência dos grandes treinões de corrida no Rio de Janeiro.

QUANDO O TREINO SUPERA A CORRIDA
A medida que o tempo passa, o corredor aprende a treinar e explorar os lugares onde as corridas não chegam...

ALÉM DO BLOG VII - CORRENDO NO VALE DA MORTE!
O relato de um treino duríssimo sob forte calor na Rio-Petrópolis - Trecho: "... Quando o asfalto ferveu, os carros trouxeram lufadas de vento para amenizar. Lufadas de vento morno, temperado com fuligem e poeira. Lufadas violentas que arrancam os bonés..."


Certo dia me chamaram de poeta, e eu que sempre tive medo de arriscar até tentei...






ENTÃO VAIS, HOMEM-ÁGUA!
Como poderia um leitor deste blog sugerir que eu escrevesse sobre "Hidratação na Corrida" e eu lhe respondesse com um emocionante poema?

VÍDEO-CRÔNICA: SOU CORREDOR!
Quis homenagear alguns amigos blogueiros, acrescentando narrativa poética aos flashes de um vídeo do Youtuber Vannucci Jr.

CORDEL URBANO DO TREINÃO RIO DA PRATA
É claro que eu não sou um cordelista... Muito mal, posto algumas poesias esporádicas neste blog. Mas depois de me encantar com o Treinão Rio da Prata só restou arriscar esse poema em homenagem ao seu organizador.

POEMA DO CORREDOR MACHUCADO
Dado momento, as frases deste poema vão diminuindo de tamanho até desaparecerem. A seguir elas ressurgem e aumentam de tamanho, como aumenta o ritmo de um corredor que ressurge também!

QUANDO O BRASIL FOI CORRER DE MANHÃ!
Outro poema, desta vez em homenagem ao TREINÃO DO BRASIL, evento que idealizei e que abraçou varias cidade do país.

CORRER, TROPEÇAR, CHORAR E SORRIR...
A corrida pode ser uma saída para quem tem vícios, onde a queda e o choro são peças que conduzem ao sorriso.

EU, VOCÊ E NÓS
Quando fotografei um drogado roubando vergalhões em uma obra do BRT, sua imagem ficou gravada na minha mente. Horas depois fui correr e descobrir esse poema...

DE QUEM, DE QUÊ, PRA ONDE E POR QUÊ?
Dias daqueles uma amiga (que não corre) me provocou no Facebook: "Você está correndo de quê?" Fiquei sem saber o grau da sua ironia e nem respondi. Mas o fato gerou essa postagem.



Séries de memórias do próprio blog...







MEMÓRIA PÓSTUMAS DE UM CORREDOR - PARTE I
Seu correr por longo tempo, resolvi mergulhar nas minhas memórias e postá-las nesta série.. Parte 1.

MEMÓRIA PÓSTUMAS DE UM CORREDOR - PARTE II
Seu correr por longo tempo, resolvi mergulhar nas minhas memórias e postá-las nesta série.. Parte 2.

MEMÓRIA PÓSTUMAS DE UM CORREDOR - PARTE III
Seu correr por longo tempo, resolvi mergulhar nas minhas memórias e postá-las nesta série.. Parte 3.

MEMÓRIA PÓSTUMAS DE UM CORREDOR - PARTE IV (última)
Seu correr por longo tempo, resolvi mergulhar nas minhas memórias e postá-las nesta série.. Parte 4.

AS AVENTURAS DE BIRANANET - PARTE I
Para cobrir uma pequena corrida infantil, peguei avião e ônibus até chegar na pequena São José do Goiabal, interior de Minas Gerais... Parecia loucura que eu tivesse feito isso, mas fiz, bem como novos amigos.


Cabe uma explicação: No começo deste blog eu publiquei postagens de vários temas. Foi com o passar do tempo que o blog se especializou no assunto Corrida... Ainda tentei transferir estas postagem para outro blog, mas não deu certo e reativei todas elas. Abaixo, uma seleção das melhores:








CAVALEIRO DO AR
Fui voar com Guilherme Heusi nas asas de ultraleve, nos céus da Barra da Tijuca. Aproveitei para conhecer melhor a sua história e contá-la aqui no blog...

CORREDORES DA VIDA: APARATOS DE INTELIGÊNCIA
José ganhou uma belíssima loura na balada. Rolou uns amassos e ele foi para no apartamento da gata. Quando a coisa começou a esquentar, veio um monte de surpresas...

O NOVO MONTE DOS MILAGRES EM IRAJÁ
Dei uma de repórter investigativo e fui ver o que de fato acontece no "Monte", local assim chamado por seus frequentadores que ali oram dia e noite.

ORGULHO OU CULPA? - PRONTO, INCOMODEI!
Os sentimentos adversos de orgulho ou de culpa habitam a mente de quem se está presente ou se ausenta. Não se pode, no entanto, estar presente em todos os lugares que se é solicitado...

VOCÊ NÃO TEM ESCOLHA!
Na decadência de sua vida e solidão de seu quarto, Aline troca frases de auto-ajuda com os amigos virtuais da internet...

O MUNDO NÃO PRECISA DE VOCÊ!
Se por um lado Marcelo tivesse muito talento, por outro possuía vícios que faziam sua vida se transformar numa gangorra...

AS JANELAS DE LANÇAMENTO
Pipas, foguetes, voo de Ícaro... Janelas de lançamento se abrem nos céus da Flórida, do subúrbio carioca ou da mitologia grega.

AMOR DE MÃE
A primeira que fiz em homenagem a minha mãe, conta um pouco da sua história...

UM CORPO ERRANTE
Solano resolveu desgrudar do Facebook e finalmente dar as caras numa festa, para lidar com pessoas reais...

O SONHO DE RENATA
A postagem mais lida deste blog conta história de Renata Brito, uma cuidadora de cachorros e gatos, que dedica sua vida aos animais.

DE VOLTA AO CRISTO APAGADO
Quatro décadas depois eu fui à Vista Alegre (que naquele tempo se dizia Irajá) para resgatar uma história marcante do subúrbio carioca.

QUATRO MULHERES CURTAS
Reuni quatro pequenas crônicas sobre mulheres fictícias cujas personalidades se identificam às de muitas mulheres reais...

ATIRADORES DE PÉROLA - PARTE I
Nenhum morador de Timóteo poderia prever que o mundo fosse acabar daquele jeito...

ATIRADORES DE PÉROLA - PARTE II
Nenhum morador de Timóteo poderia prever que o mundo fosse acabar daquele jeito...

A FUGA
Um thriller repleto de ação e drama. Você só vai respirar depois que ler todo o texto...

ONDE ESTÃO AS FLORES?
Certo dia resolvi sair pelas ruas do bairro em busca de flores... Isso mesmo! Era proximidade da primavera e eu quis fazer uma postagem sobre as flores de Irajá. Veja no que deu!

SURREAL
Voltar no tempo; ser entrevistado por um cachorro; tentar barrar um tanque de guerra com o próprio corpo é surreal - mas às vezes acontece!

MUITO ALÉM DO GOSTO E DA FORMA
Outra postagem simples, mas carregada de emoção para minha mãe, no dia de seu aniversário...

SANDUÍCHE DE QUEIJO - VERSÃO II
Imagine se um dia todo lixo da cidade virasse dinheiro?... Foi justamente isso que ocorreu em Sanduíche de Queijo: Não perca!

SENTADO NO COLO DE MEU PAI
Faltava eu escrever sobre o meu pai, sentir muita saudade durante a escrita e agradecer a Deus por ter um blog para poder lhe resgatar.

SOBRE MINHA INFÂNCIA
No meu último aniversário, resolvi postar pequenos textos no facebook descrevendo momentos da minha infância. Não tinha a pretensão de compilá-los aqui no blog, mas depois de vários comentários decidi fazê-lo.


BiraNaNet tem quase 300 postagens (em abril de 2016). Esse acervo é somente uma seleção de postagens por preferência do autor.

Coloque esta página nos seus favoritos e retorne aos poucos para lê-las... Obrigado por tudo!

Abraço!
Bira.

Carta Pra Mim Mesmo 

Amigo Bira,

Desculpe o que vou dizer, mas você não se enxerga!

Mais uma vez eu lhe vejo escrevendo uma postagem neste blog e alerto: Você tem perdido muito tempo com isso... Sai daí! Que tal ver um filme da TV por assinatura? Que tal ler um livro?... Eu até tenho um para lhe indicar, mas é inútil: você sempre abandona a leitura no meio.

Faz oito anos que você voltou a correr e não quis mais saber de outra coisa. Fez esse blog somente para reafirmar aquela escolha e depois tomou gosto de ficar escrevendo estes textos. Quem te conheceu há mais tempo, sabe que seu mundo era outro e o quanto você mudou. Onde estão seus amigos de 10 anos atrás? Em que Facebook eles postam? Você está ficando velho e nem percebe... Se enxerga!

No final de semana você sai para correr com um monte de gente, quase todos mais novos que você. Amanhã você vai sozinho, e nem se dá conta dos quilômetros e dos anos que vai deixando para traz. Você nem se dá a própria conta e sequer se importa com o julgamento de quem lê o que você conta. Você fica feliz quando transforma seus treinos em crônicas. Depois fica frustrado ao descobrir que a maioria dos internautas prefere ver vídeos do que ler textos. Então, você compartilha suas postagens quinhentas mil vezes, em busca de leitores, até o Facebook lhe bloquear. Então, você descobre que é muito mais fácil escrever do que chamar atenção. Você mesmo nem se dá atenção... Se enxerga!

Quando você fincou os dois pés na corrida, fez dela uma base de sustentação. Tudo ia bem, até surgirem as lesões... Por essa você não esperava! Ficar um ano e meio parado mexeu com sua cabeça. Os parcos cabelos ficaram mais brancos e raros. Acho que a maioria que caiu, na verdade se suicidou. Cabelos convivem com os pensamentos e muitos não aguentam o tranco. Mas tem uma velha piada que diz que idade que rouba a beleza, pra compensar, também rouba a visão... Se enxerga!

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Tem hora que você pensa que não poderá mais fazer maratonas, tem hora que acha que sim. Você bipolarizou. Para fugir desses pensamentos, dana a escrever um sem-número postagens... Você pirou. Agora escreve uma carta para si mesmo, como se fosse um esporro e publica no blog. Dessa forma você se torna oprimido e opressor ao mesmo tempo. Confunde a cabeça de quem lê, depois reclama que eles preferem os vídeos. Você que não se enxerga, quer que as pessoas enxerguem e decifrem suas ideias confusas. Quer que eles te decifrem para você mesmo se entender. Sua esperança á encontrar as respostas que procura nos comentários do rodapé. Seu medo agora é parar de correr e nem ter do que falar: nenhuma crônica, nenhum poema, nenhuma luz que te faça se enxergar!

Abraços!
Bira.

(...) É evidente que a indústria de cerveja não vai contratar um maratonista, para anunciar o seu líquido. Futebol e cerveja já fecharam parceria correspondente a milhões de bolsas-atletas! (...)


Corrida, Futebol - montagem com recortes de imagens da internet. Bira - 15-03-16.

Corrida de Rua Não É Futebol!

Amigos!

#Do Futebol...

Lembro do Brasil perdendo de 7X1 para a Alemanha,  na última Copa do Mundo,  e muitos corredores de rua comemorando o desastre nas redes sociais. Eles queriam se vingar do esporte mais popular da nação, como se o futebol fosse responsável pela penúria dos demais... Não é. O futebol é popular por vários fatores. Principalmente pela sua imprevisibilidade, já muito citada. É o esporte onde nem sempre o melhor time ganha. É onde o atleta e a bola a qualquer momento se desviam, num drible, causando surpresa e emoção. O basquete também é quase assim, mas aqui no Brasil não souberam tocá-lo e ele perdeu popularidade. O vôlei, bem menos dinâmico na quadra, tomou o lugar do basquete pelo dinamismo de seus dirigentes. E o atletismo pode ser comparado a um hospital aos frangalhos, pois ambos dependem das verbas públicas.

#Do Governo...

Quase tudo que depende do governo não funciona direito, independente das cores de quem está no poder. Daí, alguns corredores, fãs do atletismo, têm raiva de ver jogadores exibindo topetes, mulheres e carrões... Mas também não é novidade dizer que a imensa maioria dos boleiros mal tem dinheiro para cortar os cabelos, pegar uma maria chuteira ou um ônibus.

#Da Popularidade...

A popularidade do futebol é relativa e, dependendo do ambiente, se confunde. Imagine um bar onde o Fla-Flu de domingo vai passar: O ambiente está lotado e o índice de tulipas de chopp consumidas por minuto é muito alto. Imagine uma situação inusitada que faria esse bar esvaziar... Se você imaginou que acabou a luz, estava errado: foi o chopp que acabou!... Isso mesmo, a maioria da turma estava ali para beber e usava o futebol apenas como disfarce. Não confunda popularidade com disfarce!

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#Dos Parasitos...

Basta ver alguns "torcedores" organizados que vão ao estádio para brigar e vandalizar, ao invés de torcer pelos seus clubes. Esse é um dos preços que a popularidade do futebol cobra: Ela atrai parasitos, feito as árvores frondosas.

#Da Sanha pelo Público...

Quanto à corrida de rua, ela cresceu, virou moda e suas provas ficaram caras. Muitos corredores autênticos reclamaram, mas nem se ligaram que as provas não são mais feitas para eles. A indústria da corrida precisa atrair cada vez mais público e isso se dá pela beleza dos kits e outros apetrechos que encarecem as provas. Além do mais, devem ter muitas federações e prefeituras cobrando taxas e impostos, como os parasitos que eu já me referi...

#Da ignorância da Gente...

Muita gente reclama do horário tardio das provas de rua transmitidas na TV aberta, mas ignora os custos de uma transmissão ao vivo, com links móveis fora do estúdio. É inviável levar ao ar um evento desses às sete ou oito da manhã, quando não se tem audiência: eis o preço da mídia! No campo do futebol, isso acontece há muito tempo: Os mais velhos lembram que os jogos de quarta começavam às 20:15 h, no tempo do rádio, logo depois de A Voz do Brasil. A TV pegou as partidas e jogou para depois da "novela das oito", que virou "novela das nove", e hoje os jogos acabam à meia noite... Isso, quando não tem prorrogação!

#Da Inocência da Gente... 

É evidente que os dribles do futebol e a imprevisibilidade do trajeto da bola encantam muito mais o grande público do que as passadas de um corredor. É evidente que a indústria de cerveja não vai contratar um maratonista, para anunciar o seu líquido. Futebol e cerveja já fecharam parceria correspondente a milhões de bolsas-atletas! Seriam necessárias centenas de goleadas de 7X1 para mudar esse conchavo!

#Da Corrida de Rua...

Corrida de rua não é futebol e seus praticantes não deveriam desejar a popularidade dos boleiros. Nós corremos num ambiente mais saudável, onde somos expectadores e personagens ao mesmo tempo. Nosso esporte não atrai facções de gente do mal e se esse for o preço, melhor nem crescer. Melhor vestir o boné, esconder o topete e chamar os amigos para mais um treinão!

Abraços!
Bira.