Carta Pra Mim Mesmo
Amigo Bira,Desculpe o que vou dizer, mas você não se enxerga!
Mais uma vez eu lhe vejo escrevendo uma postagem neste blog e alerto: Você tem perdido muito tempo com isso... Sai daí! Que tal ver um filme da TV por assinatura? Que tal ler um livro?... Eu até tenho um para lhe indicar, mas é inútil: você sempre abandona a leitura no meio.
Faz oito anos que você voltou a correr e não quis mais saber de outra coisa. Fez esse blog somente para reafirmar aquela escolha e depois tomou gosto de ficar escrevendo estes textos. Quem te conheceu há mais tempo, sabe que seu mundo era outro e o quanto você mudou. Onde estão seus amigos de 10 anos atrás? Em que Facebook eles postam? Você está ficando velho e nem percebe... Se enxerga!
No final de semana você sai para correr com um monte de gente, quase todos mais novos que você. Amanhã você vai sozinho, e nem se dá conta dos quilômetros e dos anos que vai deixando para traz. Você nem se dá a própria conta e sequer se importa com o julgamento de quem lê o que você conta. Você fica feliz quando transforma seus treinos em crônicas. Depois fica frustrado ao descobrir que a maioria dos internautas prefere ver vídeos do que ler textos. Então, você compartilha suas postagens quinhentas mil vezes, em busca de leitores, até o Facebook lhe bloquear. Então, você descobre que é muito mais fácil escrever do que chamar atenção. Você mesmo nem se dá atenção... Se enxerga!
Quando você fincou os dois pés na corrida, fez dela uma base de sustentação. Tudo ia bem, até surgirem as lesões... Por essa você não esperava! Ficar um ano e meio parado mexeu com sua cabeça. Os parcos cabelos ficaram mais brancos e raros. Acho que a maioria que caiu, na verdade se suicidou. Cabelos convivem com os pensamentos e muitos não aguentam o tranco. Mas tem uma velha piada que diz que idade que rouba a beleza, pra compensar, também rouba a visão... Se enxerga!
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Tem hora que você pensa que não poderá mais fazer maratonas, tem hora que acha que sim. Você bipolarizou. Para fugir desses pensamentos, dana a escrever um sem-número postagens... Você pirou. Agora escreve uma carta para si mesmo, como se fosse um esporro e publica no blog. Dessa forma você se torna oprimido e opressor ao mesmo tempo. Confunde a cabeça de quem lê, depois reclama que eles preferem os vídeos. Você que não se enxerga, quer que as pessoas enxerguem e decifrem suas ideias confusas. Quer que eles te decifrem para você mesmo se entender. Sua esperança á encontrar as respostas que procura nos comentários do rodapé. Seu medo agora é parar de correr e nem ter do que falar: nenhuma crônica, nenhum poema, nenhuma luz que te faça se enxergar!
Abraços!
Bira.
(...) É evidente que a indústria de cerveja não vai contratar um maratonista, para anunciar o seu líquido. Futebol e cerveja já fecharam parceria correspondente a milhões de bolsas-atletas! (...)
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Abraços!
Bira.
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| Corrida, Futebol - montagem com recortes de imagens da internet. Bira - 15-03-16. |
Corrida de Rua Não É Futebol!
Amigos!#Do Futebol...
Lembro do Brasil perdendo de 7X1 para a Alemanha, na última Copa do Mundo, e muitos corredores de rua comemorando o desastre nas redes sociais. Eles queriam se vingar do esporte mais popular da nação, como se o futebol fosse responsável pela penúria dos demais... Não é. O futebol é popular por vários fatores. Principalmente pela sua imprevisibilidade, já muito citada. É o esporte onde nem sempre o melhor time ganha. É onde o atleta e a bola a qualquer momento se desviam, num drible, causando surpresa e emoção. O basquete também é quase assim, mas aqui no Brasil não souberam tocá-lo e ele perdeu popularidade. O vôlei, bem menos dinâmico na quadra, tomou o lugar do basquete pelo dinamismo de seus dirigentes. E o atletismo pode ser comparado a um hospital aos frangalhos, pois ambos dependem das verbas públicas.#Do Governo...
Quase tudo que depende do governo não funciona direito, independente das cores de quem está no poder. Daí, alguns corredores, fãs do atletismo, têm raiva de ver jogadores exibindo topetes, mulheres e carrões... Mas também não é novidade dizer que a imensa maioria dos boleiros mal tem dinheiro para cortar os cabelos, pegar uma maria chuteira ou um ônibus.#Da Popularidade...
A popularidade do futebol é relativa e, dependendo do ambiente, se confunde. Imagine um bar onde o Fla-Flu de domingo vai passar: O ambiente está lotado e o índice de tulipas de chopp consumidas por minuto é muito alto. Imagine uma situação inusitada que faria esse bar esvaziar... Se você imaginou que acabou a luz, estava errado: foi o chopp que acabou!... Isso mesmo, a maioria da turma estava ali para beber e usava o futebol apenas como disfarce. Não confunda popularidade com disfarce!>> clique nos botões para curtir e compartilhar esta postagem, no final do texto.
#Dos Parasitos...
Basta ver alguns "torcedores" organizados que vão ao estádio para brigar e vandalizar, ao invés de torcer pelos seus clubes. Esse é um dos preços que a popularidade do futebol cobra: Ela atrai parasitos, feito as árvores frondosas.#Da Sanha pelo Público...
Quanto à corrida de rua, ela cresceu, virou moda e suas provas ficaram caras. Muitos corredores autênticos reclamaram, mas nem se ligaram que as provas não são mais feitas para eles. A indústria da corrida precisa atrair cada vez mais público e isso se dá pela beleza dos kits e outros apetrechos que encarecem as provas. Além do mais, devem ter muitas federações e prefeituras cobrando taxas e impostos, como os parasitos que eu já me referi...#Da ignorância da Gente...
Muita gente reclama do horário tardio das provas de rua transmitidas na TV aberta, mas ignora os custos de uma transmissão ao vivo, com links móveis fora do estúdio. É inviável levar ao ar um evento desses às sete ou oito da manhã, quando não se tem audiência: eis o preço da mídia! No campo do futebol, isso acontece há muito tempo: Os mais velhos lembram que os jogos de quarta começavam às 20:15 h, no tempo do rádio, logo depois de A Voz do Brasil. A TV pegou as partidas e jogou para depois da "novela das oito", que virou "novela das nove", e hoje os jogos acabam à meia noite... Isso, quando não tem prorrogação!#Da Inocência da Gente...
É evidente que os dribles do futebol e a imprevisibilidade do trajeto da bola encantam muito mais o grande público do que as passadas de um corredor. É evidente que a indústria de cerveja não vai contratar um maratonista, para anunciar o seu líquido. Futebol e cerveja já fecharam parceria correspondente a milhões de bolsas-atletas! Seriam necessárias centenas de goleadas de 7X1 para mudar esse conchavo!#Da Corrida de Rua...
Corrida de rua não é futebol e seus praticantes não deveriam desejar a popularidade dos boleiros. Nós corremos num ambiente mais saudável, onde somos expectadores e personagens ao mesmo tempo. Nosso esporte não atrai facções de gente do mal e se esse for o preço, melhor nem crescer. Melhor vestir o boné, esconder o topete e chamar os amigos para mais um treinão!Abraços!
Bira.
(...) Mas a maratona não é simplesmente os 42.195 metros de prova. Ela é tudo aquilo que você fez para chegar até ali: no local de largada (...)
Quando você acordou, o sol ainda nem tinha nascido. Era o dia da maratona e nada poderia lhe fazer se atrasar. Antes de dormir, você deixou a roupa e kit de corrida arrumados sobre o sofá. No chão, ao lado, seus velhos tênis e um par de meias novas. Na cabeceira uma pochete com dinheiro, documentos e um pequeno pote de vaselina para passar nas dobras e evitar assaduras...
Quando você acordou, sabia que nada poderia dar errado, naquele dia. Nem mesmo a ansiedade que você sentiu, e lhe roubou horas de sono, traria algum cansaço. Você só dormiu pouco antes de acordar e naquela hora estava meio tonto, tentando ordenar as ideias. Foi para o banheiro escovar os dentes e, mesmo sem vontade, tentou fazer o número 2... Melhor agora, que na hora da prova, imagina!
Depois você foi se arrumar. A janela do seu quarto já mostrava o céu clareando, mas ainda não dava pra ver se o tempo era bom. A brisa e o canto dos pássaros quiseram entra nos seus poros e ouvidos, mas você não tinha tempo: Tomou café, se olhou no espelho e saiu.
Depois você caminhou nas ruas desertas de uma quase-manhã de domingo. Quando um cachorro lhe latiu, detrás de um portão, todos os cachorros do bairro fizeram o mesmo. Você não queria acordar os vizinhos, mas nada podia fazer a não ser colocar os fones de ouvido. Aí, o céu clareou mais um pouco e você nem ouviu um galo cantar. Sem perceber que ainda tem galos no subúrbio, caminhou até o local onde uma van partiria com corredores para a prova.
Quando você deu a largada, pouco importaria o seu resultado naquela corrida. Eu sei que não era isso que você pensava, naquele momento. Você queria fazer a melhor maratona da sua vida, eu sei... Eu já passei por isso e digo: Isso nunca vai passar!
A maratona nunca passa! Mas a maratona não é simplesmente os 42.195 metros de prova. Ela é tudo aquilo que você fez para chegar até ali: no local de largada!... Quantos milhares de quilômetros você precisou percorrer até se tornar um maratonista? Quantos quilos perdeu e quanta resistência ganhou? Quantas noitadas dispensou e quantas manhãs curtiu? Quantos amigos trocou e quantas atividades escolheu?
>> Correr, Tropeçar, Chorar e Sorrir - Muitos encontram na corrida a cura da alma...
>> Poema do Corredor Machucado - O sonho com a cura e um pedido poético de socorro.
A matona nunca passa! Ela começa muito antes da largada e o melhor é que nunca termina! Pergunte a um corredor das antigas, que não pode mais fazer maratonas, "como eram as suas provas?". Pergunte isso e perceba os seus olhos brilharem no rosto enrugado, reafirmando as marcas de expressão de um sorriso. Ouça suas histórias de corrida. Viaje no passado dele para entender que a maratona que você está correndo hoje, também fará seus olhos brilharem amanhã.
A maratona nunca passa! Ela foi, é e será sua melhor escolha na vida!
Abraços!
Bira.
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| Da antiga - Gif animado composto com recortes de filme e imagens da internet (site freepik) - Bira, 13-03-16. |
A Maratona Nunca Passa!
Amigos!Quando você acordou, o sol ainda nem tinha nascido. Era o dia da maratona e nada poderia lhe fazer se atrasar. Antes de dormir, você deixou a roupa e kit de corrida arrumados sobre o sofá. No chão, ao lado, seus velhos tênis e um par de meias novas. Na cabeceira uma pochete com dinheiro, documentos e um pequeno pote de vaselina para passar nas dobras e evitar assaduras...
Quando você acordou, sabia que nada poderia dar errado, naquele dia. Nem mesmo a ansiedade que você sentiu, e lhe roubou horas de sono, traria algum cansaço. Você só dormiu pouco antes de acordar e naquela hora estava meio tonto, tentando ordenar as ideias. Foi para o banheiro escovar os dentes e, mesmo sem vontade, tentou fazer o número 2... Melhor agora, que na hora da prova, imagina!
Depois você foi se arrumar. A janela do seu quarto já mostrava o céu clareando, mas ainda não dava pra ver se o tempo era bom. A brisa e o canto dos pássaros quiseram entra nos seus poros e ouvidos, mas você não tinha tempo: Tomou café, se olhou no espelho e saiu.
Depois você caminhou nas ruas desertas de uma quase-manhã de domingo. Quando um cachorro lhe latiu, detrás de um portão, todos os cachorros do bairro fizeram o mesmo. Você não queria acordar os vizinhos, mas nada podia fazer a não ser colocar os fones de ouvido. Aí, o céu clareou mais um pouco e você nem ouviu um galo cantar. Sem perceber que ainda tem galos no subúrbio, caminhou até o local onde uma van partiria com corredores para a prova.
Quando você deu a largada, pouco importaria o seu resultado naquela corrida. Eu sei que não era isso que você pensava, naquele momento. Você queria fazer a melhor maratona da sua vida, eu sei... Eu já passei por isso e digo: Isso nunca vai passar!
A maratona nunca passa! Mas a maratona não é simplesmente os 42.195 metros de prova. Ela é tudo aquilo que você fez para chegar até ali: no local de largada!... Quantos milhares de quilômetros você precisou percorrer até se tornar um maratonista? Quantos quilos perdeu e quanta resistência ganhou? Quantas noitadas dispensou e quantas manhãs curtiu? Quantos amigos trocou e quantas atividades escolheu?
>> Correr, Tropeçar, Chorar e Sorrir - Muitos encontram na corrida a cura da alma...
>> Poema do Corredor Machucado - O sonho com a cura e um pedido poético de socorro.
A matona nunca passa! Ela começa muito antes da largada e o melhor é que nunca termina! Pergunte a um corredor das antigas, que não pode mais fazer maratonas, "como eram as suas provas?". Pergunte isso e perceba os seus olhos brilharem no rosto enrugado, reafirmando as marcas de expressão de um sorriso. Ouça suas histórias de corrida. Viaje no passado dele para entender que a maratona que você está correndo hoje, também fará seus olhos brilharem amanhã.
A maratona nunca passa! Ela foi, é e será sua melhor escolha na vida!
Abraços!
Bira.
ATENÇÃO ATUALIZAÇÃO DESTA POSTAGEM:
Este evento passou a se chamar Treinão (12h) do Brasil e será um revezamento nacional. Detalhes na postagem: http://www.birananet.com/2016/03/treinao-do-brasil-sera-revezamento-12h.html
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O maior treinão simultâneo de corrida do Brasil está de volta com algumas mudanças, veja como participar:
O que é Treinão do Brasil?
R: É um treinão de corrida de rua nacional e simultâneo, como nunca foi feito até o ano passado. Grupos de corredores, não importa o tamanho, darão a largada no no mesmo dia e horário, em qualquer lugar do país, formando assim o maior treinão de todos os tempos.
Este evento passou a se chamar Treinão (12h) do Brasil e será um revezamento nacional. Detalhes na postagem: http://www.birananet.com/2016/03/treinao-do-brasil-sera-revezamento-12h.html
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O maior treinão simultâneo de corrida do Brasil está de volta com algumas mudanças, veja como participar:
Contagem Regressiva Para o Treinão do Brasil 2016 (22/05, 7h)
Amigos!O que é Treinão do Brasil?
R: É um treinão de corrida de rua nacional e simultâneo, como nunca foi feito até o ano passado. Grupos de corredores, não importa o tamanho, darão a largada no no mesmo dia e horário, em qualquer lugar do país, formando assim o maior treinão de todos os tempos.
(...) Bastaria uma caminhada para "descansar a mente"... Mas não é só isso. O melhor do banquete é dado para o corredor que está no auge da forma (...)
Eu me lembro bem, não é de hoje que isso acontece comigo. Foi lá nos anos 80 que eu já descansava correndo...
Naquela época, meu trabalho era braçal em uma madeireira. Eu era conferente, mas ajudava os peões a descarregarem imensas carretas com tábuas de pinho. Fazia isso para ganhar músculos e parte das gorjetas dos carreteiros. Lembro que a peãozada tinha relógios nos estômagos: dava onze da manhã e a fome não deixava ninguém esquecer de colocar as marmitas na estufa. Às cinco e meia da tarde eu largava. Chegava em casa de noite, bastante cansado, mas ia para a rua correr.
Eu me lembro como se fosse hoje, eu vivi uns três anos assim: trabalhando duro de dia e correndo à noite, para descansar... Isso mesmo: eu descansava correndo! Durante e depois dos treinos, eu nem tinha ideia de que, dentro de mim, a beta-endorfina provocava sensações de relaxamento e bem-estar. Naquela época, não havia multidões de corredores, como hoje, nem uma internet acessível, explicando o que são endorfinas. As endorfinas eram recém-descobertas e a internet, extremamente restrita. Mas pessoas, como eu, não precisavam entender de internet ou endorfinas para correrem, ignorantes e felizes. Fui feliz, até que tive crises de cálculos renais que me afastaram da ativa e eu parei completamente.
Onde Está A Corrida? - As ruas do Centro trazem comparações e lembranças de corrida...
Eu Precisava Correr Na Chuva! - Correr na tempestade pode ser muito perigoso e... excitante!
Em 2008 voltei a correr, quando já não era nenhum um garoto e precisava vestir os óculos para ver o mundo na tela de um computador. A internet já era realidade pra mim e as endorfinas, como tantas outras coisas, já haviam chegado ao conhecimento geral. Os relatos dos efeitos deste hormônio natural deixaram os livros de ciência, ganhando as páginas de sites e revistas. Os velhos jornais de papel deixaram as bancas e, digitalizados, entraram na "nuvem". Tanta gente também entrou na "nuvem" para imprimir suas ideias!... No céu virtual, eram tantas ideias que elas se chocavam, causando tempestades e crises reais. As redes sociais pareciam trazer mais boçalidade que inteligência, mas não deixavam de atrair cada vez mais público. Nesse caldo da rede estavam os amigos, que não deixavam de atrair cada vez mais amigos. Então surgiram os amigos virtuais, que eram novos corredores amigos... E eles eram muitos!... Foi assim que começamos a marcar treinões coletivos para que todos se conhecessem, fora do Facebook. Deixávamos de dividir os pixels para compartilhar a água e o suor...
Mas voltando ao assunto de "descansar correndo", creio que isso ocorre em vários níveis. Mesmo para aqueles que ainda estão começando a se mover. Bastaria uma caminhada para "descansar a mente"... Mas não é só isso. O melhor do banquete é dado para o corredor que está no auge da forma, ou seja, cujo corpo está totalmente adaptado ao treinamento. Quando o ritmo do atleta flui, o corpo parece correr sem precisar de comando. Uma corrida invisível também se dá nas vias internas do organismo, carregando ar para as células arderem de energia e calor. É quando o mesmo ar que alimenta essas chamas internas, também ventila e refresca a pele do lado de fora.
Nos capilares do organismo é lançada a endorfina. O prazer e o bem-estar convertem a alma que infla e se espalha para além do corredor. É quando tudo fica pequeno, diante dos olhos da alma, que o atleta se liberta e descansa, embora em pleno movimento. Esse momento de descanso pode ser breve, na medida que se faz intenso, ou perdurar mais um pouco. Já batizei, em outra postagem, como O Momento X - "eterno enquanto dura" na memória de quem já sentiu.
Sim, é possível descansar correndo, bem como viajar nas próprias substâncias que a natureza colocou dentro da gente!
Abraço!
Bira.
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| Corredor Plasma - gif animado composto com recortes de imagens da internet - Bira, 10-03-16. |
Descanse Enquanto Corre!
Amigos!Eu me lembro bem, não é de hoje que isso acontece comigo. Foi lá nos anos 80 que eu já descansava correndo...
Naquela época, meu trabalho era braçal em uma madeireira. Eu era conferente, mas ajudava os peões a descarregarem imensas carretas com tábuas de pinho. Fazia isso para ganhar músculos e parte das gorjetas dos carreteiros. Lembro que a peãozada tinha relógios nos estômagos: dava onze da manhã e a fome não deixava ninguém esquecer de colocar as marmitas na estufa. Às cinco e meia da tarde eu largava. Chegava em casa de noite, bastante cansado, mas ia para a rua correr.
Eu me lembro como se fosse hoje, eu vivi uns três anos assim: trabalhando duro de dia e correndo à noite, para descansar... Isso mesmo: eu descansava correndo! Durante e depois dos treinos, eu nem tinha ideia de que, dentro de mim, a beta-endorfina provocava sensações de relaxamento e bem-estar. Naquela época, não havia multidões de corredores, como hoje, nem uma internet acessível, explicando o que são endorfinas. As endorfinas eram recém-descobertas e a internet, extremamente restrita. Mas pessoas, como eu, não precisavam entender de internet ou endorfinas para correrem, ignorantes e felizes. Fui feliz, até que tive crises de cálculos renais que me afastaram da ativa e eu parei completamente.
Onde Está A Corrida? - As ruas do Centro trazem comparações e lembranças de corrida...
Eu Precisava Correr Na Chuva! - Correr na tempestade pode ser muito perigoso e... excitante!
Em 2008 voltei a correr, quando já não era nenhum um garoto e precisava vestir os óculos para ver o mundo na tela de um computador. A internet já era realidade pra mim e as endorfinas, como tantas outras coisas, já haviam chegado ao conhecimento geral. Os relatos dos efeitos deste hormônio natural deixaram os livros de ciência, ganhando as páginas de sites e revistas. Os velhos jornais de papel deixaram as bancas e, digitalizados, entraram na "nuvem". Tanta gente também entrou na "nuvem" para imprimir suas ideias!... No céu virtual, eram tantas ideias que elas se chocavam, causando tempestades e crises reais. As redes sociais pareciam trazer mais boçalidade que inteligência, mas não deixavam de atrair cada vez mais público. Nesse caldo da rede estavam os amigos, que não deixavam de atrair cada vez mais amigos. Então surgiram os amigos virtuais, que eram novos corredores amigos... E eles eram muitos!... Foi assim que começamos a marcar treinões coletivos para que todos se conhecessem, fora do Facebook. Deixávamos de dividir os pixels para compartilhar a água e o suor...
Mas voltando ao assunto de "descansar correndo", creio que isso ocorre em vários níveis. Mesmo para aqueles que ainda estão começando a se mover. Bastaria uma caminhada para "descansar a mente"... Mas não é só isso. O melhor do banquete é dado para o corredor que está no auge da forma, ou seja, cujo corpo está totalmente adaptado ao treinamento. Quando o ritmo do atleta flui, o corpo parece correr sem precisar de comando. Uma corrida invisível também se dá nas vias internas do organismo, carregando ar para as células arderem de energia e calor. É quando o mesmo ar que alimenta essas chamas internas, também ventila e refresca a pele do lado de fora.
Nos capilares do organismo é lançada a endorfina. O prazer e o bem-estar convertem a alma que infla e se espalha para além do corredor. É quando tudo fica pequeno, diante dos olhos da alma, que o atleta se liberta e descansa, embora em pleno movimento. Esse momento de descanso pode ser breve, na medida que se faz intenso, ou perdurar mais um pouco. Já batizei, em outra postagem, como O Momento X - "eterno enquanto dura" na memória de quem já sentiu.
Sim, é possível descansar correndo, bem como viajar nas próprias substâncias que a natureza colocou dentro da gente!
Abraço!
Bira.
Amigos!
Nova pesquisa do "Instituto BiraNaNet" confirma: Mulheres que correm sorriem muito mais!
Não é nenhuma novidade, basta olhar no Facebook. O meu, por exemplo, tem corredoras de todo Brasil!... É muita beleza e simpatia juntas! Nesse Dia Internacional da Mulher eu selecionei três lindas mulheres, para descrever brevemente, em nome das demais, confira:
Não basta ser bela: uma baiana que vive e corre no Rio tem que ter simpatia... Tem que ter muita disposição para encarar a Ultra dos Fuzileiros ou subir o pódio na Bravus Race... Tem que ter ousadia para encantar na Avenida do Samba ou para (ela mesma!) surpreender seu namorado no fim de um treinão, com um inusitado pedido público de noivado. Essa musa, que agora tem "dono", vai sacramentar o enlace brevemente num outro treinão... Estou só esperando para registrar.
Não basta correr, nadar e pedalar: Uma paulista que vive no Rio tem que ter "sede de natureza", como ela define a si mesma... Para tentar aplacar essa sede, Sheila Zanesco mergulha nas montanhas e escala as ondas do mar, mas isso ainda é pouco... A belíssima multi-atleta ainda precisa subir numa bike e percorrer, nas linhas de seu blog (Atividade 360), toda a beleza da terra que lhe adotou. Acho difícil encontrar uma carioca tão completa quanto essa paulista de São José dos Campos.
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Não basta subir no pódio e erguer um troféu: Uma corredora de elite tem que ter um charme que brilhe bem mais que o seu prêmio... Brigida Anjos tem uma beleza que extrapola seu corpo de fada da Escola de Samba Estácio de Sá, este ano. Posta, no Facebook, seu engajamento na luta pela reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros ou sua vitória no Circuito Rio Antigo dizendo: "Esforço todo meu! Como tudo em minha vida... Obrigado Deus, por ser assim como sou!" Personalidade.
Abraços!
Bira.
Nova pesquisa do "Instituto BiraNaNet" confirma: Mulheres que correm sorriem muito mais!
Não é nenhuma novidade, basta olhar no Facebook. O meu, por exemplo, tem corredoras de todo Brasil!... É muita beleza e simpatia juntas! Nesse Dia Internacional da Mulher eu selecionei três lindas mulheres, para descrever brevemente, em nome das demais, confira:
Duzza, nossa musa!
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| Duzza Alves Barbosa, na Bravus Race 2015 - foto de arquivo pessoal. |
Sheila, bela e talentosa!
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| Sheila Zanesco se preparando para mais um desafio: Rei e Rainha do Mar, em Copacabana - foto de arquivo pessoal. |
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Brigida, a fada do pódio!
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| Brigida Anjos, a poucos metros de vencer mais uma corrida no Rio - foto de arquivo pessoal. |
Dia Internacional da Mulher!
Eu teria muito mais mulheres corredoras para descrever, aqui, mas não dá tempo: já é madrugada do Dia Internacional da Mulher. As mulheres são maioria entre os leitores deste blog. Sinto-me feliz e recompensado... Sem elas, eu não teria o que dizer e sequer seria quem sou!Abraços!
Bira.
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| (...) Tanta coisa se pode fazer no último dia de férias: 1- Acordar mais cedo para correr; 2- dormir mais um pouco e deixar para correr mais tarde (...) |
Último Dia de Férias
Amigos!Tanta coisa se pode fazer no último dia de férias: 1- Acordar mais cedo para correr; 2- dormir mais um pouco e deixar para correr mais tarde; 3- ir à praia, ao cinema, ao supermercado; 4- resolver um problema que eu sempre deixei pra depois...
Decidi fazer, agora, essa postagem e depois resolver o tal problema, mas à tarde eu vou é correr! Se tudo der certo, fecharei minhas férias correndo... "E daí??" - você pergunta: "O que isso tem de mais?" Eu respondo que "tem tudo de mais!". Para quem ficou mais de um ano e meio sem correr, como eu, é simplesmente demais!
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Graças aos treinos que fiz durante as férias, eu estou, aos poucos, entrando em forma. A lesão, que me impedia de correr, regrediu e a impressão é que estou quase curado. Ainda tenho cuidados, mas já posso ter planos. Fiz minha inscrição na meia maratona da Asics. Sei que não vou conseguir meus melhores tempos na prova, mas participar de uma prova me remeterá aos meus melhores dias.
Semana que vem voltarei a fazer musculação, no Centro. Já tenho planos de deixar minha roupa no armário da academia e ir de casa para o trabalho correndo, pela manhã. Fiz isso várias vezes, no tempo das vacas gordas e é muito bom. De Irajá até o Centro são 22 km. Enquanto as pessoas se espremem nos coletivos ou se estressam no trânsito, eu seguia correndo nas bordas do asfalto ou pelas calçadas. Só fica ruim, um pouco, na Avenida Brasil devido à fumaça dos carros. Mas pensando bem: se eu estivesse dentro do ônibus, respiraria o mesmo ar.
Nessas minhas férias eu não embarquei em nenhum avião para descer nas praias do nordeste como gostaria de fazer. Em vez disso calcei os tênis e viajei correndo no asfalto. Na parte física, recuperei parte do que havia perdido. Na mente, a esperança de voltarei a correr, de fato.
Abraços!
Bira
(...) Tudo parece ser secundário para um corredor, enquanto ele não realiza o seu treino. Nada parece ser secundário, depois (...)
Tudo parece ser secundário para um corredor, enquanto ele não realiza o seu treino. Nada parece ser secundário, depois... É que depois de saciado, o corredor fica embebido de suor e gratidão. Seus sentidos estão apurados. O ar que ele respira traz prazer, tanto quanto um simples copo d'água que ele bebe. Todos os processos fisiológicos de seu corpo se equilibram e esse bem-estar atinge a alma. Um corredor saciado está embriagado de endorfina e otimismo. O mundo e seus problemas giram na sua cabeça, mas nada parece ser tão grave para quem consegue ser feliz, simplesmente correndo!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e sentir como tudo é tão simples!
Toda complicação é secundária para quem escolhe viver momentos simples. Nenhuma delas parece ser tão complicada depois... É que ao correr viajamos no nosso próprio veículo. Enxergamos a nossa própria paisagem... E como é bela a paisagem de quem está feliz! Nenhuma emoção artificial é mais intensa, nenhum ajinomoto empresta mais sabor! Aditivos, comprimidos e estimulantes que vêm de fora, não são tão eficazes quanto os insumos do próprio corpo... Correr é redescobrir que a natureza colocou dentro, tudo que o homem de hoje procura fora de si!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e extrair seus próprios insumos!
Toda sincronia do corpo com a mente e com a alma pode se transformar durante e depois de uma caminhada. Temos exemplos de mudanças fenomenais na vida de pessoas que começaram a correr. Problemas de relacionamento são sanados depois que um novo corredor melhora a auto-estima, ou seja, relaciona-se melhor consigo mesmo. Seus novos amigos lhe convidam para mais um treino nas "novas" ruas do seu "novo" bairro. Sua "nova" cidade lhe sorri, nas manhãs ensolaradas de domingo. Se chove forte e troveja, o corredor não se assusta e imagina que o céu dá gargalhadas, e diz: "Não sou feito de açúcar... Posso correr na chuva, sim senhor!" - e depois também gargalha.
>> clique nos botões para curtir e compartilhar esta postagem, no final do texto.
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e gargalhar no sol ou na chuva!
Quando estamos correndo, tudo é tão simples, ao ponto de nem percebermos... É que a felicidade não se deixa perceber quando flui ao seu lado. O conforto e o descanso invade quem corre, ("como assim?" - diria o leitor: conforto e descanso enquanto se corre??) é que quando atingimos nosso ritmo confortável, repousamos no próprio movimento e esquecemos que estamos correndo. Esquecemos do que somos, do que temos e sentimos. Se alguma coisa sentimos, imediatamente esquecemos. Todas emoções que temos são deixadas na passada anterior, substituídas na passada atual e assim sucessivamente. Essa troca acelerada de emoções dá intensidade à vida!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e viver tão intensamente feito um corredor!
Abraços!
Bira.
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| Sistemas - gif montado com recortes de imagens da internet. |
Correndo, Tudo É Simples!
Amigos!Tudo parece ser secundário para um corredor, enquanto ele não realiza o seu treino. Nada parece ser secundário, depois... É que depois de saciado, o corredor fica embebido de suor e gratidão. Seus sentidos estão apurados. O ar que ele respira traz prazer, tanto quanto um simples copo d'água que ele bebe. Todos os processos fisiológicos de seu corpo se equilibram e esse bem-estar atinge a alma. Um corredor saciado está embriagado de endorfina e otimismo. O mundo e seus problemas giram na sua cabeça, mas nada parece ser tão grave para quem consegue ser feliz, simplesmente correndo!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e sentir como tudo é tão simples!
Toda complicação é secundária para quem escolhe viver momentos simples. Nenhuma delas parece ser tão complicada depois... É que ao correr viajamos no nosso próprio veículo. Enxergamos a nossa própria paisagem... E como é bela a paisagem de quem está feliz! Nenhuma emoção artificial é mais intensa, nenhum ajinomoto empresta mais sabor! Aditivos, comprimidos e estimulantes que vêm de fora, não são tão eficazes quanto os insumos do próprio corpo... Correr é redescobrir que a natureza colocou dentro, tudo que o homem de hoje procura fora de si!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e extrair seus próprios insumos!
Toda sincronia do corpo com a mente e com a alma pode se transformar durante e depois de uma caminhada. Temos exemplos de mudanças fenomenais na vida de pessoas que começaram a correr. Problemas de relacionamento são sanados depois que um novo corredor melhora a auto-estima, ou seja, relaciona-se melhor consigo mesmo. Seus novos amigos lhe convidam para mais um treino nas "novas" ruas do seu "novo" bairro. Sua "nova" cidade lhe sorri, nas manhãs ensolaradas de domingo. Se chove forte e troveja, o corredor não se assusta e imagina que o céu dá gargalhadas, e diz: "Não sou feito de açúcar... Posso correr na chuva, sim senhor!" - e depois também gargalha.
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Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e gargalhar no sol ou na chuva!
Quando estamos correndo, tudo é tão simples, ao ponto de nem percebermos... É que a felicidade não se deixa perceber quando flui ao seu lado. O conforto e o descanso invade quem corre, ("como assim?" - diria o leitor: conforto e descanso enquanto se corre??) é que quando atingimos nosso ritmo confortável, repousamos no próprio movimento e esquecemos que estamos correndo. Esquecemos do que somos, do que temos e sentimos. Se alguma coisa sentimos, imediatamente esquecemos. Todas emoções que temos são deixadas na passada anterior, substituídas na passada atual e assim sucessivamente. Essa troca acelerada de emoções dá intensidade à vida!...
Ah, se todo mundo no mundo pudesse correr e viver tão intensamente feito um corredor!
Abraços!
Bira.
(...) A Providência Divina que se apresenta nos trechos mais difíceis da prova e socorre os corredores esgotados, e os conduzem até a linha de chegada (...)
Ninguém precisa ser poeta para fazer poesia, basta sair para correr e abrir os olhos que um poema surgirá... Experimente!
Ninguém precisa correr nas paisagens mais belas, da Cidade Mais Bela, para encontrar um poema. Nesses oito anos de estrada, já deparei com poemas à beira do mar ou diante de um valão... Acredite!
Corra na Zona Sul ou na Baixada e descubra que a beleza reside nos seus sentimentos. Depois revele o que viu... Arrisque!
Em oito anos de blog eu arrisquei alguns poemas, dos oito que trouxe para essa coletânea... Confira!
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Quando um amigo, pelo Facebook, pediu que eu escrevesse sobre Hidratação, eu lhe disse que era leigo e só poderia fazê-lo de "forma poética"... Falei isso por falar, sem imaginar que fosse possível escrever sobre um assunto técnico, na forma de poesia... Mas foi!.. A postagem "Então Vais, Homem Água!" apresenta um poema exaltador, escrito na segunda pessoa, porém atual... Só lendo:
Confira!
8 Poemas (de Corrida!) - Seleção 8 Anos!
Amigos!Ninguém precisa ser poeta para fazer poesia, basta sair para correr e abrir os olhos que um poema surgirá... Experimente!
Ninguém precisa correr nas paisagens mais belas, da Cidade Mais Bela, para encontrar um poema. Nesses oito anos de estrada, já deparei com poemas à beira do mar ou diante de um valão... Acredite!
Corra na Zona Sul ou na Baixada e descubra que a beleza reside nos seus sentimentos. Depois revele o que viu... Arrisque!
Em oito anos de blog eu arrisquei alguns poemas, dos oito que trouxe para essa coletânea... Confira!
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1º Lugar: Então Vais, Homem Água!
Confira!
(...) É bem possível que durante um treino, a cabeça e o coração dos corredores troquem de lugar sem que ninguém perceba (...)
Essa cabeça de corredor, que faz você resistir e prosseguir em uma maratona mesmo depois de esgotado. Que aplica esse exemplo de superação nos problemas da vida, e que sonha ter, na vida, mais tempo disponível para praticar esporte.
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Essa cabeça de corredor, que faz você acreditar que ainda pode baixar seus próprios recordes. Que nunca percebe quando está vivenciando os melhores momentos, somente depois que tudo passa, como passam os corredores.
Abraços!
Bira.
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| Cabeça de Corredor, gif animado com recorte de imagens da internet - Bira, 26-02-16. |
Cabeça de Corredor...
Amigos!"O que é que tá se passando com essa cabeça?" *
Essa cabeça de corredor, que faz você ficar ansioso pela próxima corrida, pelo próximo treino. Que não se conforma com o preço estratosférico dos tênis, mas sonha ter um Garmin de última geração.Essa cabeça de corredor, que faz você resistir e prosseguir em uma maratona mesmo depois de esgotado. Que aplica esse exemplo de superação nos problemas da vida, e que sonha ter, na vida, mais tempo disponível para praticar esporte.
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Essa cabeça de corredor, que faz você acreditar que ainda pode baixar seus próprios recordes. Que nunca percebe quando está vivenciando os melhores momentos, somente depois que tudo passa, como passam os corredores.
A mesma cabeça que lhe ajuda, confunde também...
Ela não tem paciência para esperar uma lesão ficar curada, pois tem pressa de expulsar as mágoas no suor da pele. Ela quer perceber o ar fresco inflar os pulmões e dele sair aquecido, resultado da queima de toda impureza acumulada... É que cabeça de corredor tem mania de limpeza do corpo e da alma!A mesma cabeça que lhe ajuda, confunde também...
Quando você estiver retornando a correr, depois de ficar parado por um longo período, seu corpo não aguentará o tranco. Sua cabeça, no entanto, vai querer que você corra mais, podendo até lesionar de novo... É que cabeça de corredor não se conforma com pouco!A mesma cabeça que lhe ajuda, confunde também...
Cabeça de corredor pulsa feito o coração. É bem possível que durante um treino, a cabeça e o coração dos corredores troquem de lugar sem que ninguém perceba. Talvez seja por isso que quando eu corro, vejo o mundo que não figura nas manchetes de jornal e tenho esperança... É que cabeça de corredor não se conforma com os limites do boné!"O que é que tá se passando com essa cabeça?"
Essa cabeça de corredor que deseja, resiste, supera, sonha, acredita, ajuda, confunde, não tem paciência, extravasa as mágoas, tem manias, não se conforma, tem esperança e, por fim, se liberta!Abraços!
Bira.
* frase da música "O que É Que Há" de Fábio Jr. e Sérgio Sá.
(...) Pode parecer loucura, mas eu precisava correr na chuva. Não uma chuva comum, mas uma tempestade de verão, daquelas que desabam no fim da tarde (...)
Eu Precisava Correr Na Chuva!
Amigos!
Pode parecer loucura, mas eu precisava correr na chuva. Não uma chuva comum, mas uma tempestade de verão, daquelas que desabam no fim da tarde. Esta semana eu estava de férias e fiquei de vigília olhando para o céu. Esperei, várias vezes, o sol se exaurir e se esconder atrás das nuvens carregadas. Sempre que o vento enfurecia, eu saía para treinar. Encarava as nuvens de poeira no rosto e as trovoadas nos ouvidos. Mas a chuva que chegava não era suficientemente forte por onde eu passava, até que chegou sexta-feira...
Comecei a correr antes que caíssem os primeiros pingos. O trânsito de final de tarde era intenso e me forçava a subir nas calçadas. A ventania fazia sacolas plásticas de supermercado dançarem, tristemente, feito pipa avoada no ar. Ela atirava poeira e grãos de areia nos meus olhos, fazendo-me quase parar. Torci para que os primeiros pingos caíssem, de vez, para a poeira findar. E os pingos desceram pesados, frios e acelerados pelo vendaval. Outdoors ameaçavam desabar numa calçada. Galhos de árvores quebravam e despencavam de fato. Um deles, bem grande, caiu à minha frente, quase encima de um abrigo de ponto ônibus. Um casal que lá estava sorriu disfarçando o medo. Também disfarcei meu medo correndo mais forte. Por sorte, os raios riscavam o céu bem longe dali, de onde os estrondos chegavam feito um fundo musical. Foi quando um tremendo aguaceiro desmoronou de vez e o vento, enfim, se acalmou.
Pronto!... Lá estava eu correndo na chuva do jeito que queria! Imediatamente lembrei das peladas animadas pelas tempestades de verão, nos tempos de criança. Apesar de tantos anos, ainda tinha um pouco daquela euforia estocada dentro de mim. Comparei os dois momentos e pensei:
-- Eu que Agora pisava nas poças d'água com pés protegidos, estava muito mais sujeito às lesões do que quando era criança e corria descalço...
O aguaceiro ficou mais intenso, reduzindo a visibilidade para poucos metros. Multipliquei minha atenção nos automóveis para não ser atropelado e prossegui. Transeuntes se abrigavam embaixo das marquises, enquanto eu me abrigava na própria tempestade. A roupa de corrida grudava no corpo totalmente embebido, feito toda cidade.
Todas as Idades de Lindalva... - 70 anos de história da corredora Lindalva Figueiredo.
O Corredor Invisível - Uma crônica de corrida desconcertante... Confira!
A temperatura caía mas eu fervilhava. Aquela chuva fria causava uma sensação maravilhosa ao tocar no meu corpo quente. Comecei a correr sem sentir o esforço que fazia, apenas o ar que entrava para dentro de mim. Aquele ar alimentava meu corpo e ventilava minh'alma. Ninguém poderia entender o que acontecia dentro do meu universo. Ninguém que me visse cruzar a esquina, correndo feito um louco no temporal poderia entender o prazer que eu sentia!...
Eu precisava correr na chuva, para compensar todo tempo que fiquei sem correr!
Abraços!
Bira.
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| Gif animado Correndo na Chuva - Bira, 25-02-16. |
Pode parecer loucura, mas eu precisava correr na chuva. Não uma chuva comum, mas uma tempestade de verão, daquelas que desabam no fim da tarde. Esta semana eu estava de férias e fiquei de vigília olhando para o céu. Esperei, várias vezes, o sol se exaurir e se esconder atrás das nuvens carregadas. Sempre que o vento enfurecia, eu saía para treinar. Encarava as nuvens de poeira no rosto e as trovoadas nos ouvidos. Mas a chuva que chegava não era suficientemente forte por onde eu passava, até que chegou sexta-feira...
Comecei a correr antes que caíssem os primeiros pingos. O trânsito de final de tarde era intenso e me forçava a subir nas calçadas. A ventania fazia sacolas plásticas de supermercado dançarem, tristemente, feito pipa avoada no ar. Ela atirava poeira e grãos de areia nos meus olhos, fazendo-me quase parar. Torci para que os primeiros pingos caíssem, de vez, para a poeira findar. E os pingos desceram pesados, frios e acelerados pelo vendaval. Outdoors ameaçavam desabar numa calçada. Galhos de árvores quebravam e despencavam de fato. Um deles, bem grande, caiu à minha frente, quase encima de um abrigo de ponto ônibus. Um casal que lá estava sorriu disfarçando o medo. Também disfarcei meu medo correndo mais forte. Por sorte, os raios riscavam o céu bem longe dali, de onde os estrondos chegavam feito um fundo musical. Foi quando um tremendo aguaceiro desmoronou de vez e o vento, enfim, se acalmou.
Pronto!... Lá estava eu correndo na chuva do jeito que queria! Imediatamente lembrei das peladas animadas pelas tempestades de verão, nos tempos de criança. Apesar de tantos anos, ainda tinha um pouco daquela euforia estocada dentro de mim. Comparei os dois momentos e pensei:
-- Eu que Agora pisava nas poças d'água com pés protegidos, estava muito mais sujeito às lesões do que quando era criança e corria descalço...
O aguaceiro ficou mais intenso, reduzindo a visibilidade para poucos metros. Multipliquei minha atenção nos automóveis para não ser atropelado e prossegui. Transeuntes se abrigavam embaixo das marquises, enquanto eu me abrigava na própria tempestade. A roupa de corrida grudava no corpo totalmente embebido, feito toda cidade.
Todas as Idades de Lindalva... - 70 anos de história da corredora Lindalva Figueiredo.
O Corredor Invisível - Uma crônica de corrida desconcertante... Confira!
A temperatura caía mas eu fervilhava. Aquela chuva fria causava uma sensação maravilhosa ao tocar no meu corpo quente. Comecei a correr sem sentir o esforço que fazia, apenas o ar que entrava para dentro de mim. Aquele ar alimentava meu corpo e ventilava minh'alma. Ninguém poderia entender o que acontecia dentro do meu universo. Ninguém que me visse cruzar a esquina, correndo feito um louco no temporal poderia entender o prazer que eu sentia!...
Eu precisava correr na chuva, para compensar todo tempo que fiquei sem correr!
Abraços!
Bira.
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| Na imagem a corredora Gilmara Maciel cuja história fez grande sucesso no blog... |
Seleção 8 Anos: 8 Histórias de Corredores!
Amigos!Vez ou outra eu conto a história de corredores de rua aqui. Eu não utilizo nenhum critério para isso. O corredor não precisa ser famoso ou meu amigo. É tudo uma questão de oportunidade.
Escrever sobre as pessoas é sempre um desafio no qual o protagonista precisa estar disposto a revelar detalhes de sua vida. São esses detalhes que fazem o leitor se identificar com a história e desafiam o escritor.
Contar histórias pessoais talvez seja o maior desafio de quem escreve. Revelar os dramas de modo a trazer quem lê para a pele do personagem, criar empatia e despertar admiração.
Selecionei 8 histórias, entre todas que contei, para comemorar 8 anos deste blog. Confira os resumos e clique na imagem para ler os textos completos:
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1º Lugar: Multi-Gilmara (ou Gilmara Encontra Gilmara).
Em junho de 2012, eu decidi fazer a postagem sobre Gilmara Maciel. Até então, eu sabia muito pouco sobre ela, mas queria brincar com o fato de ela ser corredora e passista. Enviei-lhe um e-mail com algumas perguntas do tipo: "Como e por que você começou a correr?"... Até aí tudo bem, mas quando as respostas chegaram eu falei para mim mesmo: "E agora?... Como eu vou me virar para escrever essa história?" O resultado foi uma postagem emocionante e surpreendente, até para mim que estava escrevendo... Confira!2º Lugar: Todas as Idades de Lindalva...
Ao saber que a Lindalva Figueiredo iria completar 70 anos, quis escrever sobre o fato. Por telefone ela relatou sua vida, antes mesmo de migrar do interior Pernambuco para o Rio de Janeiro, em 1970. Esse texto que conta a história da atleta que começou a correr aos 64 anos ganhou as páginas do Pulso (Jornal O Globo) para a minha alegria... Confira e saiba porque!3º Lugar: As Aventuras... Parte II (História do Corredor Antônio Carlos de Carvalho).
Radicado em Roma, o mineiro Antônio Carlos organiza anualmente uma corrida e traz italianos ao Brasil, para conhecer a pequena São José do Goiabal e suas crianças carentes. Promove "adoções à distância" e mantém a Casa de Miguel, construída por ele, onde as crianças recreiam e praticam esporte... Mas isso é apenas o ápice da odisseia de um atleta que deixou o Brasil para buscar um lugar ao sol na Itália... Confira!
Muito obrigado pela visita!
Abraços!
Bira.
4º Lugar: O Diário de Corrida de Zim.
Quando eu soube que o corredor e amigo Erivaldo Zim foi acometido de problemas de saúde, quis prestar uma homenagem e escrever um pouco da sua história. Propus aos seus amigos mais próximos que fizéssemos um treinão, juntássemos bons fluídos e mostrássemos o quanto Zim é querido. Todos concordaram e coube ao próprio Zim organizar o treinão. A postagem também foi em grande parte "escrita" por Zim, pois conteve trechos de seu Diário de Corrida... Confira!5º Lugar: Moraes Runners Somos Nós!
Moraes é um dos corredores de rua mais conhecidos do Rio de Janeiro. Figurinha carimbada nas provas e treinões, onde além de medalhas coleciona amigos. Certa noite lhe liguei, para que contasse como começou a correr e o que fazia antes, visando escrever postagem. As surpresas vieram, primeiramente para mim, na bela história que repassei... Confira!6º Lugar: Vannucci, Filma Eu!!!
Para escrever a postagem sobre Vannucci Jr. (blog Corrida Rústica) eu levei um bom tempo. Primeiro mandei algumas perguntas, respondidas por e-mail, mas aquilo não seria o suficiente para uma boa postagem. Minha intensão não era propriamente escrever sobre seu passado, mas sobre a história que ele está traçando no presente. Então fiquei enrascado, até que me lembrei de um telefonema que recebi e tudo se resolveu... Confira como!7º Lugar: Genivaldo do Tênis.
Tive a ideia de escrever sobre ex-corredores que viraram profissionais do ramo esportivo. Mesmo não dando sequência à série, valeu!... Contei a história de Genivaldo Rosa, atleta frequentador de pódio em grandes maratonas dos anos 90. O atual comerciante atrai corredores à Loja dos Tênis Esportivos, no Flamengo, com atendimento diferenciado e orientador... Confira sua história!8º Lugar: Sonho de Corredor.
Foi pelo Facebook que descobri Elton Wander, um corredor de Ibiporã, interior do Paraná. Ali mesmo acompanhei suas provas e percebi que ele era treinado por Adriana de Souza - duas vezes vice campeã na São Silvestre. Elton me colocou em contato com Adriana, que gentilmente me contou sua história... Sonho de Corredor agregou as histórias de Adriana e Elton, a mestra e o aluno dessa atividade onde todos são alunos e mestres ao mesmo tempo... Confira!8 Anos, Quem Diria!...
Li na internet que a média de vida útil de um blog é (pasmem!) de 90 dias... E BiraNaNet já está há oito anos por aqui, querendo ficar pelo menos mais oito. O blog não prioriza os vídeos, que são mais populares, mas nem por isso faz feio... Atualmente (2015/16) tem média de 5 mil acessos/mês. Escrever crônicas de corrida, criar imagens e conteúdos inéditos é um desafio. Cada texto que escrevo é uma corrida que completo. Cada elogio, uma medalha!...Muito obrigado pela visita!
Abraços!
Bira.
(...) Surpreendeu-se ao deparar, dentro do cemitério, com ruas compridas e desertas, que mais pareciam pistas de corrida margeadas pelos túmulos. Imediatamente lembrou que já não corria, há muito tempo, e decidiu fazê-lo ali mesmo, naquela hora (...) - trecho.
Amigos!
Segue a bela história de Antônio Carlos de Carvalho - corredor mineiro radicado em Roma, em...
Estamos em maio de 1982, no complexo esportivo do Grupo Santista, na Zona Oeste de São Paulo. É manhã domingo e as provas de atletismo da Fábrica de Tecidos Tatuapé estão para começar. Antonio Carlos de Carvalho, um jovem funcionário da fábrica, ignorava o evento. Ele tinha acabado de chegar ao local apenas para jogar futebol, como fazia todo domingo. Daquela feita, no entanto, percebeu um movimento incomum na pista de atletismo e se aproximou para observar alguns corredores que ali aqueciam. Quando deu conta que iniciaria uma competição, pediu para participar, alegando que também trabalhava na empresa. Resumindo o que veio a seguir: ele, que nunca correra antes, simplesmente ganhou duas competições, de 1.500 e 3.000 metros, e foi convidado a entrar na equipe de corredores do Grupo Santista.
Um ano depois, já totalmente convertido do futebol para a corrida, Antônio Carlos estava obtendo bons resultados em competições. Certo dia foi treinar sozinho no Parque Piqueri, localizado também no Tatuapé, quando avistou corredores do Corinthians se aquecendo. Aproximou e repetiu o pedido feito, há um ano, no campeonato de atletismo:
-- Posso participar?...
Desta feita, no entanto, o treinador do Corinthians - José Roberto - encarou o intruso e disse:
-- Aqui, com nós, você vira atleta ou morre!... - E o riso foi geral.
Para Antônio, a risada coletiva soou como o ranger de uma imensa porta se abrindo. Ele teria a oportunidade de correr com grandes atletas!... Mas, no grupo, foi logo foi apelidado de Cheira-meia, já que era o último da fila, durante os treinos. Antônio não se importou com o apelido e continuou ganhando experiência ao treinar com corredores de elite. Certo dia, o técnico aplicou um treino que envolvia toda a equipe. Ao todo seriam percorridos 18 km numa pista, da seguinte forma: Os primeiros 9 km seriam corridos no ritmo de 4 min por km (4X1) e os 9 km finais, no ritmo de 3 min por km (3X1). A cada 3 km, os atletas teriam um minuto de intervalo para recuperação... Vamos ao treino:
b) A REDENÇÃO DO CHEIRA-MEIA!
Depois da largada, Antônio (Cheira-meia) assumiu o seu lugar no fim da fila, continuando ali por toda primeira etapa. Ele sentia que estava num bom dia, mas não quis se precipitar e acelerar antes da hora. Nos 3.000 metros finais, Cheira-meia resolveu acelerar e ultrapassar cada membro da equipe. Até quem tentou resistir foi batido por ele. Seu técnico sorria ao vê-lo rodando muito abaixo dos 3X1. Naquele momento, o Ex-Cheira-meia ganhou respeito e entrou, de fato, para equipe do Corinthians e participou de todas as provas seguintes!
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Com a equipe ganhou prêmios ao vencer provas no interior de São Paulo e Sul do Brasil. Vieram os patrocínios trazidos pelo programa de incentivo ao esporte do Governo Federal. Com a melhoria de vida casou-se, em 1985. Cinco anos após o casamento, no entanto, mudou o governo e a lei de incentivo foi abolida para ele e outros 200 atletas. Justamente quando já era pai, Antônio viu seus rendimentos reduzidos a dois salários mínimos mensais! Viu que seria impossível sobreviver com a família em São Paulo... Era 1992, o mesmo ano que a Ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, aterrorizou o Brasil com o confisco da caderneta de poupança. Foi quando Antônio abarrotou suas malas e retornou com a família para o interior de Minas Gerais.
Foi morar em João Monlevade, cidade vizinha a São José do Goiabal, onde nasceu. Lá tentou de tudo: vender pastel, sucos de frutas e concursos públicos, mas nada deu certo. Apesar dos problemas, criou um grupo de corredores locais, denominado ACORP - Associação de Corredores de Pista e Rua. Mas isso não lhe dava sustento, apenas alegrias - que não pagam as contas. No início do ano seguinte, 1993, Antônio decidiu vender sua moto e comprar passagens aéreas para Roma, capital da Itália, onde tentaria arrumar trabalho e dinheiro.
c) PERAMBULANDO NAS RUAS DE ROMA...
Antônio foi sozinho para Itália com dinheiro para pagar apenas três meses de aluguel. Seu plano seria conseguir biscates como servente de pedreiro. Por isso ficava em frente às lojas de material de construção, de manhã, onde os empreiteiros costumavam contratar ajudantes temporários, mas nada conseguiu. Economizava fazendo refeições gratuitas na Caritas de Roma. Depois, perambulava pelas ruas para aprender o idioma, pois na casa onde morava só residiam brasileiros. Diferente de Antônio, o tempo não parou de correr e nem o pouco dinheiro que tinha parou de minguar... O ex-corredor não via o dinheiro lhe tocar às mãos, mas via o tempo escorrer entre seus dedos.
Quando o sol de Roma se recolhia, uma lua deprimida surgia diante de seus olhos trazendo o medo, a insônia e a depressão. Alguns dos brasileiros que residiam com ele bebiam, fumavam ou se drogavam à noite. O ambiente não era propício a ninguém, muito menos a um atleta. Então, ele voltava a andar pelas ruas, às altas horas da noite, até que o sono batesse e lhe levasse de volta para casa. Em um desses dias, caminhava rente ao Cemitério de Verano, quando percebeu que uma parte de seu muro estava quebrada. Era mais uma fria madrugada de março de 1993 e a cidade dormia. Seria improvável que alguém quisesse entrar no cemitério naquele momento, mas Antônio parecia atormentado demais para temer assombrações e entrou no cemitério pela falha do muro.
d) CORRENDO NO CEMITÉRIO...
Surpreendeu-se ao deparar, dentro do cemitério, com ruas compridas e desertas, que mais pareciam pistas de corrida margeadas pelos túmulos. Imediatamente lembrou que já não corria, há muito tempo, e decidiu fazê-lo ali mesmo, naquela hora... Pôs-se a correr entre os ciprestes sombrios e as estátuas de anjos que ornamentam as sepulturas... E foi assim: em meio á quietude do cemitério e um turbilhão de incertezas que Antônio estava de volta à corrida!
Retornou ao cemitério para correr, todas as madrugadas. Desesperou-se quando restavam apenas 15 dias de aluguel pago. Foi caminhar pelo centro de Roma e entrou num bar, reduto de brasileiros. Ali conheceu Brandão, mineiro de Governador Valadares, com quem desabafou. O pedreiro Brandão anotou seu telefone e prometeu lhe contratar como ajudante. Antônio encheu-se de esperança e nem precisou correr no cemitério, naquela noite, para resgatar o sono. De manhã, foi caminhar sobre o gramado da Villa Pamphilj. No imenso parque avistou uma concentração de corredores se preparando para competir...
e) "POSSO PARTICIPAR DESSA CORRIDA?... (DE NOVO!) "
Sem que Antônio sequer pensasse, suas pernas lhe conduziram para o local onde os atletas se aqueciam. Sem precisar sequer falar italiano direito, sua boca pronunciou o pedido: "Posso participar?"... Sim, ele pôde e correu muito bem, chegando na terceira colocação, para surpresa geral. A seguir foi convidado a entrar na equipe da Roma Sprint.
Dois dias depois, o pedreiro Brandão lhe ligou oferecendo trabalho prometido e outra casa para morar. No novo lar os demais moradores não se drogavam. Permaneceu trabalhando com Brandão, até que Stephano Amadei, presidente da Roma Sprint e empresário da construção o empregou.
-- Foi aí que juntei o útil ao agradável - relatou Antônio -- Voltei a ser atleta de ponta e transformei todas as premiações que obtinha em material esportivo que enviava para ACORP (aquela equipe que eu havia fundado em João Monlevade, pouco antes de se aventurar na Itália) explicou.
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| Antonio Carlos passando em frente ao Coliseu - foto de arquivo pessoal. |
Segue a bela história de Antônio Carlos de Carvalho - corredor mineiro radicado em Roma, em...
As Aventuras de BiraNaNet - Cap. I - Parte II
a) "POSSO PARTICIPAR DESSA CORRIDA?"Estamos em maio de 1982, no complexo esportivo do Grupo Santista, na Zona Oeste de São Paulo. É manhã domingo e as provas de atletismo da Fábrica de Tecidos Tatuapé estão para começar. Antonio Carlos de Carvalho, um jovem funcionário da fábrica, ignorava o evento. Ele tinha acabado de chegar ao local apenas para jogar futebol, como fazia todo domingo. Daquela feita, no entanto, percebeu um movimento incomum na pista de atletismo e se aproximou para observar alguns corredores que ali aqueciam. Quando deu conta que iniciaria uma competição, pediu para participar, alegando que também trabalhava na empresa. Resumindo o que veio a seguir: ele, que nunca correra antes, simplesmente ganhou duas competições, de 1.500 e 3.000 metros, e foi convidado a entrar na equipe de corredores do Grupo Santista.
Um ano depois, já totalmente convertido do futebol para a corrida, Antônio Carlos estava obtendo bons resultados em competições. Certo dia foi treinar sozinho no Parque Piqueri, localizado também no Tatuapé, quando avistou corredores do Corinthians se aquecendo. Aproximou e repetiu o pedido feito, há um ano, no campeonato de atletismo:
-- Posso participar?...
Desta feita, no entanto, o treinador do Corinthians - José Roberto - encarou o intruso e disse:
-- Aqui, com nós, você vira atleta ou morre!... - E o riso foi geral.
Para Antônio, a risada coletiva soou como o ranger de uma imensa porta se abrindo. Ele teria a oportunidade de correr com grandes atletas!... Mas, no grupo, foi logo foi apelidado de Cheira-meia, já que era o último da fila, durante os treinos. Antônio não se importou com o apelido e continuou ganhando experiência ao treinar com corredores de elite. Certo dia, o técnico aplicou um treino que envolvia toda a equipe. Ao todo seriam percorridos 18 km numa pista, da seguinte forma: Os primeiros 9 km seriam corridos no ritmo de 4 min por km (4X1) e os 9 km finais, no ritmo de 3 min por km (3X1). A cada 3 km, os atletas teriam um minuto de intervalo para recuperação... Vamos ao treino:
b) A REDENÇÃO DO CHEIRA-MEIA!
Depois da largada, Antônio (Cheira-meia) assumiu o seu lugar no fim da fila, continuando ali por toda primeira etapa. Ele sentia que estava num bom dia, mas não quis se precipitar e acelerar antes da hora. Nos 3.000 metros finais, Cheira-meia resolveu acelerar e ultrapassar cada membro da equipe. Até quem tentou resistir foi batido por ele. Seu técnico sorria ao vê-lo rodando muito abaixo dos 3X1. Naquele momento, o Ex-Cheira-meia ganhou respeito e entrou, de fato, para equipe do Corinthians e participou de todas as provas seguintes!
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Com a equipe ganhou prêmios ao vencer provas no interior de São Paulo e Sul do Brasil. Vieram os patrocínios trazidos pelo programa de incentivo ao esporte do Governo Federal. Com a melhoria de vida casou-se, em 1985. Cinco anos após o casamento, no entanto, mudou o governo e a lei de incentivo foi abolida para ele e outros 200 atletas. Justamente quando já era pai, Antônio viu seus rendimentos reduzidos a dois salários mínimos mensais! Viu que seria impossível sobreviver com a família em São Paulo... Era 1992, o mesmo ano que a Ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, aterrorizou o Brasil com o confisco da caderneta de poupança. Foi quando Antônio abarrotou suas malas e retornou com a família para o interior de Minas Gerais.
Foi morar em João Monlevade, cidade vizinha a São José do Goiabal, onde nasceu. Lá tentou de tudo: vender pastel, sucos de frutas e concursos públicos, mas nada deu certo. Apesar dos problemas, criou um grupo de corredores locais, denominado ACORP - Associação de Corredores de Pista e Rua. Mas isso não lhe dava sustento, apenas alegrias - que não pagam as contas. No início do ano seguinte, 1993, Antônio decidiu vender sua moto e comprar passagens aéreas para Roma, capital da Itália, onde tentaria arrumar trabalho e dinheiro.
c) PERAMBULANDO NAS RUAS DE ROMA...
Antônio foi sozinho para Itália com dinheiro para pagar apenas três meses de aluguel. Seu plano seria conseguir biscates como servente de pedreiro. Por isso ficava em frente às lojas de material de construção, de manhã, onde os empreiteiros costumavam contratar ajudantes temporários, mas nada conseguiu. Economizava fazendo refeições gratuitas na Caritas de Roma. Depois, perambulava pelas ruas para aprender o idioma, pois na casa onde morava só residiam brasileiros. Diferente de Antônio, o tempo não parou de correr e nem o pouco dinheiro que tinha parou de minguar... O ex-corredor não via o dinheiro lhe tocar às mãos, mas via o tempo escorrer entre seus dedos.
Quando o sol de Roma se recolhia, uma lua deprimida surgia diante de seus olhos trazendo o medo, a insônia e a depressão. Alguns dos brasileiros que residiam com ele bebiam, fumavam ou se drogavam à noite. O ambiente não era propício a ninguém, muito menos a um atleta. Então, ele voltava a andar pelas ruas, às altas horas da noite, até que o sono batesse e lhe levasse de volta para casa. Em um desses dias, caminhava rente ao Cemitério de Verano, quando percebeu que uma parte de seu muro estava quebrada. Era mais uma fria madrugada de março de 1993 e a cidade dormia. Seria improvável que alguém quisesse entrar no cemitério naquele momento, mas Antônio parecia atormentado demais para temer assombrações e entrou no cemitério pela falha do muro.
d) CORRENDO NO CEMITÉRIO...
Surpreendeu-se ao deparar, dentro do cemitério, com ruas compridas e desertas, que mais pareciam pistas de corrida margeadas pelos túmulos. Imediatamente lembrou que já não corria, há muito tempo, e decidiu fazê-lo ali mesmo, naquela hora... Pôs-se a correr entre os ciprestes sombrios e as estátuas de anjos que ornamentam as sepulturas... E foi assim: em meio á quietude do cemitério e um turbilhão de incertezas que Antônio estava de volta à corrida!
Retornou ao cemitério para correr, todas as madrugadas. Desesperou-se quando restavam apenas 15 dias de aluguel pago. Foi caminhar pelo centro de Roma e entrou num bar, reduto de brasileiros. Ali conheceu Brandão, mineiro de Governador Valadares, com quem desabafou. O pedreiro Brandão anotou seu telefone e prometeu lhe contratar como ajudante. Antônio encheu-se de esperança e nem precisou correr no cemitério, naquela noite, para resgatar o sono. De manhã, foi caminhar sobre o gramado da Villa Pamphilj. No imenso parque avistou uma concentração de corredores se preparando para competir...
e) "POSSO PARTICIPAR DESSA CORRIDA?... (DE NOVO!) "
Sem que Antônio sequer pensasse, suas pernas lhe conduziram para o local onde os atletas se aqueciam. Sem precisar sequer falar italiano direito, sua boca pronunciou o pedido: "Posso participar?"... Sim, ele pôde e correu muito bem, chegando na terceira colocação, para surpresa geral. A seguir foi convidado a entrar na equipe da Roma Sprint.
Dois dias depois, o pedreiro Brandão lhe ligou oferecendo trabalho prometido e outra casa para morar. No novo lar os demais moradores não se drogavam. Permaneceu trabalhando com Brandão, até que Stephano Amadei, presidente da Roma Sprint e empresário da construção o empregou.
-- Foi aí que juntei o útil ao agradável - relatou Antônio -- Voltei a ser atleta de ponta e transformei todas as premiações que obtinha em material esportivo que enviava para ACORP (aquela equipe que eu havia fundado em João Monlevade, pouco antes de se aventurar na Itália) explicou.
Uma seleção de postagens motivadoras nos oito anos do blog BiraNaNet...
Corra e encontre inspiração para resolver seus problemas! Corra e desenvolva uma visão otimista das coisas e do mundo! Corra pelo bem da sua auto-estima!...
Não, isso não é um texto de auto-ajuda nem propaganda enganosa... É vero! Depois que o seu corpo estiver totalmente adaptado à corrida, você vai parar de sentir dores e sua mente fluirá em um novo mundo!...
Para comemorar os oito anos de blog BiraNaNet selecionei oito postagens motivadoras entre as muitas publicadas:
1° - Rua Turva Corredor Radiante!: nesta crônica, um homem se abriga num bar para fugir da tempestade e avista um corredor na rua, sob a chuva. Quando a tempestade termina, o corredor ressurge e entra no bar. Os dois conversam e o desfecho é surpreendente. Confira!
2º - Eu Faço o Meu Tempo!: num simples treino matinal eu percorri as ruas cotidianas do meu bairro e revisitei todas as minhas minhas idades, rejuvenescendo a cada quilômetro. Confira!
3º - Sair do Sedentarismo:
quando uma amiga me perguntou, pelo Facebook, "o que fazer para começar a correr?" eu respondi com autoridade de quem sabia o que falava... Tempos depois, vi que não era nada daquilo e tentei consertar com esta postagem. Confira!
>> clique nos botões para curtir e compartilhar esta postagem, no final do texto.
4º - Então Vais, Homem-Água!:
um outro amigo me sugeriu que eu escrevesse sobre "hidratação na corrida" em meu blog. Eu tentei lhe explicar que o assunto era técnico demais e que eu não poderia abordá-lo... Mas pensei melhor e fiz, em forma de poesia! Confira!
5º - Como a Corrida Dilui os Problemas?: naquele dia eu estava voltando a correr após período de lesão. Era um treino comum e repleto das sensações incomuns para quem não corre. Era mais um treino mágico, onde o chacoalhar das imagens diluía os problemas... Confira!
6º - Problemas Não Sobem a Serra.: os problemas existem para todas as pessoas, estejam elas assistindo um filme no sofá ou subindo a serra num treino com os amigos... Então, qual é a diferença?... Confira!
7º - A Corrida Gosta de Você!:
mais uma vez fui abordado no Facebook por alguém querendo saber como começar a correr... O breve diálogo gerou mais uma crônica motivadora, que eu trago para esta seleção... Confira!
8º - Brincando de Correr na Meia do Rio!: poucas vezes eu fiz vídeos para postar neste blog, até porque nem tenho câmera. "Brincando de Correr" foi um dos poucos, feito com iPhone, mas que teve grande audiência. Saiba o porquê... Confira!
Abraços!
Bira.
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| Em comemoração aos 8 anos do blog, uma seleção de postagens motivadoras e sempre atuais. |
Oito Postagens de Motivadoras!
Amigos!Corra e encontre inspiração para resolver seus problemas! Corra e desenvolva uma visão otimista das coisas e do mundo! Corra pelo bem da sua auto-estima!...
Não, isso não é um texto de auto-ajuda nem propaganda enganosa... É vero! Depois que o seu corpo estiver totalmente adaptado à corrida, você vai parar de sentir dores e sua mente fluirá em um novo mundo!...
Para comemorar os oito anos de blog BiraNaNet selecionei oito postagens motivadoras entre as muitas publicadas:
1° - Rua Turva Corredor Radiante!: nesta crônica, um homem se abriga num bar para fugir da tempestade e avista um corredor na rua, sob a chuva. Quando a tempestade termina, o corredor ressurge e entra no bar. Os dois conversam e o desfecho é surpreendente. Confira!
2º - Eu Faço o Meu Tempo!: num simples treino matinal eu percorri as ruas cotidianas do meu bairro e revisitei todas as minhas minhas idades, rejuvenescendo a cada quilômetro. Confira!
3º - Sair do Sedentarismo:
quando uma amiga me perguntou, pelo Facebook, "o que fazer para começar a correr?" eu respondi com autoridade de quem sabia o que falava... Tempos depois, vi que não era nada daquilo e tentei consertar com esta postagem. Confira!
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4º - Então Vais, Homem-Água!:
um outro amigo me sugeriu que eu escrevesse sobre "hidratação na corrida" em meu blog. Eu tentei lhe explicar que o assunto era técnico demais e que eu não poderia abordá-lo... Mas pensei melhor e fiz, em forma de poesia! Confira!
5º - Como a Corrida Dilui os Problemas?: naquele dia eu estava voltando a correr após período de lesão. Era um treino comum e repleto das sensações incomuns para quem não corre. Era mais um treino mágico, onde o chacoalhar das imagens diluía os problemas... Confira!
6º - Problemas Não Sobem a Serra.: os problemas existem para todas as pessoas, estejam elas assistindo um filme no sofá ou subindo a serra num treino com os amigos... Então, qual é a diferença?... Confira!
7º - A Corrida Gosta de Você!:
mais uma vez fui abordado no Facebook por alguém querendo saber como começar a correr... O breve diálogo gerou mais uma crônica motivadora, que eu trago para esta seleção... Confira!
8º - Brincando de Correr na Meia do Rio!: poucas vezes eu fiz vídeos para postar neste blog, até porque nem tenho câmera. "Brincando de Correr" foi um dos poucos, feito com iPhone, mas que teve grande audiência. Saiba o porquê... Confira!
Meus 8 Anos como Blogueiro
Escolhi compor um blog de corridas com crônicas que, em sua maioria, podem ser lidas a qualquer momento. As crônicas não ficam velhas facilmente e se não faz deste blog um campeão de audiência, o faz diferente!Abraços!
Bira.






























