Amigos!
Digamos que você fosse um corredor de rua, mas não um corredor comum... Digamos que abandonasse tudo na vida atrás de um propósito: Correr em todos os municípios do Brasil. Digamos que você corresse todo dia, dia após dia, nos diferentes municípios... Pois bem: Você levaria mais que 15 anos para concluir essa missão em 5.570 cidades!
Quinze anos é tempo suficiente para alguém se formar, casar, ter filhos e, se bobear, netos!... Então você não vai querer entrar para o Livro Guinness de Recordes, dessa forma. Como eu, você irá apenas sonhar em correr no número máximo de cidades, e dizer para si mesmo: "Quem mandou nascer num país tão grande?"
Mas eu vou contar uma mágica: Se não dá para correr em tantos lugares por tanto tempo, é possível correr em todos os lugares ao mesmo tempo, no TREINÃO DO BRASIL!
Isso mesmo, seremos milhares de corredores em várias cidades, correndo ao mesmo tempo, pela Paz. Um evento simples, sem cunho político ou religioso. Com apoio de blogs e Grupos de Corrida, divulgando e participando do evento!
Vamos escolher a melhor data, levando em conta que o Calendário de Corridas está lotado nessa época do ano. Vamos correr com camisetas da mesma cor, quem sabe mandar fazer camisa para o evento?... Antes da largada, vamos fazer uma corrente positiva pela paz e largar todos no mesmo horário. Vamos atrair patrocinadores que oferecerão blindes para sorteio aos corredores. Vamos recolher e doar alimentos às instituições filantrópicas. Vamos postar imagens e editar um filme, reunindo as imagens de todos os treinões. Vamos fazer o que mais gostamos no TREINÃO DO BRASIL!
Para começar, criei um grupo no Facebook para você ingressar, tirar dúvidas e falar sobre o evento:
PÁGINA DE DISCUSSÃO DO TREINÃO DO BRASIL NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/groups/eprimavera/
INGRESSE NO EVENTO TREINÃO DO BRASIL NO FACEBOOK, NO LINK:
https://www.facebook.com/events/1661846440713830/
Participe do Treinão do Brasil!
Confira nos links abaixo, as postagens e vídeos produzidos, até o momento, sobre o TREINÃO DO BRASIL.
O último link desta página o conduzirá ao evento TREINÃO DO BRASIL no Facebook. Se você deseja participar do maior treinão de todos os tempos, não deixe de entrar no evento para manter-se informado.
O seguite link o conduzirá ao evento TREINÃO DO BRASIL no Facebook:
Abraços!
Bira.
Digamos que você fosse um corredor de rua, mas não um corredor comum... Digamos que abandonasse tudo na vida atrás de um propósito: Correr em todos os municípios do Brasil. Digamos que você corresse todo dia, dia após dia, nos diferentes municípios... Pois bem: Você levaria mais que 15 anos para concluir essa missão em 5.570 cidades!
Quinze anos é tempo suficiente para alguém se formar, casar, ter filhos e, se bobear, netos!... Então você não vai querer entrar para o Livro Guinness de Recordes, dessa forma. Como eu, você irá apenas sonhar em correr no número máximo de cidades, e dizer para si mesmo: "Quem mandou nascer num país tão grande?"
Mas eu vou contar uma mágica: Se não dá para correr em tantos lugares por tanto tempo, é possível correr em todos os lugares ao mesmo tempo, no TREINÃO DO BRASIL!
Isso mesmo, seremos milhares de corredores em várias cidades, correndo ao mesmo tempo, pela Paz. Um evento simples, sem cunho político ou religioso. Com apoio de blogs e Grupos de Corrida, divulgando e participando do evento!
Vamos escolher a melhor data, levando em conta que o Calendário de Corridas está lotado nessa época do ano. Vamos correr com camisetas da mesma cor, quem sabe mandar fazer camisa para o evento?... Antes da largada, vamos fazer uma corrente positiva pela paz e largar todos no mesmo horário. Vamos atrair patrocinadores que oferecerão blindes para sorteio aos corredores. Vamos recolher e doar alimentos às instituições filantrópicas. Vamos postar imagens e editar um filme, reunindo as imagens de todos os treinões. Vamos fazer o que mais gostamos no TREINÃO DO BRASIL!
Para começar, criei um grupo no Facebook para você ingressar, tirar dúvidas e falar sobre o evento:
PÁGINA DE DISCUSSÃO DO TREINÃO DO BRASIL NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/groups/eprimavera/
INGRESSE NO EVENTO TREINÃO DO BRASIL NO FACEBOOK, NO LINK:
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Participe do Treinão do Brasil!
* * * * *
Confira nos links abaixo, as postagens e vídeos produzidos, até o momento, sobre o TREINÃO DO BRASIL.
O último link desta página o conduzirá ao evento TREINÃO DO BRASIL no Facebook. Se você deseja participar do maior treinão de todos os tempos, não deixe de entrar no evento para manter-se informado.
TREINÃO DO BRASIL JÁ TEM DATA (BiraNaNet, 30/06/15)
http://www.birananet.com/2015/06/treinao-do-brasil-ja-tem-data.htmlCIDADES DIVULGAM OS SEUS TREINÕES (BiraNaNet, 04/07/15)
http://www.birananet.com/2015/07/cidades-divulgam-seus-treinoes.htmlVEM AÍ O TREINÃO DO BRASIL, PARTICIPEM! (Companheiros de Corrida, 03/07/15)
http://www.companheirosdecorrida.com.br/site/vem-ai-o-treinao-do-brasil-participem/TREINÃO GANHA APOIO E ADESÕES (BiraNaNet, 06/07/15)
http://www.birananet.com/2015/07/treinao-ganha-apoio-e-adesoes.htmlEM GOIÂNIA O LOCAL JÁ ESTÁ DEFINIDO (Companheiros de Corrida, 06/07/15)
http://www.companheirosdecorrida.com.br/site/1o-treinao-do-brasil-goiania-ja-definiu-o-local/O seguite link o conduzirá ao evento TREINÃO DO BRASIL no Facebook:
EVENTO TREINÃO DO BRASIL NO FACEBOOK:
https://www.facebook.com/events/1661846440713830/1664677270430747/Abraços!
Bira.
Amigos!

-- Eu queria que essa corrida durasse para sempre. Eu só queria aproveitar aquele momento... *
Não havia para ela nenhum troféu em jogo, nenhum prêmio milionário, nenhuma glória que não fosse o foco dos olhares admirados dos corredores à sua volta ou das ondas de aplausos, vindas das calçadas. Paula estava feliz de verdade!
-- Bira, eu desisti de melhorar meu desempenho nas corridas ao perceber que estava treinando cada vez mais sozinho... Prefiro treinar com os amigos do que seguir planilhas solitárias.
Para Ozeias, o prazer da corrida não era erguer um troféu no pódio, sequer colocar uma medalha no peito. O prazer de Ozeias era a companhia dos corredores, fosse nas corridas ou nos treinões. Amado por todos, ele não media esforços para reunir a turma para correr mais uma vez. Às vezes nos encontrávamos acidentalmente correndo nas ruas do subúrbio, e cada um abria mão do seu percurso para traçar um novo caminho comum.
É emocionante ver Paula colhendo recompensas comuns ao exibir o seu sorriso mais belo. Vê-la brincar de correr no dia da aposentadoria. Rodeada por uma dezena de "Ozeias", no meio da prova, onde corre a felicidade.
Abraços!
Bira.

CENA 1 - LONDRES...
Em toda transmissão da Maratona de Londres 2015, nenhuma cena foi tão marcante quanto os poucos segundos dedicados à Paula Radcliffe. Isso mesmo, foram breves segundos que TV exibiu um sorriso encantador, nunca visto em seu rosto durante uma prova. A maior maratonista de todos os tempos, bem longe das primeiras colocadas, parecia sentir as maiores emoções de toda sua carreira, no dia sua aposentadoria. Quando a prova terminou, disse aos jornalistas:-- Eu queria que essa corrida durasse para sempre. Eu só queria aproveitar aquele momento... *
Não havia para ela nenhum troféu em jogo, nenhum prêmio milionário, nenhuma glória que não fosse o foco dos olhares admirados dos corredores à sua volta ou das ondas de aplausos, vindas das calçadas. Paula estava feliz de verdade!
CENA 2 - RIO DE JANEIRO...
Faz tempo que eu corria com meu amigo Ozeias Carlos quando ele me disse:-- Bira, eu desisti de melhorar meu desempenho nas corridas ao perceber que estava treinando cada vez mais sozinho... Prefiro treinar com os amigos do que seguir planilhas solitárias.
Para Ozeias, o prazer da corrida não era erguer um troféu no pódio, sequer colocar uma medalha no peito. O prazer de Ozeias era a companhia dos corredores, fosse nas corridas ou nos treinões. Amado por todos, ele não media esforços para reunir a turma para correr mais uma vez. Às vezes nos encontrávamos acidentalmente correndo nas ruas do subúrbio, e cada um abria mão do seu percurso para traçar um novo caminho comum.
CENA 3 - LONDRES, RIO OU QUALQUER LUGAR DO PLANETA...
A Corrida de Rua permite reunir, na mesma prova, tanto meu amigo Ozeias quanto meu ídolo Paula Radcliffe. É a modalidade esporte mais democrática do mundo, onde uma única fronteira (entre os atletas de elite e os amadores) se rompe ao espocar do tiro de largada. A partir daí, os limites são invisíveis e pessoais, ditados pelo desempenho. Quanto maior o desempenho, maior a solidão do atleta que desponta. A recompensa de um grande atleta o aguarda no pódio. A recompensa dos corredores comuns, no entanto, pode correr ao seu lado por todo percurso.É emocionante ver Paula colhendo recompensas comuns ao exibir o seu sorriso mais belo. Vê-la brincar de correr no dia da aposentadoria. Rodeada por uma dezena de "Ozeias", no meio da prova, onde corre a felicidade.
Abraços!
Bira.
A bela história de Moraes Runners, um dos corredores de rua mais conhecidos do Rio de Janeiro.
Amigos;
Em 1975, o jovem marinheiro Moraes cuidava da casa das máquinas do navio G-26, o Duque de Caxias. Essa função o mantinha abaixo do nível do mar na maior parte do dia. Seu dormitório também estava abaixo do nível do mar, onde escutava o bater das ondas. Ao final do expediente, costumava subir ao convés para pescar, respirar e refletir. Às vezes, se dirigia à popa do navio e fixava o olhar no turbilhão das águas, que o mar dissipava. Se no começo de uma missão tudo era festa. Bastariam três meses no isolamento para fazê-lo pensar; "Não vou ficar nisso para sempre!..."
Enquanto marinheiro, aproveitava os intervalos entre as longas viagens para jogar futebol ou dar uma corridinha. Começou a namorar e casou-se em 1980, ano em que deixou a Marinha, e conta:
-- "Bati perna" um pouquinho, até que em 83 entrei para a Secretaria de Segurança Pública...
Em terra, voltou a treinar sozinho e tentar convencer os amigos a correrem também, mas era difícil. Participou de algumas corridas e maratonas dos anos oitenta, mas sua prova marcante foi a Maratona Atlântica Boa Vista de 1990, com largada na Barra da Tijuca e chegada na Quinta da Boa Vista:
-- A família foi assistir minha chegada na Quinta, e na premiação teve a presença do Zico!
Paralelo à corrida, Moraes continuou a jogar bola até 2004. Nesse ano, foi convidado pelo corredor Valdecir a entrar para a Equipe Mula-Manca. Entrou, e no mês seguinte foi para Paraty, correr a "mini-maratona" de 18 km. O ex-corredor solitário retornou à Paraty, por oito anos seguidos, junto à equipe.
A profusão das corridas de rua fez o velho marinheiro ganhar infindáveis amigos e vencer sua timidez. Mais valem, hoje, os seus inúmeros amigos táteis do que todo encanto das constelações distantes, na solidão do mar. Seu armário guarda um mar de medalhas, de tantas corridas, que já perdeu a conta. Conta que já fez uma corrida noturna, voltando para casa de madrugada, para acordar três horas depois e ir a outra corrida. Conta que correu em Niterói de manhã e depois partiu, imediatamente para o Rio, para concluir um revezamento no Aterro, uma hora depois. Conta que já correu em outros estados, até mesmo no exterior, na bela Paris. Conta que nunca se divertiu tanto, como na Corrida de Obstáculo (Rio Cross - em Búzios) feita com amigos do trabalho. Conta que adora os treinões coletivos do Jericinó, da Serra do Mendanha, que nunca esquecerá do histórico treinão organizado por Erivaldo Zim, na Ilha Grande. Contaria tantas histórias que acabariam com a bateria do meu celular. Faço de conta que eu posso vê-lo, enquanto apenas ouço. Faço de conta que posso testemunhar toda emoção que o seu olhar expressa, enquanto conta.
Moraes Runners (foi esse nome que ele escolheu no Facebook) não é um corredor de ponta, nem precisa. É um velho marujo de 60 anos e estatura baixa, que desaparece em meio ao mar de corredores. Acredito que quando Paulo Antonio Moraes escolheu o seu pseudo-sobrenome Runners (Corredores) no plural, ele quisesse dizer que Moraes Runners somos nós, não apenas ele!
É Runners quando se esconde entre os movimentos das cabeças, dos troncos e das pernas, em meio à multidão de uma corrida.
É Moraes quando abre os braços e um amplo sorriso para cruzar a linha de chegada!
Abraço!
Bira.
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| Moraes Runners num Mar de Medalhas, montagem Bira - 13/06/15 |
Amigos;
Moraes Runners Somos Nós!
Depois de cruzar toda costa brasileira, o navio de guerra G 26 aproximou-se do mar do Caribe, rumo a Porto Rico. Era noite e a tênue linha do horizonte separava o mar rasteiro de águas escuras de um outro mar: o mar das estrelas. No convés do navio, um marinheiro solitário ergueu a cabeça e seus olhos espelharam todos os astros do céu. Foi quando surgiu um terceiro mar intangível de saudade no seu peito, querendo afogar seu coração. Naquele momento, nem todos os sois de todos os céus brilhariam mais que os olhos de uma amada distante...Em 1975, o jovem marinheiro Moraes cuidava da casa das máquinas do navio G-26, o Duque de Caxias. Essa função o mantinha abaixo do nível do mar na maior parte do dia. Seu dormitório também estava abaixo do nível do mar, onde escutava o bater das ondas. Ao final do expediente, costumava subir ao convés para pescar, respirar e refletir. Às vezes, se dirigia à popa do navio e fixava o olhar no turbilhão das águas, que o mar dissipava. Se no começo de uma missão tudo era festa. Bastariam três meses no isolamento para fazê-lo pensar; "Não vou ficar nisso para sempre!..."
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| Navio de Desembarque de carros de Combate Duque de Caxias, o G 26 da Marinha de Guerra. |
Corrida e Futebol
Carioca de Padre Miguel, Moraes entrou para Escola de Aprendizes da Marinha, em Santa Catarina, aos 18 anos. Ali deu sequência à prática de esporte, iniciado na infância, nas competições de corrida entre colégios da Zona Oeste. Bom de bola, logo entrou para a seleção de futebol do quartel. Manteve-se invicto por um ano e quatro meses - todo período que atuou como cabeça de área da seleção. Já formado marujo, voltou para o Rio, onde foi indicado para servir no navio G 26.Enquanto marinheiro, aproveitava os intervalos entre as longas viagens para jogar futebol ou dar uma corridinha. Começou a namorar e casou-se em 1980, ano em que deixou a Marinha, e conta:
-- "Bati perna" um pouquinho, até que em 83 entrei para a Secretaria de Segurança Pública...
Em terra, voltou a treinar sozinho e tentar convencer os amigos a correrem também, mas era difícil. Participou de algumas corridas e maratonas dos anos oitenta, mas sua prova marcante foi a Maratona Atlântica Boa Vista de 1990, com largada na Barra da Tijuca e chegada na Quinta da Boa Vista:
-- A família foi assistir minha chegada na Quinta, e na premiação teve a presença do Zico!
Paralelo à corrida, Moraes continuou a jogar bola até 2004. Nesse ano, foi convidado pelo corredor Valdecir a entrar para a Equipe Mula-Manca. Entrou, e no mês seguinte foi para Paraty, correr a "mini-maratona" de 18 km. O ex-corredor solitário retornou à Paraty, por oito anos seguidos, junto à equipe.
A profusão das corridas de rua fez o velho marinheiro ganhar infindáveis amigos e vencer sua timidez. Mais valem, hoje, os seus inúmeros amigos táteis do que todo encanto das constelações distantes, na solidão do mar. Seu armário guarda um mar de medalhas, de tantas corridas, que já perdeu a conta. Conta que já fez uma corrida noturna, voltando para casa de madrugada, para acordar três horas depois e ir a outra corrida. Conta que correu em Niterói de manhã e depois partiu, imediatamente para o Rio, para concluir um revezamento no Aterro, uma hora depois. Conta que já correu em outros estados, até mesmo no exterior, na bela Paris. Conta que nunca se divertiu tanto, como na Corrida de Obstáculo (Rio Cross - em Búzios) feita com amigos do trabalho. Conta que adora os treinões coletivos do Jericinó, da Serra do Mendanha, que nunca esquecerá do histórico treinão organizado por Erivaldo Zim, na Ilha Grande. Contaria tantas histórias que acabariam com a bateria do meu celular. Faço de conta que eu posso vê-lo, enquanto apenas ouço. Faço de conta que posso testemunhar toda emoção que o seu olhar expressa, enquanto conta.
Moraes Runners (foi esse nome que ele escolheu no Facebook) não é um corredor de ponta, nem precisa. É um velho marujo de 60 anos e estatura baixa, que desaparece em meio ao mar de corredores. Acredito que quando Paulo Antonio Moraes escolheu o seu pseudo-sobrenome Runners (Corredores) no plural, ele quisesse dizer que Moraes Runners somos nós, não apenas ele!
É Runners quando se esconde entre os movimentos das cabeças, dos troncos e das pernas, em meio à multidão de uma corrida.
É Moraes quando abre os braços e um amplo sorriso para cruzar a linha de chegada!
Abraço!
Bira.
(...) Substituí refeições por Shake de Herbalife batido com gelo, banana e adoçante. Bebi muito chá verde e em pouco tempo comecei a trotar. Em meio ano, perdi mais de 50 kg. (...)
Rio de Janeiro, manhã de 22 de setembro de 2013...
...Três mil corredores se concentravam em frente a Estátua do Bellini, no Maracanã. Seria dada a largada da Corrida das Torcidas. O percurso de 7,5 km, no entorno estádio, não assustava maioria dos atletas. O estreante Ico Pires, no entanto, fugia a essa regra e deu a largada pensando:
-- Vou completar essa corrida de qualquer jeito... Seja na ambulância ou carregado!
Não era pra menos... Ico Pires (então com 46 anos) pesava 135 kg, mais que a soma do peso de dois corredores de ponta. Porém isso não era nada, há apenas seis meses daquele dia, nosso herói era obeso mórbido, pesando nada menos que 187 kg, e conta:
-- Era fevereiro e Denis Pires, meu irmão, veio passar carnaval no Rio. Professor de educação física, em Aracaju, ele começou a me orientar na perda de peso. Comecei a caminhar, de domingo a domingo, na Vila Olímpica de Nova Iguaçu. Substituí refeições por Shake de Herbalife batido com gelo, banana e adoçante. Bebi muito chá verde e em pouco tempo comecei a trotar. Em meio ano, perdi mais de 50 kg.
De volta ao Nordeste, seu irmão mandava orientações pelo Facebook, que foram seguidas com disciplina. O sucesso que Ico obteve fez seu amigo, corredor, Flávio Pascoal convidá-lo para a Corrida das Torcidas... Inscreveu-se e, duas semanas depois, dava a largada em frente estátua de Bellini...
-- Na meia maratona, onde a quilometragem era maior, em dado momento eu pensei que estava ficando ruim pra mim... Mas é quando a gente pensa que está ruim que vê um monte de gente lá atrás... Nessa hora surge uma força extra, e eu digo: vou chegar, nem que seja me arrastando!
Ano passado, o ex-manequim 68, correu a Maratona do Rio. Quando passava por Copacabana - a parte mais dura do percurso - um corredor com seus 58 anos se aproximou reclamando do cansaço e querendo desistir. Ico pôs-se a reanimá-lo:
-- Vamos embora, amigo!! Não desanima!... Olha as pessoas que estão atrás da gente!...
Suas palavras deram sobrevida ao corredor que conseguiu manter-se ao seu lado. Aos poucos, no entanto, homem recuperou as forças e acelerou, deixando Ico, seu salvador, para trás.
Acho que Ico Pires foi fisgado pela corrida, não uma, mas várias vezes. Feito um peixe de pesca esportiva, ele continua sendo fisgado por ela. Recentemente descobriu as ultra-maratonas de montanha, o X Terra. Para encarar o duríssimo percurso, põe na mente uma frase que eu não poderia deixar de anotar:
-- Você tem que entrar na corrida como quem entra numa guerra!
E você?... Quando foi fisgado pela corrida??
Abraços!
Bira.
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| Ico Pires, 47, corredor do Rio de Janeiro. Fisgado pela corrida, perdeu a obesidade mórbida. |
Quando a Corrida Te Fisgou?
Amigos!Rio de Janeiro, manhã de 22 de setembro de 2013...
...Três mil corredores se concentravam em frente a Estátua do Bellini, no Maracanã. Seria dada a largada da Corrida das Torcidas. O percurso de 7,5 km, no entorno estádio, não assustava maioria dos atletas. O estreante Ico Pires, no entanto, fugia a essa regra e deu a largada pensando:
-- Vou completar essa corrida de qualquer jeito... Seja na ambulância ou carregado!
Não era pra menos... Ico Pires (então com 46 anos) pesava 135 kg, mais que a soma do peso de dois corredores de ponta. Porém isso não era nada, há apenas seis meses daquele dia, nosso herói era obeso mórbido, pesando nada menos que 187 kg, e conta:
-- Era fevereiro e Denis Pires, meu irmão, veio passar carnaval no Rio. Professor de educação física, em Aracaju, ele começou a me orientar na perda de peso. Comecei a caminhar, de domingo a domingo, na Vila Olímpica de Nova Iguaçu. Substituí refeições por Shake de Herbalife batido com gelo, banana e adoçante. Bebi muito chá verde e em pouco tempo comecei a trotar. Em meio ano, perdi mais de 50 kg.
De volta ao Nordeste, seu irmão mandava orientações pelo Facebook, que foram seguidas com disciplina. O sucesso que Ico obteve fez seu amigo, corredor, Flávio Pascoal convidá-lo para a Corrida das Torcidas... Inscreveu-se e, duas semanas depois, dava a largada em frente estátua de Bellini...
A Fisgada da Corrida
Entrevistei Ico, imaginando que ele descreveria o momento exato que foi fisgado pela corrida. Achei que isso tivesse acontecido na sua primeira vez, mas não foi bem assim... Ico parecia mais animado em relatar o dia de entrega dos kits, do que o próprio dia da primeira corrida. Espontaneamente, começou a descrever momentos marcantes da Meia Maratona Atenas, que fez logo depois.-- Na meia maratona, onde a quilometragem era maior, em dado momento eu pensei que estava ficando ruim pra mim... Mas é quando a gente pensa que está ruim que vê um monte de gente lá atrás... Nessa hora surge uma força extra, e eu digo: vou chegar, nem que seja me arrastando!
Ano passado, o ex-manequim 68, correu a Maratona do Rio. Quando passava por Copacabana - a parte mais dura do percurso - um corredor com seus 58 anos se aproximou reclamando do cansaço e querendo desistir. Ico pôs-se a reanimá-lo:
-- Vamos embora, amigo!! Não desanima!... Olha as pessoas que estão atrás da gente!...
Suas palavras deram sobrevida ao corredor que conseguiu manter-se ao seu lado. Aos poucos, no entanto, homem recuperou as forças e acelerou, deixando Ico, seu salvador, para trás.
* * *
Acho que Ico Pires foi fisgado pela corrida, não uma, mas várias vezes. Feito um peixe de pesca esportiva, ele continua sendo fisgado por ela. Recentemente descobriu as ultra-maratonas de montanha, o X Terra. Para encarar o duríssimo percurso, põe na mente uma frase que eu não poderia deixar de anotar:
-- Você tem que entrar na corrida como quem entra numa guerra!
* * *
E você?... Quando foi fisgado pela corrida??
Abraços!
Bira.
Amigos!
Aconteceu por acaso: Mês passado eu quis deixar gravado o famoso filme "Corra, Lola, Corra!" no aparelho da Sky. Só que eu ignorava se ele seria, ou não, exibido nos próximos dias, em algum canal fechado. Arrisquei uma busca de programação para conferir. Digitei com o controle remoto a palavra "corra", e a tela não tardou a exibir o resultado: Ao invés de "Corra, Lola, Corra!", o Telecine exibiria "Corra, Milkha, Corra!" no dia primeiro de junho, e eu pensei:
-- O que é isso?? Um filme, uma paródia, um programa?...
Como eu tinha mais o que fazer e não quis buscar respostas. Apenas deixei a gravação programada e esqueci do fato, até ontem, quando senti vontade de ver um filme. Lembrei de olhar minhas gravações e lá estava o intrigante titulo. Sem maiores expectativas comecei a assistir "Corra, Milkha, Corra!"-- um filme surpreendente, emocionante e maravilhoso!... E se você for corredor, acrescente a expressão "imperdível"!
-- O que é isso?? Um filme, uma paródia, um programa?...
Como eu tinha mais o que fazer e não quis buscar respostas. Apenas deixei a gravação programada e esqueci do fato, até ontem, quando senti vontade de ver um filme. Lembrei de olhar minhas gravações e lá estava o intrigante titulo. Sem maiores expectativas comecei a assistir "Corra, Milkha, Corra!"-- um filme surpreendente, emocionante e maravilhoso!... E se você for corredor, acrescente a expressão "imperdível"!
É Claro que eu não sou crítico, sou corredor!
Amigos!
Mosaico de ilustrações do blog, basta clicar nas imagens e conferir as postagens originais
Há pouco me perguntaram por que eu não estava mais postando aqui no blog. A resposta foi uma evidente pergunta:
Se eu estou há sete meses sem dar sequer uma corridinha, onde vou encontrar inspiração?
Convivi dois anos com uma fascite plantar até não ter jeito, senão parar. Engavetei meus tênis no final do ano passado. Comecei a fazer intermináveis sessões de fisioterapia, sem sucesso. Dei início a uma reforma na minha residência e parei de pensar em corrida. A reforma da casa produziu bons resultados, mas durou sete(!) meses. Tanto tempo parado não ajudou na cura do solado do pé. Resignado, ainda respondo a mesma pergunta, feita por diferentes pessoas, onde quer que eu vá:
-- E aí, Bira?!... Como vão as corridas?
Mas hoje foi diferente, me perguntaram "como vai o blog?" e eu não tinha nenhuma resposta-padrão para dar... Então vou tentar explicar:
-- Vou criar um blog, como todos fazem e relatar todas corridas que eu fizer. Isso vai me manter focado...
Não durou muito para eu cair na real: um corredor comum, como eu, não tem muito que falar dos resultados comuns que obtém nas competições. Para tornar o blog interessante, eu teria de fazer algo diferente. Então comecei a tentar transferir o prazer que sentia correndo, para dentro do meu texto. Foi esse exercício que me ensinou a escrever: "Como corredor, eu sou um ótimo blogueiro" - plagiei esta frase, certo dia, para um amigo... Comecei a relatar treinos solitários e comuns, nos lugares mais simples da cidade. Eu saía para correr e no meio do percurso visualizava a postagem que deveria fazer... Deparar com um texto enquanto se corre é como abrir a porta do céu. É sentir o corpo exalando suor e prazer, enquanto a mente se expande em todas as direções. É quando o indivíduo pode escolher o melhor ângulo de visão para cada objeto ou elemento, recompondo o paraíso.
Além dos textos, comecei a compor as imagens do blog. Na maioria das vezes optei por recortes de fotos da internet, evitando o plágio e buscando a criatividade. Forçosamente, tive aprender sozinho a manipular alguns programas de imagem. Dava um trabalho tremendo, mas a satisfação era na mesma medida. Compus, na figura acima, um mosaico com algumas dessas imagens. Basta clicar em cada imagem e conferir sua postagem original.
Nesses últimos sete anos, a corrida me trouxe saúde, novos amigos e abriu as portas do céu da criatividade. Digamos que eu não volte mais a correr (batendo três vezes na madeira) este blog continuará no ar, testemunhando os anos mais surpreendentes da minha vida.
Pois bem, agora eu já posso responder "como vai o blog?":
-- O blog vai bem, como um livro que espera ser aberto, bastando clicar e ler... Se eu não estou correndo e colhendo meus texto pelo caminho, vou precisar que alguém me provoque, de quando em vez, como o autor da pergunta que provocou este texto... Mas vai que eu fique bom de repente?...
Abraços!
Bira.
Mosaico de ilustrações do blog, basta clicar nas imagens e conferir as postagens originais
Há pouco me perguntaram por que eu não estava mais postando aqui no blog. A resposta foi uma evidente pergunta:
Se eu estou há sete meses sem dar sequer uma corridinha, onde vou encontrar inspiração?
Convivi dois anos com uma fascite plantar até não ter jeito, senão parar. Engavetei meus tênis no final do ano passado. Comecei a fazer intermináveis sessões de fisioterapia, sem sucesso. Dei início a uma reforma na minha residência e parei de pensar em corrida. A reforma da casa produziu bons resultados, mas durou sete(!) meses. Tanto tempo parado não ajudou na cura do solado do pé. Resignado, ainda respondo a mesma pergunta, feita por diferentes pessoas, onde quer que eu vá:
-- E aí, Bira?!... Como vão as corridas?
Mas hoje foi diferente, me perguntaram "como vai o blog?" e eu não tinha nenhuma resposta-padrão para dar... Então vou tentar explicar:
BiraNaNet e Eu
Criei esse blog em 2008. Eu já tinha 48 anos de idade, e estava 22 anos(!) afastado da corrida. Eu me sentia inseguro quanto à corrida. Tinha medo de desistir mais uma vez, e pensei:-- Vou criar um blog, como todos fazem e relatar todas corridas que eu fizer. Isso vai me manter focado...
Não durou muito para eu cair na real: um corredor comum, como eu, não tem muito que falar dos resultados comuns que obtém nas competições. Para tornar o blog interessante, eu teria de fazer algo diferente. Então comecei a tentar transferir o prazer que sentia correndo, para dentro do meu texto. Foi esse exercício que me ensinou a escrever: "Como corredor, eu sou um ótimo blogueiro" - plagiei esta frase, certo dia, para um amigo... Comecei a relatar treinos solitários e comuns, nos lugares mais simples da cidade. Eu saía para correr e no meio do percurso visualizava a postagem que deveria fazer... Deparar com um texto enquanto se corre é como abrir a porta do céu. É sentir o corpo exalando suor e prazer, enquanto a mente se expande em todas as direções. É quando o indivíduo pode escolher o melhor ângulo de visão para cada objeto ou elemento, recompondo o paraíso.
Além dos textos, comecei a compor as imagens do blog. Na maioria das vezes optei por recortes de fotos da internet, evitando o plágio e buscando a criatividade. Forçosamente, tive aprender sozinho a manipular alguns programas de imagem. Dava um trabalho tremendo, mas a satisfação era na mesma medida. Compus, na figura acima, um mosaico com algumas dessas imagens. Basta clicar em cada imagem e conferir sua postagem original.
Nesses últimos sete anos, a corrida me trouxe saúde, novos amigos e abriu as portas do céu da criatividade. Digamos que eu não volte mais a correr (batendo três vezes na madeira) este blog continuará no ar, testemunhando os anos mais surpreendentes da minha vida.
Pois bem, agora eu já posso responder "como vai o blog?":
-- O blog vai bem, como um livro que espera ser aberto, bastando clicar e ler... Se eu não estou correndo e colhendo meus texto pelo caminho, vou precisar que alguém me provoque, de quando em vez, como o autor da pergunta que provocou este texto... Mas vai que eu fique bom de repente?...
Abraços!
Bira.
A ansiedade de voltar a correr e recuperar sensações que transformam o mundo e encantam a alma...
"Estou voltando!..."
De repente o céu ficou mais claro. Era o sol encontrando brechas nas nuvens para correr comigo. Para iluminar o meu caminho, acendendo as cores do dia. Para fazer as flores se abrirem sobre o muro da vizinha e os bem-te-vis suburbanos cantarem pra mim!... Sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Ninguém perceberia, se eu chorasse de felicidade, atrás dos óculos espelhados. Ninguém repararia meu suor escorrendo, por detrás do tecido poliamida, até embebedar as meias e evaporar nos furinhos dos tênis. Compensei essa perda com goles de água gelada, sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Dispara de novo meu pulso e o Garmin que o envolve. O bem-estar que agora sinto faz o mundo ficar melhor. O mundo é melhor observado quando se está correndo. As imagens se misturam nos olhos de quem corre, e tudo volta a ser um. E quando os seres se agregam, os problemas individuais se desfazem. Então sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Passaram-se 10, 20, 30 quilômetros e eu não me cansei. Saí do subúrbio, cruzei a Zona Sul e alcancei as praias da Zona Oeste. Corri 55 quilômetros e não queria parar! Nunca havia corrido tanto! Depois de ficar meio ano sem correr, aquilo parecia um sonho do qual eu não queria acordar! Pouco importava que eu estivesse dormindo no vagão do Metrô, e que passaria direto da estação onde desço, em Irajá. Por mim, continuaria sonhando por uma infinidade de quilômetros ou estações, mas acordei e pensei em voz alta:
"Paciência, ainda não estou voltando!"
Abraços!
Bira.
(Continuo em tratamento de fascite plantar, muito difícil de ser curada...)
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| Gif animado contendo imagem de meu perfil sobreposta em sequência de quadros de um vídeo da internet. |
Amigos!
Estou Voltando?
Até que enfim eu saí de casa para correr!... Quando cruzei o portão o vento se atirou sobre mim, feito um cachorro que há muito não se via. No frescor matinal da calçada fui abraçado pelo vento, sorri e pensei em voz alta:"Estou voltando!..."
De repente o céu ficou mais claro. Era o sol encontrando brechas nas nuvens para correr comigo. Para iluminar o meu caminho, acendendo as cores do dia. Para fazer as flores se abrirem sobre o muro da vizinha e os bem-te-vis suburbanos cantarem pra mim!... Sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Ninguém perceberia, se eu chorasse de felicidade, atrás dos óculos espelhados. Ninguém repararia meu suor escorrendo, por detrás do tecido poliamida, até embebedar as meias e evaporar nos furinhos dos tênis. Compensei essa perda com goles de água gelada, sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Dispara de novo meu pulso e o Garmin que o envolve. O bem-estar que agora sinto faz o mundo ficar melhor. O mundo é melhor observado quando se está correndo. As imagens se misturam nos olhos de quem corre, e tudo volta a ser um. E quando os seres se agregam, os problemas individuais se desfazem. Então sorri e pensei em voz alta:
"Estou voltando!"
Passaram-se 10, 20, 30 quilômetros e eu não me cansei. Saí do subúrbio, cruzei a Zona Sul e alcancei as praias da Zona Oeste. Corri 55 quilômetros e não queria parar! Nunca havia corrido tanto! Depois de ficar meio ano sem correr, aquilo parecia um sonho do qual eu não queria acordar! Pouco importava que eu estivesse dormindo no vagão do Metrô, e que passaria direto da estação onde desço, em Irajá. Por mim, continuaria sonhando por uma infinidade de quilômetros ou estações, mas acordei e pensei em voz alta:
"Paciência, ainda não estou voltando!"
Abraços!
Bira.
(Continuo em tratamento de fascite plantar, muito difícil de ser curada...)
Os meses passavam e eu não curava da lesão. A saudade da corrida era grande...
Morro de saudade dos meus treinos comuns e suburbanos. Dos percursos aleatórios cuja direção era escolhida a cada esquina. De revelar os recantos dos bairros. De encontrar outro corredor pelo caminho e emendar um novo treino. De me inflar perante os olhares curiosos dos passageiros de um ônibus ou me irritar com o motoqueiro que avança o sinal, e me ignora, quase atropelando. Correr desviando de gente, de saco de lixo e de buraco. Correr percebendo o abacateiro carregado sobre o muro e as flores de romã espalhadas pelo chão. O chão do subúrbio ainda espera por dias melhores. O chão nu da minha infância, agora está vestido de cimento e asfalto. Onde o idoso tropeça, a grávida escorrega e o vira-latas dá três voltinha antes de fazer xixi. Não se pode correr sem tirar os olhos do chão, tampouco se deve deixar de perceber todo entorno. Um rato assustado mergulha no buraco do ralo, um casal de pardais risca o ar feito a bala perdida, que aterroriza o subúrbio. Um cavalo magro sobrevive comendo capim no brejo seco. De repente essa dança caótica de imagens ganha tons de esperança nos meus olhos de corredor.
Morro de saudade de correr com os amigos nos parques, nas serras e no litoral do meu Rio. Ver minha própria alegria refletida no olhar de quem partilha um treinão. Dividir e multiplicar essa alegria por 50, 100 ou 200. Por quantas pessoas estiverem presentes no treinão.
Espalham-se as fotos nas redes sociais... São corredores sorrindo ou gesticulando vitória. Eles fazem questão de mostrar ao mundo o quanto acertaram ao optar pela Corrida... Morro de saudade da Corrida!
Abraços!
Bira.
(sem correr há seis meses por conta de uma fascite plantar).
| Meu amigo Alessandro Augusto tirou essa foto na meia Maratona da Asics. |
Morro de Saudade da Corrida!
Morro de saudade dos meus longões preparatórios para a Maratona do Rio - eram 30 km de Irajá a Copacabana. Nas manhãs de sábado, o sol também corria acima de mim, rumo o centro do céu. Seu esforço lhe fazia ficar cada vez mais quente e radiante. O mesmo ocorria comigo: Eu também flutuava sobre o asfalto de Irajá, Vicente, Penha, Olaria e Ramos. Após 40 minutos, chegava às calçadas vazias da Avenida Brasil, em Bonsucesso. Respirava pó e fuligem em frente à Refinaria de Manguinhos e prosseguia, até cruzar a Rodoviária Novo Rio. Protegia-me dos raios solares na umidade sombria sob o viaduto da extinta Perimetral. Refugiava-me entre os prédios da Avenida Rio Branco até ressurgir no Aterro do Flamengo, onde os meus ombros deparavam, de novo, com o sol. Após duas horas de treino, eu tinha a sorte de encontrar aquele gramado vasto e macio, de receber lufadas generosas de vento do mar. O que seria de mim, não fosse o alívio das árvores passageiras? O que seria dos meus olhos, recém saídos das paredes desbotadas do subúrbio, não fosse o verde invadir suas retinas? Mas o cansaço sempre chegava no final daquele parque, na à pista curva de corrida que margeia o Pão de Açúcar. A beleza da Enseada me dava alento. Correndo ali, eu me sentia um ser especial. Passava em frente ao Hospital Pinel sem pensar em entrar: nunca quis curar meu vício de corrida. Atravessava o Túnel Novo e terminava o treino diante do busto da Princesa Isabel, Fazia reverência a quem me deu a liberdade de escolher o meu trajeto.Morro de saudade dos meus treinos comuns e suburbanos. Dos percursos aleatórios cuja direção era escolhida a cada esquina. De revelar os recantos dos bairros. De encontrar outro corredor pelo caminho e emendar um novo treino. De me inflar perante os olhares curiosos dos passageiros de um ônibus ou me irritar com o motoqueiro que avança o sinal, e me ignora, quase atropelando. Correr desviando de gente, de saco de lixo e de buraco. Correr percebendo o abacateiro carregado sobre o muro e as flores de romã espalhadas pelo chão. O chão do subúrbio ainda espera por dias melhores. O chão nu da minha infância, agora está vestido de cimento e asfalto. Onde o idoso tropeça, a grávida escorrega e o vira-latas dá três voltinha antes de fazer xixi. Não se pode correr sem tirar os olhos do chão, tampouco se deve deixar de perceber todo entorno. Um rato assustado mergulha no buraco do ralo, um casal de pardais risca o ar feito a bala perdida, que aterroriza o subúrbio. Um cavalo magro sobrevive comendo capim no brejo seco. De repente essa dança caótica de imagens ganha tons de esperança nos meus olhos de corredor.
Morro de saudade de correr com os amigos nos parques, nas serras e no litoral do meu Rio. Ver minha própria alegria refletida no olhar de quem partilha um treinão. Dividir e multiplicar essa alegria por 50, 100 ou 200. Por quantas pessoas estiverem presentes no treinão.
Espalham-se as fotos nas redes sociais... São corredores sorrindo ou gesticulando vitória. Eles fazem questão de mostrar ao mundo o quanto acertaram ao optar pela Corrida... Morro de saudade da Corrida!
Abraços!
Bira.
(sem correr há seis meses por conta de uma fascite plantar).
Barbiani - Montagem com a foto da corredora Fabiani Dutra, na postagem Arte com Corredores.
Amigos!
Mulheres Inquietas, extrovertidas, sorridentes e encantadoras. Mulheres reais com histórias que parecem ficção, ou mulheres fictícias com histórias reais. Mulheres que correm atrás dos seus sonhos, corredoras ou não, superando problemas e conquistando os leitores do blog...
São as Mulheres de BiraNaNet, reunidas na "tag" Dia Internacional da Mulher, comemorando esta data. Vale à pena ler ou reler as sete postagens carregadas de beleza e emoção... Confira os resumos, depois clique nos links da tag:
1º - Gilmara Encontra Gilmara
A história da minha amiga corredora e passista Gilmara Maciel emociona a todos que leem tem um final surreal e surpreendente, clique confira!2º - O Sonho de Renata
Desviei do assunto Corrida para contar a história de Renata Brito, a mulher que deixou uma vida tranquila que tinha na Barra de Tijuca e foi morar na Baixada Fluminense, para socorrer a centenas de cães e gatos abandonados. A postagem foi a mais acessada de todas no blog, clique confira!3º - Amor de Mãe
Mais uma postagem que não fala de corrida e é uma homenagem para todas as mães que leem este blog. Pedaços da história de minha mãe, Alzira, e fragmento da história do bairro em que fui criado, Irajá, clique confira!4º - Quatro Mulheres Curtas
Reuni numa só postagem 4 crônicas distintas e curtas, mas que se complementam. São histórias emocionantes e fictícias, mas que poderiam ser verdadeiras nas vidas das Mulheres de BiraNaNet, clique confira!5º e 6º - Mulheres que Correm Sorriem Mais! - partes I e II
Um título chamativo, alegre e brincalhão tanto quanto minhas queridas amigas corredoras... Entrei nos perfis das meninas, no Facebook, e escolhi algumas fotos em que estavam sorrindo nas corridas. Depois perguntei-lhes qual era o motivo de sua alegria naqueles momentos, clique confira!
7º - Melhor Correr com as Mulheres!
Um treinão organizado por Flavio Loureiro, partindo das estação das barcas, em Niterói, rumo à Fortaleza de Santa Cruz, reuniu um número recorde de mulheres. Foram 14 km de beleza e alegria que geraram essa postagem, clique confira!Desejo a todas as mulheres que curtem este blog um Feliz Dia da Mulher!
Abraço!
Bira.
Amigos!
Vai ser difícil eu escrever sobre corrida enquanto as obras não terminarem lá em casa. Meu tempo e minha mente foram sequestrados pelo pedreiro... Só me resta torcer para sobrar uma graninha pro churrasco no terraço, assim que a obra acabar.
Enquanto isso, resolvi fazer esta postagem com comentários colhidos ao longo do blog... Isto mesmo: Quando os comentários são muitos e bons, é sinal de boa postagem!... E você poderá conferi-las clicando nos links:
(clique nos comentários)
-- comentário de Drica Peixoto na postagem intitulada "Eu Faço o meu Tempo".
-- comentário de Nilo Resende na postagem intitulada "Minha Primeira Maratona".
-- comentário de Luiz Eduardo Sirotheau na postagem intitulada "Sair do Sedentarismo".
-- comentários de Aline França, Flavia Inocencio e Milena Saraiva em "Rua Turva, Corredor Radiante".
-- comentário de Ozéias Carlos em "Onde Está a Beleza do Rio?".
-- comentários de Gilmara Maciel e do jornalista Vicent Sobrinho em "Gilmara Encontra Gilmara".
-- cometário de Ju Marangoni em "Problemas Não Sobem a Serra".
Vibro de contentamento toda vez recebo comentários como esses. Saio motivado para treinar e, enquanto corro, tenho novas ideias de postagens. Espero retomar essa rotina maravilhosa brevemente. Enquanto isso, clique nos links acima, releia e aguarde uma a próxima coletânea.
Abaços!
Bira.
Vai ser difícil eu escrever sobre corrida enquanto as obras não terminarem lá em casa. Meu tempo e minha mente foram sequestrados pelo pedreiro... Só me resta torcer para sobrar uma graninha pro churrasco no terraço, assim que a obra acabar.
Enquanto isso, resolvi fazer esta postagem com comentários colhidos ao longo do blog... Isto mesmo: Quando os comentários são muitos e bons, é sinal de boa postagem!... E você poderá conferi-las clicando nos links:
O Que Falam de Mim:
"Até eu rejuvenesci lendo seu texto! Fantástico!
"Grande Ubiracy, um debut de arrepiar, especialmente por se tratar de um relato vindo de uma experiência ocorrida em 1985. Uma estreia corajosa. Que linda história meu grande amigo..."
Muito bom! Saber expressar o sentimento em palavras e conseguir colocar num texto simples e fácil de ler é uma arte!! Abraços!
Muito Lindo! -- Incrível este sentimento de superação! Texto lindo!
Amei o texto! Muito bom!
Meu amigo, isto é o verdadeiro subúrbio onde eu também treino"
Nossa!!!! Que linda homenagem amigo, confesso que acabei de me emocionar bastante! Ler minha vida, minha história contada de forma tão sensível e real por um amigo, é algo surpreendente, muito obrigada...
Parabéns pelo sensacional texto. Conseguiu colocar emoção numa verdadeira e linda história. Sua missão agora é não deixar a Gil sumir das corridas. Parabéns você é um poeta!
Adorei essa metáfora, é perfeita e só poderia ter surgido em um lugar onde os problemas não conseguem chegar, maravilhoso. Bons treinos!
Amigos;
O ano termina mas as obras na minha casa continuam. Por causa delas parei de correr e praticamente pausei este blog, de novembro pra cá. Mesmo assim, 2014 foi ano de muitas corridas que viraram crônicas, aqui. Escolhi trechos das minhas prediletas e coloquei os links para as postagens completas. Vale à pena conferir:
(...) "Gostaria muito de lembrar das luzes noturnas de Copacabana, das pessoas passando rente a areia e do barulho do mar. Queria embutir isso aqui, mas o tempo decorrido deixou tudo muito vago. A essa altura, até mesmo meu sofrimento na prova é vago. O que não me esqueço são das luzes da chegada cada vez mais próximas, do som da chegada cada vez mais alto... O Leme, enfim, surgiu!" (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/06/minha-primeira-maratona.html
(...) "Quando o bar esvaziou, a surpresa surgiu na figura do corredor radiante que ali entrou!
"Quando o corredor pediu água sem gás, ele queria repor o líquido que escapava de sua testa. Quis sorver toda a garrafa em um longo gole, mas interrompeu a ação para respirar. Era visível a energia que fluía de seu corpo. Era visível a alegria que seu olhar distribuía. Antes que o balconista lhe perguntasse, ele respondeu: "Coloquei mais 25 km no saco!". Fiquei admirado, quis saber como, puxei assunto." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/rua-turva-corredor-radiante.html
(...) "Minha amiga Virgínia enviou a seguinte pergunta:
Bira... Parei de fumar tem 1 ano, engordei, odeio academia, e acho que vou amar correr, mas não sei como começar, por isso quero muito uma luz sua, como devo iniciar esse processo, pois to muito perdida. Vou ficar aguardando, beijos." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/alem-do-blog-x-sair-do-sedentarismo.html
(...) "Eu precisava correr na grama ou em terra batida para aliviar meus joelhos, mas meu Velho Bairro não tinha mais isso, e se desculpou:
-- Sinto muito, garoto!... Todo o chão que eu tinha foi encapado, até nos quintais das casas. As famílias não param de ter filhos, nem de construir meias-águas nos quintais. As árvores que não foram cortadas estão aprisionadas nos canteiros. Suas raízes tentam romper o cimentado mas é em vão. Porém não quero ficar aqui chorando, prefiro dizer que sou um bairro moderno. Se o espaço físico é cada vez menor, o virtual agrega o mundo no meu WiFi." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/percorrendo-meu-velho-bairro.html
(...) "Agora corro em percursos suburbanos escuros ou solitários com a mesma alegria de quem corre nos lugares mais lindos da cidade. Tenho paisagem própria para percorrer, não dependo da visão externa. Não me nego a correr com os amigos, não me nego a disputar as provas, não me nego a correr em qualquer condição. Sei que correr é muito mais do que mexer as pernas. Sei que correr é muito mais do que seguir um trajeto. Correr é dar saltos quânticos que lhe transportam, no mesmo instante, para os lugares mais belos das dimensões ignoradas pelo homem manifesto." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/08/ninguem-tira-o-que-e-seu_4.html
A seguir, dois poemas com estilos completamente adversos. Em "Cordel Urbano do Treinão Rio da Prata" eu tento imitar um cordelista para descrever, em versos, o Treinão Rio da Prata. Em "Então Vais, Homem Água!" eu ouso escrever na segunda pessoa (foi a primeira vez que fiz assim) - a minha postagem predileta:
(...) "Dado momento,
Se não era a terra que exalava um cheiro de percevejo,
Era um percevejo que exalava um cheiro de terra.
"Dado momento,
Se não era o sol que fazia brilhar o aprazível vale,
Era o aprazível vale que fazia brilhar o sol.
"Dado momento,
Eu nem sabia mais se estava em um paraíso escondido do Rio de Janeiro,
Ou se o paraíso escondido do Rio da Prata se revelava dentro de mim." (...)
Link para a postagem: http://www.birananet.com/2014/06/cordel-urbano-do-treinao-rio-da-prata.html
(...) "Estás correndo e nem vês que água que evapora de ti sobe para as nuvens
E que as nuvens esculpem a tua imagem no céu.
Bastaria que parastes para ver teu desenho formado nas águas que flutuam,
Da mesma forma que românticos vêem São Jorge na lua.
Mas estás correndo e não podes parar...
-- Então vais, que o pórtico de chegada te espera!" (...)
O ano termina mas as obras na minha casa continuam. Por causa delas parei de correr e praticamente pausei este blog, de novembro pra cá. Mesmo assim, 2014 foi ano de muitas corridas que viraram crônicas, aqui. Escolhi trechos das minhas prediletas e coloquei os links para as postagens completas. Vale à pena conferir:
1- Minha Primeira Maratona
(07-06-2014) - Um relato de minha primeira corrida de rua, a Maratona do Rio'85.(...) "Gostaria muito de lembrar das luzes noturnas de Copacabana, das pessoas passando rente a areia e do barulho do mar. Queria embutir isso aqui, mas o tempo decorrido deixou tudo muito vago. A essa altura, até mesmo meu sofrimento na prova é vago. O que não me esqueço são das luzes da chegada cada vez mais próximas, do som da chegada cada vez mais alto... O Leme, enfim, surgiu!" (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/06/minha-primeira-maratona.html
2- Rua Turva, Corredor Radiante
(11-07-2014) - Uma Crônica emocionante sobre um corredor que surge embaixo da chuva.(...) "Quando o bar esvaziou, a surpresa surgiu na figura do corredor radiante que ali entrou!
"Quando o corredor pediu água sem gás, ele queria repor o líquido que escapava de sua testa. Quis sorver toda a garrafa em um longo gole, mas interrompeu a ação para respirar. Era visível a energia que fluía de seu corpo. Era visível a alegria que seu olhar distribuía. Antes que o balconista lhe perguntasse, ele respondeu: "Coloquei mais 25 km no saco!". Fiquei admirado, quis saber como, puxei assunto." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/rua-turva-corredor-radiante.html
3- Além do Blog IX - Sair do Sedentarismo
(04-07-2014) - "Como começo a correr?" - perguntou Virgínia... Respondi com essa crônica...(...) "Minha amiga Virgínia enviou a seguinte pergunta:
Bira... Parei de fumar tem 1 ano, engordei, odeio academia, e acho que vou amar correr, mas não sei como começar, por isso quero muito uma luz sua, como devo iniciar esse processo, pois to muito perdida. Vou ficar aguardando, beijos." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/alem-do-blog-x-sair-do-sedentarismo.html
4- Per(Correndo) meu Velho Bairro
(18-07-2014) - Um diálogo entre meu bairro e eu, durante um treino em suas ruas... Emocionante!(...) "Eu precisava correr na grama ou em terra batida para aliviar meus joelhos, mas meu Velho Bairro não tinha mais isso, e se desculpou:
-- Sinto muito, garoto!... Todo o chão que eu tinha foi encapado, até nos quintais das casas. As famílias não param de ter filhos, nem de construir meias-águas nos quintais. As árvores que não foram cortadas estão aprisionadas nos canteiros. Suas raízes tentam romper o cimentado mas é em vão. Porém não quero ficar aqui chorando, prefiro dizer que sou um bairro moderno. Se o espaço físico é cada vez menor, o virtual agrega o mundo no meu WiFi." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/07/percorrendo-meu-velho-bairro.html
5- Ninguém Tira o que é Seu
(04-08-2014) - Uma conversa rápida, no Facebook, seguida de um treino longo, na rua, traz excelentes reflexões... O texto mistura passado e presente, e elimina as sensações de perda...(...) "Agora corro em percursos suburbanos escuros ou solitários com a mesma alegria de quem corre nos lugares mais lindos da cidade. Tenho paisagem própria para percorrer, não dependo da visão externa. Não me nego a correr com os amigos, não me nego a disputar as provas, não me nego a correr em qualquer condição. Sei que correr é muito mais do que mexer as pernas. Sei que correr é muito mais do que seguir um trajeto. Correr é dar saltos quânticos que lhe transportam, no mesmo instante, para os lugares mais belos das dimensões ignoradas pelo homem manifesto." (...)
Link para a postagem completa: http://www.birananet.com/2014/08/ninguem-tira-o-que-e-seu_4.html
A seguir, dois poemas com estilos completamente adversos. Em "Cordel Urbano do Treinão Rio da Prata" eu tento imitar um cordelista para descrever, em versos, o Treinão Rio da Prata. Em "Então Vais, Homem Água!" eu ouso escrever na segunda pessoa (foi a primeira vez que fiz assim) - a minha postagem predileta:
6- Cordel Urbano do Treinão Rio da Prata
(30-06-2014) - Uma descrição, em versos, de um dos melhores treinões do ano, organizado por Zim.(...) "Dado momento,
Se não era a terra que exalava um cheiro de percevejo,
Era um percevejo que exalava um cheiro de terra.
"Dado momento,
Se não era o sol que fazia brilhar o aprazível vale,
Era o aprazível vale que fazia brilhar o sol.
"Dado momento,
Eu nem sabia mais se estava em um paraíso escondido do Rio de Janeiro,
Ou se o paraíso escondido do Rio da Prata se revelava dentro de mim." (...)
Link para a postagem: http://www.birananet.com/2014/06/cordel-urbano-do-treinao-rio-da-prata.html
7- Então Vais, Homem Água!
(24-07-2014) - Um poema de exaltação ao corredor...(...) "Estás correndo e nem vês que água que evapora de ti sobe para as nuvens
E que as nuvens esculpem a tua imagem no céu.
Bastaria que parastes para ver teu desenho formado nas águas que flutuam,
Da mesma forma que românticos vêem São Jorge na lua.
Mas estás correndo e não podes parar...
-- Então vais, que o pórtico de chegada te espera!" (...)
Link para a postagem: http://www.birananet.com/2014/07/entao-vais-homem-agua.html
Termina aqui as retrospectivas de 2014 de BiraNaNet.
Muito obrigado pelo seu acesso e um Feliz Ano Novo, onde espero encontrá-lo de novo!
Abraços!
Bira.
Termina aqui as retrospectivas de 2014 de BiraNaNet.
Muito obrigado pelo seu acesso e um Feliz Ano Novo, onde espero encontrá-lo de novo!
Abraços!
Bira.


















