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(...) Encontrei tudo muito diferente no mundo da corrida. A atividade antes vista com estranheza virou moda. Os corredores já não eram chamados de "doentes mentais" e sim de "gente saudável" (...)

A série"Além do Blog" traz novas maneiras de contar as histórias já descritas aqui. Em "Meu País: Maratona", a emoção de superar os 42 quilômetro da grande prova... 

Além do Blog II - Meu País: Maratona

Amigos!

Esqueça tudo que você entende de corrida de rua hoje: Esqueça das suas camisetas e bermudas tecnológicas que não retêm suor. Esqueça dos seus tênis importados que se adaptam ao formato do pé. Esqueça do seu frequencímetro Garmin que localiza o satélite para medir o percurso. Esqueça até mesmo dos seus fones de ouvido. Esqueça, sobretudo, dessa grande quantidade de amigos corredores que treinam contigo...

Pronto, agora você está em 1985 e corre sozinho na beirada do asfalto. Seus tênis são feitos de lona azul e têm sola dura de borracha. Sua camiseta é branca de algodão. Ela vai ficar encharcada de suor, vergonha e raiva, quando alguém lhe chamar de maluco na rua...

Isso mesmo, em 1985 e só os "loucos" corriam, enquanto as "pessoas normais" davam longas tragadas em seus cigarros, imitando os atores de Hollywood e desportistas dos um comercias de TV (confira o vídeo). Existia apenas uma revista (a Viva) especializada em corrida e a internet, com seus sites e blogs sobre o tema, só explodiria entre 10 e 15 anos depois. Aqui no Rio, o jornalista pioneiro neste assunto foi José Inácio Werneck, no Jornal do Brasil. Foi na sua coluna que me inspirei para participar da minha primeira maratona: A Maratona do Rio'85. Sem ter nenhuma noção do que encontraria pela frente, comprei um belo par de tênis branco e me inscrevi para a grande prova, repleta de corredores da elite internacional.

Quando o sol começou a descer atrás dos prédios que margeiam a Praia do Leme era tarde-sábado de junho-85. Os acordes do Bolero de Ravel se elevaram sobre seis mil corredores espremidos e ansiosos no corredor de largada. Foi um tiro de canhão que provocou o estouro daquela manada. Meu choro, ali no meio, também não se conteve e tentou denunciar inutilmente a todos minha emoção. As largada e chegada daquela corrida foram momentos marcantes na minha vida. Para completar a prova, no entanto, intercalei entre correr e caminhar por longas de 5 horas e 28 minutos. Eu não tinha experiência nem feito um único treino para chegar ali. Entrei na maratona pela janela e acabei sendo fisgado: No ano seguinte voltei a fazer a Maratona do Rio além de São Paulo. Depois parei por nada menos que 22 anos!...


Comerciais, impensáveis nos dias de hoje, associavam cigarros ao esporte... Naquele contexto, "maluco" era quem passasse correndo na rua: "Ao Sucesso!..."


Voltei a correr em 2008 e em 2010 fiz a Maratona do Rio. Encontrei tudo muito diferente no mundo da corrida. A atividade antes vista com estranheza virou moda. Os corredores já não eram chamados de "doentes mentais" e sim de "gente saudável". Ignorei que já não tinha mais vinte e tantos anos, e vesti roupas coloridas, e ganhei identidade de atleta. O que não mudou foi o encanto e a felicidade que a prova desperta. Regularmente treinado, aos 50 anos, concluí a Maratona do Rio em 3 horas e 36 minutos. O choro na chegada não foi suficiente para dissipar minha emoção. Ao chegar em casa, entrei no Orkut - que ainda era usado na época - e escrevi o seguinte texto:

 A MARATONA É COMO A VIDA

A maratona é como a vida: Nos primeiros quilômetros, ainda no Recreio dos Bandeirantes, enquanto à nossa direita víamos violentas ondas se erguerem do mar, transformando aquele azul eterno na branca espuma que logo morre na areia, do outro lado da estrada onde corríamos, havia um o mato verde, calmo e fecundo, sob o manto do orvalho, num dos trechos esportivos mais belos do mundo. 

Recebíamos contra o peito fortes lufadas de vento e, mesmo neste momento supremo, eu consegui me preocupar... Tentei vislumbrar além da estrada o meu destino - O Aterro do Flamengo - e pensei: "É longe demais!... Não dá pra ver ou calcular, atrás de qual montanha distante e esbranquiçada está a linha de chegada..."

Tal qual ocorre na vida, não daria para assegurar o resultado. Era preciso, simplesmente, viver cada passada. E assim perceber que aquele vento frio, matinal de inverno à beira-mar não era o bastante para nos congelar, apenas refrigerava. Nosso sangue estava quente e expelia o calor e energia, e expulsava o suor. Se por um lado perdíamos sais minerais, por outro, nos desfazíamos de toxinas. Poderíamos recuperar os sais no próximo posto de hidratação, sorvendo um isotônico, mas as toxinas, que ficassem pelo caminho - pisoteadas no asfalto como copinhos de água mineral.

Sim! Nós maratonistas somos privilegiados pois colhemos ao longo de 42km de estrada os frutos do que plantamos no asfalto e que regamos com o próprio suor, dia a dia, treino a treino. Ao fim da maratona, passadas 2h50min, ou 3h25min, ou 4h20min... não importa o tempo de cada um, cruzamos a linha de chegada para descobrir que a felicidade sempre esteve ao nosso lado, pelo caminho. Ela esteve no olhar de um amigo - feito ali mesmo naquele trajeto - ou no sentir o vento, ou no pisar no asfalto, ou no ouvir o barulho do mar, ou...


A maratona é como a vida: Longa e desgastante para quem não percebe a brevidade da onda, que se desfaz na espuma, que se chama felicidade, que morre e renasce a todo instante #


Meu País: Maratona


Continuei a correr maratonas (42 km) em Porto Alegre, Buenos Aires, Rio de Janeiro e Buenos Aires de novo. Depois andei lesionado e me limitei às corridas mais curtas, mas nada é como uma maratona!... Pensando melhor, a Maratona não é uma prova e sim um lugar. Um lugar que se desloca pelo mundo e abriga pessoas felizes, mesmo que estejam em sofrimento físico. A Maratona é minha terra! Quando eu digo "sou maratonista", refiro-me à minha nacionalidade. Meu país Maratona abriga pessoas das mais diversas raças, culturas e níveis sociais. Meu país Maratona me torna igual, lado a lado os com demais corredores, trocando forças pelo difícil trajeto. Lembro-me de quando completei a Maratona de Buenos Aires 2010 e não contive um forte choro, após cruzar a linha de chegada. Um argentino que veio logo atrás me amparou com um abraço de irmão, dizendo não menos emocionado que eu:

- Campeón... Eres un campeón!...

Desabei em soluços sobre seu ombro solidário e depois nunca mais o vi. Meu irmão argentino e eu somos maratonistas, habitantes de um mesmo país que tem 42.195 metros de emoção. ##

Abraço!
Bira.







(...) Raios solares avivaram o laranja que vestia os corredores... Três mil corações bateram no ritmo de música eletrônica... Foi dada a largada e eu estava correndo de novo! (...)


A série"Além do Blog" trará novas maneiras de contar as histórias já descritas aqui. Em "Nunca é Tarde", memórias de infância ocorridas concentração da Corrida Leblon - Leme têm destaque... 

Além do Blog I - Nunca é Tarde...

Amigos!

Para dizer a verdade, em pouquíssimas vezes eu tinha visto um sol recém-nascido no Leblon até aquela linda manhã de janeiro de 2008. Já com 48 anos de idade, eu estava voltando a participar de uma corrida de rua, nada menos do que 22 anos após minha última prova: a Maratona do Rio'86. E se a beleza matinal surpreendia, foi porque um carioca do subúrbio não vê a luz brotar detrás das ondas todo dia.

Cheguei cedo ao local de largada da Corrida Leblon-Leme, no finzinho da Avenida Delfim Moreira. Poucos corredores dispersos já estavam ali, próximo à subida da Avenida Niemeyer. Ainda sem ter amigos corredores, fui seduzido pela paisagem enquanto sozinho esperava o tempo passar. O hálito frio do mar escorreu sobre mim e eriçou os pelos de meus braços. Meus olhos se deitaram no horizonte e meu pensamento fluiu no tempo. Ele foi resgatar outros cenários da minha infância, querendo fazer comparações. Meu malicioso pensamento quis ressuscitar alegrias suburbanas, para me convencer de que a felicidade independe do cenário, por mais encantador que este seja...

Quando criança, meu passatempo, em Irajá, não poderia ser o surf, mas soltar pipa. Jogava bola de gude e chutava bola de meia. Subia nas árvores para comer cajá, goiaba e manga. Era uma infância muito boa, mas apartada dos bairros mais nobres da minha cidade. Quando alguém decidia ir à praia, pegava o ônibus 940 e descia em Ramos, no ponto final. Depois de atravessar a Avenida Brasil, deparava com a praia suburbana lotada - em época de águas bem menos poluídas. Nos anos seguintes, Ramos virou uma banheira de óleo e esgoto que o governo remediou construindo, ali, um piscinão. Há quatro décadas, não existia metrô para diminuir as distâncias ou internet para simular proximidade. O subúrbio, no entanto, parecia ter tudo para a felicidade de um menino que desce a ladeira em um carrinho de rolimã - muita liberdade e poucos riscos. Cabia na contagem dos dedos o número de "maconheiros" do bairro. Quando um guarda noturno passava soprando o apito, só assustava uns poucos ladrões de galinha, membros da única espécie de marginal do bairro. O tempo passou, eu e o bairro crescemos para o bem ou para o mal...

Caixas acústicas e a voz de Madonna me resgataram daquela viagem no tempo. Fiquei surpreso ao descobrir que faltava meia hora para a largada da corrida. Seriam oito quilômetros até o Leme e eu não me lembro, mas devo ter feito um breve aquecimento. Quase todos os três mil corredores inscritos já estavam ali, aferindo a todo instante a proximidade da largada. Raios solares avivaram o laranja que vestia os corredores... Três mil corações bateram no ritmo de música eletrônica... Foi dada a largada e eu estava correndo de novo!

A vantagem de começar a correr tardiamente é se ver em ascensão no momento em que o rendimento deveria estar caindo. No limiar dos 50 anos eu treinava ainda para saber até onde poderia chegar, o que é estimulante. Estabeleci como meta correr 10 km em 40 minutos e me dediquei em 2008 a quebrar essa marca. Com o ímpeto de um adolescente, corri várias provas naquela distância: Corrida de São Sebastião, Circuito das Estações, Nigth Run (na USP) e tantas outras. Fiz amigos na corrida e aprendi muito com eles. Meus tempos foram melhorando, mas o melhor que eu obtive nos 10 km foi 41:33 min. No ano seguinte abandonei a meta para fazer corridas mais longas, como a Meia-Maratona da Cidade 2009 (21 km, no tempo de 1:36:h que me encheu de orgulho, na época). Estabeleci um nova meta: correr maratonas a partir de 2010!...

...Mas isso é assunto para próximas postagens.

Continua em: "Além do Blog II - Meu País: Maratona"



Abraço!

Bira.
(...) Cambaleei por mais três ou quatro passadas tentando retomar o equilíbrio, mas não tive sucesso. Antes de beijar o chão, dobrei os joelhos e estendi os braços para amortecer o impacto... E, por fim, caí (...)

Imagem composta com recorte de outras imagens colhidas da internet - Bira, 03/14.

Um Tombo Inevitável

Amigos!

Foi tudo muito rápido; eu vinha correndo pelo gramado e pensei: "Vou cair!..." Imediatamente atentei às raízes que brotavam do chão, já que tinham árvores perto, mas foi em vão e eu tropecei assim mesmo. Cambaleei por mais três ou quatro passadas tentando retomar o equilíbrio, mas não tive sucesso. Antes de beijar o chão, dobrei os joelhos e estendi os braços para amortecer o impacto... E, por fim, caí.

Foi tudo em menos de dois segundos num raio de cinco metros: Um tombo inevitável, apesar de percebê-lo antes. Estatelado sobre a grama baixa e meio seca, demorei alguns instantes para reagir. Automaticamente, sem olhar, fiz um escaneando sensorial do corpo. Enquanto isso, meu coração bombeava com força um sangue vermelho de raiva que afogou minha mente. Outra enxurrada, de vergonha, devolveu cor ao meu rosto: "Ainda bem que ninguém viu!" - suspirei. Fiquei sentado para contabilizar os prejuízos físicos e deixar passar a sensação do choque. Mesmo rala, a grama amorteceu minha queda, poupou os joelhos e as palmas das mãos. Eu estava inteiro e com poucos arranhões. Recolhi o Smartphone que cambaleou bem mais que eu, sacudi a poeira e voltei a correr no gramado.

O suor que escorria de novo fez os joelhos ralados arderem. Quis esquecer que havia caído, mas não deu. Ressenti achando que poderia ter evitado, afinal eu antevi o tombo:

- Mas eu tentei evitar! - justifiquei para mim mesmo.

- Quem mandou se desviar do mendigo? - rebateu a minha Culpa.

Ops!... O mendigo não estava nesta história, mas a Culpa não é nada amiga e denunciou o fato, então vou ter que contar direito:

Era sábado, por volta das 11 horas. Eu estava feliz da vida, percorrendo o km 24 do meu treinão de 30, passando pelo Aterro. O asfalto não estava liberado ao lazer e eu corria na grama. Eu ia bem, até surgir uma árvore à frente. Se eu cortasse por dentro, teria que cruzar ao lado de um mendigo deitado na sombra (em princípio, parecia ser um mendigo - não tenho certeza já que eu estava correndo), então escolhi desviar para a direita. De imediato, veio a certeza que eu levaria o tombo que tentei inutilmente de evitar.

 Agora vou responder à Culpa:

- Tenho quase certeza que se eu passasse próximo ao mendigo, não cairia. No entanto, eu já tive tombos muito piores sem estar me desviando de nada (ano passado eu tropecei na grama e caí feio sobre a calçada de pedras portuguesas). Desta vez saí no lucro: Ganhei pequenos arranhões que só incomodaram por dois dias; ganhei essa crônica para ilustrar o blog; e ainda tenho a oportunidade de mandar você (Culpa), publicamente, para a puta que pariu!

Abraços!
Bira.
Amigos!

Gif animado, com sequência de ilustrações feitas no Paint - Bira, 03/14.
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Em conversa com outros amigos, ontem à noite, um deles começou a falar de maturidade emocional, e disse:

- Antigamente eu só queria o lado bom das coisas, depois vi que não dava... Tudo na vida tem um lado ruim que é impossível de ser eliminado...

Aquelas palavras provocaram, de imediato, um insight. Um sorriso de gratidão e discordância brotou na minha face:

- Sim!... - repare que para não suscitar polêmica, discordei com um "sim" - É possível eliminar o lado ruim das coisas!... Aliás, a gente vem fazendo isso constantemente e muitas vezes nem se dá conta!...

Meu amigo não ficou irritado, mas curioso. Como ele poderia se irritar com alguém que lhe transmite a discordância num sorriso de gratidão? E começou a observar atento a minha explanação:

- É simples... - falei simulando um desenho imaginário na mesa - Veja aqui os dois lados: Quando você elimina o lado ruim de alguma coisa, tal qual uma mitose, o lado bom se divide em dois... Inebriado pelo encanto da mudança, você demorará a perceber que há de novo um lado bom e outro ruim. Muito embora eles estejam em um nível mais elevado, não deixam de ser bom e ruim (!)...

Meu amigo não dizia nada. Não sei se entendeu de fato o argumento. O mais importante, no entanto, é que EU estava entendendo os pensamentos que me chegavam. Era como se eu tivesse encontrado um novo ângulo de fotografar uma cena, revelando detalhes ocultos. Imediatamente pensei nessa onda de protestos, quebra-quebras e reivindicações, que fundiram a minha cabeça nos últimos tempos, apesar do país ter superado uma crise mundial... A lógica, neste fato, também se aplica: a ditadura foi eliminada e o povo melhorou de vida, mas isso se dividiu em novas reivindicações.

Para sair desse campo minado da política, eu apresentei a meu amigo um outro exemplo simples e pessoal: Quando em 2.012 eu terminei de pagar a minha casa, a muito custo, deparei com a urgência de fazer várias reformas caríssimas, pois o imóvel é grande. Sendo assim, eu havia eliminado o LADO RUIM (de não ter casa), mas o LADO BOM (de ter casa) se dividiu, dando luz a novo LADO RUIM: (de ter de fazer reformas caras e urgentes).

Ressaltei ao meu amigo que perceber as coisas dessa forma me deixa motivado: um lado ruim continua presente, porém em um nível mais elevado - sinal de progresso. Sua presença valoriza que há de bom!...

Mas esse texto não encerra aqui: Existe a progressão feita ao contrário, vejamos:

QUANDO O LADO BOM É ELIMINADO E O RUIM SE DIVIDE

Quando o metrô permaneceu parado na linha 2, esta semana, várias pessoas se irritaram no vagão. Não era para menos - muito chegariam atrasados no trabalho, inclusive eu. Consultei o relógio três vezes, a cada cinco minutos. Na quarta consulta, desisti de permanecer irritado. Pus os fones de ouvido, mas não consegui me concentrar na música, até que veio um pensamento, que imediatamente postei no Facebook:

"O lado bom de ficar dentro metrô parado na linha 2 é pensar que poderia ser pior, estando dentro de um túnel na linha 1"...

Ao pensar assim eu sorri. Dividi o que havia de ruim e relaxei na sua parte boa...

Ninguém em sã consciência deseja livrar do bom e ficar com o ruim, quando isso acontece é involuntário. Acidentes, tragédias ou simples contratempos provocam mudanças profundas na consciência de quem os supera. Novos conceitos de felicidade são resgatados, feito criança, nos escombros de um prédio desabado. Semi-devastado pelo ataque nuclear, o Japão que ressurgiu pacífico, tornou-se potência mundial. Há milhares, talvez milhões de exemplos individuais de superação descritos em sites, igrejas, livros de auto-ajuda e até mesmo ao pé do ouvido de quem precisa de incentivo.

O FOGO E A ÁGUA

"Fogo de morro acima e água de morro abaixo, ninguém segura" é um provérbio que descreve a força que usamos na eliminação dos problemas, mas também a enxurrada que destrói patrimônios. Vivemos, hora sob efeito da emoção que cega quem emerge, hora sob efeito da emoção que aprofunda a depressão de quem perdeu. Emergir ou submergir, perder ou ganhar, no entanto, é o resultado de um julgamento mutante aos olhos do tempo.

Abraço!
Bira.
Amigos!

Se você decidiu que vai ficar parado, por favor, pare também de pensar. Pode levar à loucura congelar a ação e manter ativa as ideias. Viva o seu ócio por inteiro e sem culpa! Estire e entregue o seu corpo ao balanço da rede. Permita que o vento lamba as suas ventas como você faz com um sorvete. Dê tempo ao tempo e relaxe, porque se o mundo acabar a culpa não será sua - há muito que ele segue as vacas... Então esqueça que adiante tem um brejo! Quando os azuis do céu e do mar transbordarem em seus olhos, estes se fecharão embriagados de prazer e sono. Aproveita esse momento!... Durma no paraíso, sonhe!... Mas quando acordar, de imediato não pense! Nunca pense enquanto estiver parado!

Imagem com paint - 02/14, Bira.

Se o telefone tocar, apresentando problemas, é hora de se mexer! Mas faça primeiro uma caminhada rápida e intensa, se tiver condições, corra! Corra pelas ruas atrás de novas ideias... Elas não estarão propriamente no caminho onde você pisar. Estarão em um momento-auge do seu exercício. Quando seu corpo se encharcar de suor, sua alma será banhada de esperança. Aí surgirão as novas ideias que já ansiavam por você. Elas se abrirão feito flores, decorando e perfumando o ar que você respira. Evadirão perfume e cor pelo mundo!...

Quisera esse mundo ter pernas como você! Quisera ele poder correr entre as galáxias, se desprendendo da rotineira órbita. Munido de pernas e de livre arbítrio, você é maior que o mundo onde habita!... Notifique-se do seu gigantismo e os problemas se minimizarão perante você!

Isso ocorre assim: Após o exercício, novo período de ócio lhe espera, depois do ócio, mais exercício com reflexão... Enquanto alterna entre ócio e ação, recolhas as ideias que surgiram. Coloque-as numa incubadora, como se fossem ovos, e continue no mesmo processo. Nunca pense parado ou sua vida será refém dos problemas. Seja corajoso, entregando-se ao ócio ou ao movimento, alternadamente, mas por inteiro. Saiba definir o momento certo de pensar e calar a mente. Quando as soluções, enfim, romperem as cascas dos ovos encubados, talvez você nem se dê conta deste fato: Você estará deitado na rede ou correndo livre entre as galáxias, invejado que é pelo mundo que não tem pernas...

Abraço!
Bira.
Amigos!

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- Amarra logo esses tênis, tá na hora de encarar um longão de 30k, até Copacabana!
- Mas se não der? O máximo que eu fiz, ultimamente, foram 20k na quarta-feira e as pernas ficaram meio doloridas...
- Se não der tu pára no caminho!... Mas se você já fez 20k, pelo menos de Irajá até o Aterro você vai.
- É... Certamente que eu chego até o Monumento dos Pracinhas... Então eu faço um esforço para chegar no Pocão... Uma vez no no Porcão, nem que seja morto, eu completo os 30 até a praia.
- Então vamos!... Tira umas fotos no caminho!

Parei de pensar como quem fala sozinho e saí às 7:40h, quando o sol de sábado já era forte. A partir de Bonsucesso, km 12 do percurso, fui tirando algumas fotos:




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Castelo de Manguinhos e Cristo Redentor, na Avenida Brasil...




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Sol forte na Via Binário, um novo caminho no Rio...



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Túnel da Via Binário anunciando o VLT - Veículo Leve sobre Trilhos, um novo Rio no caminho...



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Cachorros adoram corredores...




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Demolição revela o interior do prédio antigo, na Avenida Venezuela...



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Os ponteiros da Central apontam para o Cristo...



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Morro da Providência atrás das grades...



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Cartazes da Boite Flórida, na Praça Mauá...



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Abricós de Macaco colorindo e perfumando o Aterro do Flamengo...



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Como o previsto, cheguei ao Porcão e não pude resistir ao coco gelado...



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As palmeiras exibem caxos multicores, próximo à Enseada...



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Guardas de proteção ao turista...



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Enseada de Botafogo...



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Feliz por ter chegado em Copacabana, depois de longo período lesionado. Cresce a esperança de correr a Maratona do Rio 2014!

Abraços!
Bira.
(...) Treinos solitários são ideais para reavaliar a vida, já que o corpo em movimento injeta na alma o otimismo (...)

Composição com recortes de imagens da internet e foto pessoal - Bira, jan/14.

Solidão Amiga


Amigos!

Está difícil treinar no Rio, mesmo que seja agora, às 19 horas!... Quando o calor da tarde amolece os relógios, a luz do sol se aproveita e rompe os limites da noite. Mas não adianta reclamar do que é bom para muitos, e eu decido correr pelo menos uns 10 km. Ajusto o Garmin e projeto na cabeça um percurso. Começo a treinar, mas não dura 10 minutos e o relógio se apaga por falta de recarregamento. Mudo meus planos e passo a correr sem ritmo nem rumo. Sigo de bairro em bairro, para onde o nariz aponta. Sob meus pés passam Irajá, Largo do Bicão, Cordovil, Brás de Pina, Penha, Olaria e Ramos... Enquanto eu corro, o sol se cansa de ficar pendurado e os faróis começam a se acender. Quando o céu escurece, de fato, estrelas desiludidas se escondem atrás das luzes artificiais da cidade. Meus olhos, no entanto, não estão no céu. Eles seguem atentos aos desníveis e buracos do caminho agora turvo.

A força do hábito me faz consultar, várias vezes, o visor de um relógio apagado. Estou só e sem aparatos, mas correndo o dobro do que havia planejado. É mais um treino solitário que faço. É mais uma oportunidade para redimensionar os problemas, com a mente revigorada.

Lembro-me de outros treinos assim: Já experimentei a sensação de "me perder", num deles, ao passar em ruas desconhecidas. Já acelerei a passada e o coração para sair de áreas de risco. Já fui parte dos mais ermos lugares de onde aderi novas visões da cidade e me vi espelhado nos olhos de gentes diversas. Estranhamento e repulsa, identidade e admiração são reações naturais e opostas de variadas pessoas diante de mim. Nada demais, cada um nós pode sentir o mesmo perante si próprio... Treinos solitários são ideais para reavaliar a vida, já que o corpo em movimento injeta na alma o otimismo.

Indico a todos meus amigos corredores os treinos solitários, treinos soltos, desprovido das medições de tempo ou espaço, providos da percepção que nos conduz ao Encontro! ###

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Criei uma etiqueta reunindo várias postagens inspiradas em treinos solitários que fiz. Esta coleção pode dar a ideia do que significa correr sozinho (confira clicando no link):  

http://www.birananet.com/search/label/Solid%C3%A3o%20Amiga

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Abraços!
Bira.


(...) Para Daniele, Fátima e Márcia sobrou a companhia dos cones sinalizadores, dos copinhos descartados pelo chão e das duas ambulâncias que sempre fecham o evento (...)

Daniele, Fátima e Márcia são trilheiras que estreavam no asfalto da Corrida de São Sebastião.
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Trilheiras do Asfalto - Fechando a Corrida


Amigos!

No quilômetro 8 da corrida, Daniele resolveu aumentar o ritmo deixando Fátima e Márcia para trás. Abriu uma vantagem de 100 metros que, àquela altura, seria difícil de reverter... Até que... Pára!... Pára tudo!... Deixe eu explicar isso direito: Eu não estou falando de corredoras disputando o pódio. Eu estou falando são das últimas colocadas da Corrida de São Sebastião - que pintou de vermelho o Aterro neste final de semana. Fátima, Daniele e Márcia (pela ordem da foto) estavam apenas caminhando. Na verdade elas nunca haviam participado de uma corrida, são amigas e trilheiras. Falaram um pouco disso para mim, que apareci apontando uma lente de iPhone e fazendo perguntas intrusas "para postar no blog".
Amigos!



Tá Correndo De Quem?

Estou correndo de mim: um velho precoce
Que joga cartas no banco da praça,
Que aponta para as desgraças estampadas nas notícias de um jornal,
Mas que ignora as manchetes que figuram no seu próprio espelho.

Tá Correndo De Quê?

Estou correndo do meu ócio e do meu marasmo
Que querem se aninhar dentro de mim feito cupins detrás do armário,
Que querem comer meu corpo e beber minha alma,
Mas que mesmo assim se mostram como sedutores-venenos.

Tá Correndo Pra Onde?

Estou correndo rumo à beleza que comumente não se vê,
Que se revela nas ruas dos bairros pobres e ricos,
Que me circunda enquanto eu corro em qualquer lugar,
Mas que é acessível a todos os corredores, basta querer percebê-la.

Tá Correndo Por Quê?

Estou correndo porque preciso e precisando porque corro.
Que se o movimento aquece o corpo, ilumina a mente e faz brilhar os olhos,
Que se quando o mundo ficar de cabeça para baixo, eu poderei pensar com os pés,
Mas que no mesmo caminho onde os pés se perdem, as cabeças se encontram.

Tá Correndo De Quem, De Quê, Pra Onde e Por Quê?

Estou correndo de mim, do que está em mim, para mim e por mim...
Aparentarei egoísta ou louco se você me olhar pela janela do andar de cima,
Mas serei você quando estiver ao meu lado, na corrida de ponta-cabeça, sem cabeça nem pé.
Uma corrida imediatamente compensadora e inexplicável, mas compreensível na simples fé.


Abraços!
Bira.
Amigos!


"Parece que foi ontem" mas é agora!...

Cheguei agora mesmo para largar na Corrida Leblon-Leme de 2008.
Sou um dos 3 mil corredores de camisa laranja - a mesma cor do sol que ilumina esta manhã de janeiro.
Neste momento, sinto dores na tíbia mas não me detenho na Corrida de São Sebastião...
Desembarco sozinho, em São Paulo, para correr, neste meio de noite, na USP
E neste mesmo lapso estou, tanto em junho quanto em agosto, correndo de novo no Aterro...

É agora que quero participar de todas e melhorar meu tempo!...
De corrida, assino as revistas.
De corrida, coleciono coloridos amigos, camisetas e medalhas...
De corrida,  junto todos os tempos no tempo de agora!

Quando a chuva desaba na largada da Volta da Pampulha 2009 - é agora,
Quando eu "quebro" na Maratona de Porto Alegre do mesmo ano - também.
É agora que vejo seis anos de emoção condensados neste blog.
Nesse momento, revejo-e-vejo, revivo-e-vivo mais vivo com os olhos de agora!

Com as pernas de agora, corro e recorro a 2010 e 2011.
Aprendo a enxergar um mundo que muitos dizem não ver, embora o reconheçam aqui e agora...
É impossível esquecer o 2012 de agora, quando arrisco histórias, crônicas e contos.
Se lesionado não corro, faço disso o meu socorro...

2013 desabrocha agora e eu saio buscando flores improváveis em Irajá.
Encontro bem mais, na história de uma sesmaria que gerou todo subúrbio carioca.
Neste 2014 eu já fluo melhor, arrisco manobras e perco o medo de cair da bicicleta.
Dou um salto e aterrizo no agora-agora, quando este blog completa seis anos!


*    *    *


Muito obrigado por você passar aqui em qualquer tempo!

Abraços!
Bira.
Amigos!

Montagem com recortes de fotos - Bira.

Se Um Dia Eu Parar de Correr...


Se um dia eu parar de correr, não vou querer sofrer por isso.
Fecharei os olhos para respirar profundamente e viajarei no tempo até deparar de novo comigo,
Nos momentos mais belos da minha existência.

Se um dia eu parar de correr, não vou querer morrer por isso.
Abrirei os olhos para além das cores e fluirei na paisagem até deparar com o que vejo hoje,
Nos momentos mais encantados da minha vida.

Se um dia eu parar de correr, não vou querer me isolar por isso.
Perceberei em cada corredor que passar o meu próprio reflexo que se eternizou nas ruas,
Sorrirei vitorioso feito agricultor na colheita.

Se um dia eu parar de correr, não quero ser egoísta sofrendo, morrendo ou isolado.
Quero preservar em na mente uma lição da corrida: a solidão é invisível e pode ser amiga.
Pode se companheira de viagem pelo belo,
Pode fluir ao seu lado por paisagens encantadas,
Pode continuar plantando contigo mudas de esperança pelo mundo.

Se um dia eu parar de correr, encontrarei meus amigos nos asfaltos e trilhas da lembrança,
e se eles também estiverem parados, se encontrarão comigo.
Treinaremos de novo, num longão que rompe barreiras de tempo e espaço,
Fluiremos em ondas que se propagam e se unificam.
Vitoriosos que somos, nos encantaremos de novo
Muito além das paisagens, da vida ou da morte,
Redescobrindo os mais antigos e revolucionários conceitos da solidão:
Ser apenas um de um todo...
Para nunca deixar de correr!

Abraços!
Bira.
Amigos!


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Pop!...

Nilo Resende apareceu no Rio e quis correr comigo. Convidei mais corredores e fomos, ida e volta, num treinão do Recreio a Grumari...

Pop!...

Foi muito rápido, mas juntamos trinta corredores. O sol, amigo, escondeu seu calor atrás das nuvens e nós largamos felizes às 8 da manhã...



Pop!...

Mal findou a calçada de pedras portuguesas, iniciou o asfalto. Grudada às encostas, a Avenida Estado da Guanabara levou os corredores pro céu. Alguns perderam o fôlego, mas não foi pelo esforço: foi pela paisagem...



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Pop!...

A encosta verde era preservada e ousada, pois disputava nossa atenção com o mar. Gaivotas tinham preguiça e apenas angulavam suas asas para plainar no mesmo vento que batia em nossa face. Perguntei ao Nilo se estava gostando, mas não era necessário.



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Pop!...

Passou a Prainha e chegamos à Grumari. Antes de voltar, posamos para um monte de fotos enquanto trocamos um monte de risos e batemos um monte de papos. Na volta, disputamos espaço com um monte de carros.



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Pop!...

O sol se livrou das nuvens, mas já estávamos de volta ao Recreio. Despedi-me do Nilo e dos outros amigos - que agora também são amigos do Nilo... E foi assim, num "pop!", que fizemos o primeiro treinão do ano!

Abraços!
Bira.
Amigos!
Um suposto usuário de drogas rouba vergalhões em obra da Estação BRT - Vicente de Carvalho: O que a foto não revela?... Qualquer resposta não corresponderá à verdade - Reflexões de Corrida.


Eu...

1 hora e 35 min de treino pelos subúrbios do Rio...
Pedaços invisíveis de mim ainda se espalham desde onde eu pisei. 
Minha expansão não termina com o treino. 
Meu coração é apenas o centro tátil e localizável de um ser ilusório...
Sou a mentira enquanto eu.
Sou a verdade enquanto corro para dentro e fora de mim.

Você...

No momento em que eu corro você não existe!... 
Você é pura ilusão diante de mim.
Seja você o taxista que me chamou de "guerreiro" quando passei correndo na Avenida Brasil.
Seja o moleque que me chamou de "viado", em frente à favela de Costa Barros.
Seja o transeunte que não chamou de nada, pois sequer me viu, e seguiu seu caminho.
Você será a verdade quando descobrir que o seu caminho tem o mesmo destino que o meu.


Nós...

Estamos espalhados nas ruas, nos bairro, cidades, país...
Estamos interpretando uns aos outros, deparamos com a mentira manifesta:
Taxista, moleque e corredor não são entidades completas...
Quando flagrei um drogado roubando e postei a foto no Facebook,
Eu expus meu próprio roubo, já que somos pedaços do todo... 
Expus o roubo da verdade que as fotos não revelam.


Eu, Você e Nós...

Minha ilusão é tátil, separatista e me converteu em corredor...
Chego a pensar que todos deveriam correr e viverem felizes.
E você?... Foi convertido em quê? 
Que religião, pensamento, atividade vai melhorar o mundo?
E nós? Quando chegaremos à esquina-destino de todos os caminhos?...
Onde o drogado será o seu próprio fotógrafo diante do espelho! 



Abraços!

Bira.

..

(...) Assim que um evento termina, já tenho outro em mente (...) pretendo fazer o percurso entre a Fortaleza de Santa Cruz e o Forte São Luiz, em Niterói. Terei que mandar e-mails para os comandantes dos quarteis para ter autorização... (...)

Atraindo patrocínio, sorteando brindes e fazendo caridade, Flavio Loureiro revolucionou e se revelou o Rei dos Treinões Cariocas em 2013... Ele tem novas metas para o futuro.

O Rei dos Treinões Cariocas

Amigos!

Treinando no Bosque

(antes do treino...)

E a ninfeia do Bosque da Barra aproveitou a escuridão da madrugada para flutuar calmamente no lago... Antes que o sol nascesse, ela encontrou o lugar ideal para se exibir: ao lado da ponte, onde passam as máquinas de fotografar...

A PRINCESA DO BOSQUE

Quando as cores do bosque despertaram, 
Era o sol que nascia. 
Micos e borboletas se penduraram no ar. 
O Rio revelou sua graça inquestionável 
Naquele chão preservado
E a ninfeia do lago bebeu o brilho recente do dia.
Ela expeliu pelas pétalas um deslumbramento rosado. 
Às oito da manhã, a flor se fez Princesa Rosada do Bosque da Barra! (... e eu cliquei!)



...E a princesa do bosque encantou outras princesas - as corredoras que chegavam para mais um treinão organizado por Flávio Loureiro, naquele local.



O Treinão do Bosque da Barra (29-12-2013) e reuniu cerca de 200 corredores - uma marca excepcional, mas que já é comum nos eventos organizados por Flavio.

Corredores posam para mais uma foto oficial neste último treino de 2013.








"Me dê Motivo..."

(antes do reinado...)

Em 2010 Flavio corria "quando dava vontade e sem motivo algum" até ser convidado para uma etapa do Circuito das Estações.

- Corri 5 km em 21:39 min e daí em diante fiquei viciado em corrida... - relembra.

Aproveitou essa expressão para dar nome ao grupo de corredores que criou no Facebook - Viciados em Corrida de Rua, visando apenas tirar suas dúvidas com corredores mais experientes.

- Eu não tinha a intenção de organizar treinões através do grupo... Aos poucos, fui adicionando os amigos que fiz nas provas - relata.

Entre esses amigos estava Adriano Molinaro, corredor cujo falecimento - no início de 2013 - causou grande comoção entre os atletas. E foi durante o velório que Flávio reuniu os amigos para planejar um treinão solidário em memória de Adriano. Comprometeu-se em fazer as camisas com a foto estampada do amigo, mas acabou organizando todo o evento. Foi dessa forma inusitada que surgiu o Rei dos Treinões Cariocas, em 24 de fevereiro de 2013, quando colocou mais de 100 corredores uniformizados pela Avenida Atlântica na homenagem póstuma.

- Foi a partir daí que tive a ideia de fazer os treinões solidários e surgiram os apoios de empresas como o GPA Club Rio (hidratação) e Tênis Sprint (artigos esportivos para sorteio). O sucesso veio de cada membro - o boca-a-boca é a melhor divulgação. Hoje já somamos 5.000 membros no Facebook e eu adiciono mais de 70 novos membros por dia. Espero logo chegar a 10 mil membros, para dar mais visibidade ao grupo e atrair mais apoio para os treinões... - projeta.

Corredores posam antes do treinão na Lagoa Rodrigo de Freitas: foi difícil enquadrar.


O Sonho do Rei

(antes de tudo que vem por aí...)

No ano recém terminado foram quatro treinões: Niterói - Fortaleza de Santa Cruz, para 60 corredores; Lagoa Rodrigo de Freitas, para 180; Quinta da Boa Vista, para 220 e Bosque da Barra, semi-descrito acima. Grande quantidade de alimento e artigos de higiene foram recolhidos e doados para entidades assistenciais. Muitos artigos esportivos e brindes foram sorteados aos participantes.

- Minha meta é fazer um treinão a cada três ou quatro meses. - revela - Hoje não tenho quase trabalho para organizar, só basta arrumar o local, ver se atende as necessidades do treino e entrar em contato com os apoiadores. Começo a organizar tudo com um mês de antecedência. Como já sei com quem contar, combino uma data próxima ao evento e vou buscar as doações...
Alguns corredores chegam bem cedo ao treinão do Bosque da Barra, apenas para prestar apoio ao evento.





Perguntei ao Flávio quando inicia e quando termina o trabalho de produzir um treinão de sucesso e ele respondeu:

- Assim que um evento termina, já tenho outro em mente, por exemplo, em março pretendo fazer o percurso entre a Fortaleza de Santa Cruz e o Forte São Luiz, em Niterói. Terei que mandar e-mails para os comandantes dos quarteis para ter autorização... - e continua - Mas o meu sonho é realizar uma corrida dos Viciados em Corrida de Rua  com direito a medalhas e camisas, como muitos me cobram. A única coisa que não quero é transformar o Grupo em assessoria, pois não quero ficar preso, mas continuar fazendo minhas corridas e treinos...

Quando fechei essa postagem o Grupo já tinha 5.346 membros e não tive dúvida se a Corrida dos Viciados em Corrida está mesmo perto de acontecer... Você tem dúvida?

Abraços!
Bira.
Amigos!

Esta semana minha amiga Márcia Baroni mudou sua imagem no perfil do Facebook. De brincadeira, eu fiz uma alteração na imagem e lhe devolvi o arquivo. Não foi nada demais, mas ficou divertido, tanto que ela colocou no perfil... César, meu filho mais velho, falou que eu estava criando uma nova moda na rede: a de alterar as imagens do perfil de amigos e depois repostar... Achei que ele estava exagerando, mas tive a ideia de fazer esta postagem.

Fucei em vários perfis de amigos do Facebook, são muitos! Em princípio, encontrei poucas fotos propícias a uma rápida edição... Tenho quase certeza que as "vítimas" irão gostar... Eis o resultado:

MEU RIO

Imagem editada do perfil de Márcia Baroni - corredora, Rio de Janeiro (RJ):
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FLOR SABINE 

Imagem editada do perfil da Sabine Heitling - atleta, Santa Cruz do Sul (RS):
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BARBIANI  

Imagem editada do perfil da Fabiani Dutra - corredora, São Paulo (SP):
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COLAPSO 

Imagens editadas de três perfis: a) Ronicesse Felix de Lima - atleta, (São Paulo - SP);  b) olhar de Camila Farias - ciclista e  c) Sergio Cordeiro - corredor (Magé - RJ):
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É com esse "treino leve" que o ano termina em BiraNaNet. Um sorriso sereno, um abraço fraterno e a vontade de voltar melhor ainda em 2014.

Um Feliz Ano Novo a todos os amigos deste blog, representados nas fotos acima!

Abraços!
Bira.