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Várias fotos foram tiradas no topo... Não foi possível reunir todos corredores desta vez.


Vídeo do Treinão do Mendanha 2020

Foi no último domingo de agosto que mais de 150 corredores encararam a Serra do Mendanha, local alternativo dos corredores cariocas. Aquilo que seria um treino programado para poucos amigos, ganhou força e projeção, em apenas duas semanas. Vários atletas aderiram pelo WhatsApp. Muitos deles nem conheciam o recanto.

O tempo ajudou e todos estavam animados. O treino, no entanto, era simples e sem estrutura. Houve falha na largada, o que provocou dispersão logo no início. Mas vários grupos se formaram por todo percurso... O chato é que não deu para tirar aquela foto, com todo mundo, no alto das torres. Confira o vídeo:

 

Parte dos corredores na tradicional foto ao pé das Torres do Mendanha: muitos já haviam descido.

Finalmente, Corrida Está de Volta!

Amigos, 

A Corrida voltou para alegrar as manhãs cariocas!... E foi neste fim de semana, em Campo Grande, quando aproximadamente 180 corredores subiram a Serra do Mendanha, em dois eventos seguidos: 

  • No Sábado, 29/08/20, dezesseis ultramaratonista encararam uma prova de 100 km. A altimetria acumulada da prova somou mais de 4.800 metros. A largada foi de manhã e a competição se estendeu até a madrugada de domingo. Foram oito voltas, subindo e descendo, da Praça da Bica até as torres de transmissão celular, no alto da serra. Quando anoiteceu, os atletas utilizaram lanternas portáteis para se deslocar na mata escura, sobre o terreno íngreme e extremamente irregular. 

De Volta Às Torres!

Amigos!


Foi em janeiro de 2013 que Sergio Pessoa (camiseta verde, na foto) convidou os amigos para o primeiro treinão do ano. Escolheu como palco o Mendanha, local pouco conhecido pelos corredores cariocas, até então. Partiriam da Praça da Bica, rumo ao alto da serra, onde estão fincadas as torres de transmissão celular.


Era época de ascensão das corridas de rua e do Facebook, onde Sergio anunciou seu evento. O resultado foi surpreendente: 50 corredores compareceram. Um recorde, até então!



As fotos e videos daquele treino repercutiram nas redes. Muitos corredores se tornaram amigos a partir dali... Tal eco atingiu mais corredores e, sem que ninguém percebesse: Estava dada a largada na Época dos Grandes Treinões!


Maravilhoso!... Mas nem tudo são flores nesta história. Poucos dias depois o corredor Adriano Molinaro, um dos incentivadores do Treinão do Mendanha faleceu. Comovidos, os corredores marcaram um treino em homenagem póstuma e a rede de amigos aumentou. Vários treinos foram marcados, desde então, com número cada vez maior de público. No ano seguinte, o Treinão do Mendanha reuniu 120 pessoas, mas já era comum atingir tal público em 2014... A alegria foi contagiante e registrada no vídeo, a seguir:




A Igualdade Está no Céu!

I - O Fim da história:

(...) E um arco-íris surgiu no fim da rua e da tarde... E o sorriso de quem passava gratificou a Deus por tamanho espetáculo! E eu pensei comigo: "A igualdade está no ceu!".

II - O Meio da História:

Até que enfim eu estava correndo de novo!... Depois de vários dias parado esperando me curar de uma nova lesão.

Era uma daquelas tardes de inverno, onde a gente procura  o sol para se esquentar - coisa rara no Rio de Janeiro.

Mas o tempo também corria e logo o sol se esconderia atrás de um prédio em construção - ou de um morro suburbano e desvalido.

Ao lado da estrada, eu prosseguia correndo e fugindo do tombo. Minha visão focava nas irregularidades do chão e todo cenário, ao redor, se fazia periférico.  Eu não queria pisar no buraco, tropeçar na lombada ou chutar a raiz que rompeu a calçada... E assim por tudo a perder.

É assim mesmo: corredores como eu desenvolverem visão periférica. Quando não dá para tirar os olhos do chão, os objetos do entorno se misturam num rastro multicor. Seu caminho se torna um corredor mágico, com paredes de rastros de todas as cores!

Um carro passa ao lado e faz "zum" - barulho do ar que se atira no meu rosto... As folhas secas chiam debaixo dos meus tênis... O jasminzeiro expele perfume, na esquina, em meio à poeira que vento espalhou.

É assim mesmo: Corredores, como eu, não podem se dar ao luxo de parar para observar este caos: eles simplesmente se misturam ao caos! Eles potencializam seus sentidos para sobreviver, ali no meio, o máximo de tempo possível!

III - O Começo e O Fim da História:

Mais uma vez, tomei uma ducha e vesti a roupa de corrida para mais um treino. Disparei o cronômetro e saí pelo bairro, pela enésima vez. Nada demais, o treino foi concluído...

...Até que no fim, surgiu um arco-íris embelezando o meu subúrbio, que tem o céu tão lindo quanto de qualquer lugar!... E eu pensei comigo: "A igualdade está no céu!"

Abraço, 

Bira.

Postada no blog Cronistas de WhatsApp :
www.cronistasdewhatsapp.blogspot.com




Vamos, levanta!...

Não fica aí parado, tentando encontrar a solução dos seus problemas! Vou lhe contar um segredo: Esta solução é uma questão de distância, pois lhe espera passar correndo em alguma pista lá no parque, para enfim se revelar.


Vamos, levanta!...

Não fica aí perguntando se o que eu digo é verdade. Dúvida é  sinônimo de problema e você não precisa ter mais um! Perceba que agora a questão é de tempo: tempo de vestir seus tênis, bermuda e camiseta, e sair para correr antes da luz do dia apagar.


Vamos, levanta!...

Não fica aí se comprazendo na dor dos injustiçados. Problemas  são pontos de interrogação virados de ponta-cabeça, feito um gancho, onde você está espetado e pendurado pelo peito. Liberte-se e corra, encha seu peito ferido de ar e descubra que a questão, desta feita, é viver preso (ou se libertar?).


Vamos, levanta!...

Não fica aí congelado e pálido pelo pelo efeito do seu condicionador de ar. Seus problemas ficaram presos nesta geleira que te forma, então corra!... Deixa seus problemas derreterem, fluírem  no suor e se perderem no ar! A questão, por fim é simplesmente correr, por aí, sem medo de se perder (ou se encontrar?).


Vamos, levanta!...


Abraços!
Bira.

(Postagem de WhatsApp, sem revisão de provaveis erros).

Veja mais em: www.cronistasdewhatsapp.blogspot.com

 

Lembro de Você Correndo e Sorrindo...

Amigos!

Lembro de você, criancinha, correndo trôpego pela sala, brincando de fugir do seu pai.  Você sabia que seria pego e coberto de cócegas e beijos, mas a adrenalina lhe fazia fugir e gargalhar de alegria.

Lembro que você cresceu mais um pouco e foi correr no intervalo da escola. Ao seu redor, tinha uma dúzia de meninos rápidos e inquetos, riscando o pátio para todo lado... Não demorou para eu lhe perder de vista, mas eu sentia que você estava ali:  Sua energia era visível na algazarra colegial. Seu sorriso, braços e pernas, em movimento incessante, se confundiam com os demais!

Lembro que, anos depois, eu lhe vi correndo na pelada juvenil. Vi você  perder uma jogada ao se distrair olhando a moça bonita passar, na beirada do campo. Naquele momento, os colegas do seu time lhe deram uma bronca. Mas depois do jogo todos sorriram, secando o suor e contando o fato.

Lembro que você foi envelhecendo, correndo cada vez menos e vendendo seu sorriso cada vez mais caro. Agora lhe vejo sem pai, colégio ou pelada e digo: "Desculpe, meu amigo, você vai ter que se reinventar!..."

... Então, vamos, levante e corra! *Se não der, caminhe!* Faz alguma coisa e resgata logo o seu sorriso! *Lembre de você!* 

Abraço!
Bira.

(Postagem de WhatsApp, sem revisão de prováveis erros).
Confira em : www.cronistasdewhatsapp.blogspot.com

 

Boa noite, Papai!


Amigos!

Se vivo fosse, meu pai teria feito 100 anos em julho próximo. Levei um susto quando meu irmão revelou este detalhe. 

Meu pai era baixo, magro, cabelos negros e lisos, rosto fino e pele de índio. Vestia terno azul marinho com pins do Fluminense e brasão da República. Em sua mão direita brilhava um imenso anel de São Jorge, enquanto sua boca repetia a canção: "Ogum, olha sua bandeira..." Quando não, cantava "Amélia, Mulher de Verdade". Minha mente gravou essas músicas, para eu nunca mais esquecer de seus bons momentos.

Eu sentia um carinho transbordante pelo meu pai. A separação entre ele e minha mãe, quando eu tinha apenas seis anos, nunca abalou meu sentimento. Volta e meia ele vinha em casa e a gente pegava o ônibus para visitar minhas tias. A felicidade que eu sentia numa simples viagem de ônibus, ao seu lado, ecoa até hoje: incrível!

Mas a vida de meu pai não foi fácil: Antes mesmo de eu nascer, ele entraria para o serviço público federal, mas pegou tuberculose e foi reprovado. Conseguiu se curar, porém nunca teve um bom emprego. Aprendeu viver com pouco no IAPC de Irajá. Quando se separou, abriu mão da casa e chegou a morar num barraco. Seus ternos ficaram surrados e seu anel de São Jorge perdeu o brilho. Por outro lado eu crescia, mas não tinha como ajudar: eu também me virava com pouco.

Quando as coisas melhoraram para mim, meu pai já tinha partido de vez. Mesmo com pouco dinheiro, ele pegou um ônibus lunar e foi morar com São Jorge, que como diz a musica: "... venceu a guerra sem perder soldado!"

Apesar disso tudo, meu pai não se perdeu: Filho de Deus, soldado de Ogum, reside na lua!... Boa noite, Papai!

Abraço!
Bira.

(Postagem de Whatsapp, sem revisão de prováveis erros) 
Confira em: www.cronicasdewhatsapp.blogspot.com

Sopa com Mosca!

Amigos,

Quanta vezes sua TV fica ligada mas seus olhos não saem do celular?...
...Garanto que muitas e comigo não é  diferente.

Praticamente desisti de ver TV ao vivo. Bem que eu tentei resistir e acompanhar um ou outro noticiário, mas foi dando nojo. Muito diferente dos canais de YouTube que têm bem menos recursos e muito mais interesse. A tela do smartphone dá  privacidade ao expectador, além da praticidade de trocar de aplicativo num toque.

A facilidade do descarte, o direito de escolha: Eu vejo o que quero, quando quero, onde quero e sem pacotes de programação...

Há pouco, eu assistia um canal de YouTube que têm a ver comigo. Canais de YouTube são mais sinceros que a agonizante TV ao vivo,  pois não fingem isenção.

Na TV, a hipocrisia saiu dos telejornais e invadiu os debates esportivos. Nas mesas redondas, os comentaristas deixaram de falar de bolas para falar dos testículos de nossos políticos... Então, vazei. Não preciso ver isso! Corro para os canais de streaming que falam de futebol e do meu time. Não importa se eles não são jornalistas, ou taxistas,: vou tomar um uber!

Agora sou que escrevo, no Whatsapp, com a TV desligada... Dane-se!: Quem disse que eu também não posso ser um emissor? A Imprensa se desespera com tal fenômeno, mas eles sabem que o mundo mudou. Os formadores de opinião viraram moscas se debatendo na tigela da sopa que a gente não quer engolir... Bora pedir uma pizza!

Abs!
Bira.

(Postagem de Whatsapp,  sem revisão de prováveis erros).

Postagem de WhatsApp: feita no aplicativo e replicada no blog, sem alterações.


Tempo e Espaço 

Amigos!

Quando eu era criança, no início dos anos 70, levava o almoço para o meu irmão, no trabalho. Ia de ônibus (905 - Irajá / Bonsucesso) praticamente de um ponto final ao outro. Só que não era fácil fazer aquilo: As viagens me provocavam náuseas e pareciam que nunca iam acabar... Todos os dias, o lotação rodopiava pelos bairros, parando de poste em poste, feito um cachorro de rua. Eram 13 km de trajeto convertidos em 50 minutos de agonia, ida e volta... Mas, tudo bem, isso passou!

Fiquei quase adulto, me livrei das náuseas e fui trabalhar de office boy no Centro. A qualidade dos ônibus melhorou um pouquinho e eu descobri que para ir à praia bastava descer do 905, na Penha, e embarcar no 483 nos finais de semana. Daquela feita, o itinerário de 35 km se converteria em duas horas de frisson para ver o mar.

Curioso é que, ao longo dos anos, eu tinha a impressão que a Zona Sul estava em outro município, apartado de mim, suburbano, pelo tempo e espaço... 

Sorte minha me tornar corredor e romper essas barreiras com os próprios pés! Agora eu já tenho mais de 60 anos e vou de Irajá a Bonsucesso sem embarcar no 905. Sigo correndo, mas não me contento e continuo o trajeto... Avanço mais dez quilômetros e chego ao Centro da Cidade, porém ainda não é o fim: Só  desembarco dos tênis nas areias de Copacabana, com quase três horas de treino e 32 km de percurso.

É assim que funciona: toda vez que corro eu pego carona no tempo e tomo posse do chão que piso, naquele lapso. Cada pisada que dou representa uma nova conquista e o desprendimento da conquista anterior. Trocando as pisadas como quem troca os amores e vive de paixão, eu vou! 

Sigo reinterpretando o tempo e redimensionando o espaço, não quero parar!

Abraço!
Bira.

(Postagem de Whatsapp,  sem revisão de prováveis erros)

Privilégio de Ser e de Estar...

Amigos!

Aos 61 anos eu tenho dois privilégios: ser aposentado e estar saudável...

...Daí, não me faço de rogado, calço os tênis e saio para correr. Não tenho dia nem hora para essa brincadeira. Corro na subida do sol da manhã ou na descida da chuva da tarde. Desloco-me na noite contra faróis ou vento. Escapo do trânsito, pulando da margem do asfalto para cima da calçada. Fico atento, evito o tropeço, aproveito a chance de atravessar outra rua. Volta e meia me perco nas entranhas de um bairro. Tento me achar sem diminuir a passada e consigo. Observo canteiros de flores ou despejos de lixo, alimentando borboletas ou ratos. Passante que sou, carrego minha própria paisagem pois corro dentro de mim... E vou!...

Aos 61 anos eu tenho dois privilégios: ser aposentado e estar saudável...

... Daí, não dou bola para os cálculos renais, calço o tênis e saio para correr. Essas pedrinhas que moram nos meus rins desde os anos 80 (!) já me fizeram rolar de dor. Em 1987 eu desisti de correr por conta disso. Só voltei vinte anos depois, ainda com elas dentro de mim. O que mudou foi a cabeça mais resistente ou um milagre tardio, explico: 

Saibam que em 1986 eu corri minha terceira maratona, a "do Rio", levando uma imagem de São Judas Tadeu nas mãos. Eu tinha feito uma promessa pela cura do problema renal. Só depois alguém me advertiu que eu havia pago a promessa antes de obter o milagre (!)... O milagre só surgiria muitos anos depois. As crises renais praticamente se extinguiram. Passei a expelir os cálculos de forma natural e aleatória, na maioria das vezes sentindo apenas um incômodo ao invés da forte dor. Voltei a correr aos 47 para nunca mais parar... E vou!

Aos 61 anos eu tenho dois privilégios: ser aposentado e estar saudável... Durante toda vida, por mais difícil que fosse cada fase, eu sempre tive privilégios mas nem sempre reconheci.

Abraço!
Bira.

(Postagem de Whatsapp, sem revisão de prováveis erros)
Postagem de WhatsApp: feita no aplicativo e replicada no blog, sem alterações.

Deus Está no Movimento!

Amigos!

Sabe aquela frase: "Não tome decisões de cabeça quente..."? Ela tem tudo a ver com a Corrida!  Quando você corre - ou mesmo caminha - seu corpo acelera (e esquenta) e sua mente relaxa (e esfria). Já encontrei otimismo e soluções para os maiores problemas durante o movimento do corpo! Os científicos dizem que é beta endorfina - um hormônio expelido pelo cérebro, no exercício, que entorpece a dor ou traz alegria. Eu diria que é Deus, numa a explicação baseada nos vários anos que corro nos mais diversos lugares.

(Quer encontrar solução para os seus problemas? Então pare de pensar, levanta e vai caminhar um pouco!... Depois me diz o resultado)

Vamos aos fatos: Não se iluda pensando que os objetos estão parados, à sua frente, pois tudo que você vê é composto de elétron em movimento. Agora, mergulhe nas vias de seu próprio plasma e observe a si mesmo: nada está parado, também.

Escrevi, certa vez, que durante a Corrida (ou caminhada) "os problemas e as soluções se apresentam no mesmo instante e se neutralizam...". Agora, só estou mudando a abordagem para atingir um novo público...

Se você tem problemas: a solução é se deslocar e perceber, na miscelânea das imagens ao seu entorno, a manifestação da Justiça: O otimismo ao alcance de todos e sua própria alma diante de si!

Em geral, nós corredores ou ativos nem temos noção  da fonte de nossa alegria. Queremos voltar no próximo treino e ignorar explicações... É justo!

Abs!
Bira.
(Postagem de Whatsapp,  sem revisão de prováveis erros)
Postagem de WhatsApp: feita no aplicativo e replicada no blog, sem alterações.


Não Entrego os Pontos Facilmente!

Amigos!

Quem me vê correndo tanto, sequer imagina que sofro de fascite plantar. Para quem não sabe, é uma inflamação da fáscia - tecido localizado na planta do pé. O problema surgiu em 2013 e nunca foi resolvido. Em 2014, os tratamentos foram inóquos e eu optei por não correr, naquele ano. Nada que eu fizesse surtia efeito. A corrida parecia dar adeus, levando com ela meus amigos, meu blog, minhas atividades e o bem estar do dia a dia...

A surpresa se deu no fim do período: Um corredor muito estimado descobriu doença grave e seus amigos resolveram fazer um "treinão pela cura". Fui dar meu apoio, mas não iria correr, apenas registrar o treino no blog. A largada foi dada e quando me dei conta, estava correndo no meio de todos!

A partir dali, não parei mais. A fascite plantar não foi extinta: eu aprendi a conviver com ela. A despeito de todos os artigos médicos, que recomendavam parar de correr diante do problema, eu segui minha intuição. Procurei tênis mais macios, usei palmilhas de gel dentro dos sapatos, apliquei bolsas térmicas nos momentos de dor e nunca mais parei. Descobri que não se pode exigir condições ideais para tudo na vida!

Lá se vão oito anos e eu continuo correndo! Já fiz inúmeras corridas longas na minha cidade e em todo Brasil. Quando a fascite me ataca eu faço tratamento térmico, melhoro e sigo adiante, sem desanimar. Há períodos que ela desaparece, feito uma louca pelo mundo, ressurgindo surpreendentemente na luz de uma manhã. Então finca os seus cravos nos meus pés, feito ferradura. Arde punitiva a cada passo, até que se cansa de tanto torturar. Faço-me um Rock Lutador apanhando entre as cordas e não entrego. Aguardo o momento de revidar... No dia seguinte estarei correndo outra vez!

Já descrevi que quando corro, eu beijo a cidade com os pés. Toda cidade me sorri, por que reconhece o valor dos meus afagos. Esse reconhecimento começa comigo. Não entrego os pontos facilmente!

Abs!
Bira.

(Postagem de WhatsApp, sem revisão de prováveis erros)
Postagem de WhatsApp: feita no aplicativo e replicada no blog, sem alterações.


Fome do Rato

Amigos!

São meia noite e bateu minha fome do rato. Penso numa sopa quentinha de inhame e decido fazer. Abro a geladeira e ignoro tudo que tem ali: minha fome do rato não se contenta com maçãs, nem bananas da fruteira ou biscoitos reclusos nos potes. Descasco os inhames e ponho para cozinhar. Na frigideira preparo o tempero de alho, cebola, salsa e coentro. O inhame fica cozido em poucos minutos e é hora de amassá-los um a um. Forma-se uma pasta onde misturo o molho e um pouco d'água. Alguns minutos e mexidas, depois, já posso me servir na tigela. 

É uma e trinta da manhã. Um cachorro late nas ruas desertas de Irajá. Um frescor invade a sala pelas frestas da janela. Não sei de que direção me apontam o cantar de um galo. Todos os pequenos barulhos se fazem ouvir, menos o ronco do estômago que denunciava a fome do rato. 

Abraços, 

Bira.
(postagem de WhatsApp, sem revisão de prováveis erros)
Um grupo de funcionários aposentados doou 100 latas de leite em pó á Casa de Apoio à Criança com Câncer São Vicente. 

Amigos!

Reabro uma exceção neste blog e saio do tema Corrida. Com auxílio do WhatsApp juntei amigos, aposentados como eu, e conseguimos doar 100 latas de leite em pó para a Casa de Apoio. Dessa ação, surgiu o poema que guardo aqui, a seguir:

ATÉ ME FAZER ETERNO!

Doei meus sapatos,
Calças, camisas, anéis e cordão...
Doei tudo que eu tinha,
Até meu velho chapéu.


Não retirei, do chapéu,
Todas as ideias abrigadas, quando doei.
Não retirei dos óculos, os olhos
Tampouco as lágrimas de emoção.


Doei meus pulmões inflados de perfume,
Doei meu coração e todo sangue bombeado,
Doei minhas veias – estradas ocultas da vida –
Doei todo meu corpo e o sabonete que restou.


Depois disso tudo,
Entreguei minhas lembranças.
Apesar disso tudo,
Não consegui deixar de existir...


Quando vi, me espalhei!
O que era meu se degradou em outras mãos,
O que era eu se eternizou
No gesto de doar!


Doei meus sapatos,
Calças, camisas, anéis e cordão...
Doei tudo que eu tinha,
Até me fazer eterno!


(30-04-20).

Abraços!
Bira.
NOSSA EQUIPE DE CORRIDA



Amigos!

Nossa equipe brotou no asfalto do subúrbio carioca e se esparramou por toda cidade.

Ela subiu as montanhas do Rio e arrastou os pés nas suas praias.

Tropeçou no lixo, que alguém espalhou na rua, e caiu nas redes sociais.

Era, então, o auge do Facebook e os nossos treinos atraíram gente de todo canto. Vestíamos camisetas coloridas, bermudas de compressão e tênis de pisada. Portávamos frequencimetro no pulso, celular na cintura e enterrávamos a cabeça no boné.
 
Todos pareciam crianças em meio a tanta descoberta, mas nada dura para sempre:

Certo começo de noite, um temporal se abateu sobre o Rio e eu fiquei ilhado, voltando do trabalho a caminho de casa. Meu celular tocou e um amigo, com pesar, anunciou que o líder de nossa equipe tivera a vida ceifada.

Depois do trauma, nossos encontros ficaram cada vez mais raros, até que a equipe sem nome acabou... Será?

Há quem diga que não: que a nossa equipe ainda corre nas veias dos seus antigos atletas.

Há quem afirme que quando corremos, mesmo sozinhos, ainda enxergamos nossos antigos colegas ao lado.

Há quem acredite que o líder de nossa equipe nunca morreu. Que ele nos aguarda para mostrar novos percursos muito mais belos. São aquelas paisagens impossível de se enxergar com os olhos abertos.

A nossa equipe de corrida é imortal!

(em memória a Adriano Molinaro)

(Da série "Postagem de Whatsapp" formadas por textos criados no App e transcritos para o blog) 

Abraços!

Bira.