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(...) Não importava se a tempestade escurecera o dia porque os olhos daqueles moleques eram como refletores iluminando a esquina (...)



Dentro do Velho Caderno

Amigos!

A seguir, mais textos do velho caderno que estavam perdidas nos arquivos do blog: agora refeitas com os recortes de imagem montadas com Gimp.

City Tour

(1999)

"Proibida a prática de surf - No Surfing"

É curioso perceber que em meio a tanta beleza que premiou a praia de Boa Viagem - Recife PE - estas frases conseguem se destacar. Elas estão pintadas em algumas placas fincadas na areia, e não nos deixam esquecer da presença de tubarões nas mornas águas daquele litoral.

- Até Hoje, eles só pegaram surfistas. É que os surfistas vão além dos arrecifes - tenta tranquilizar o taxista.

Expandindo a visão, percebemos do lado oposto, diversos novos prédios surgindo ao longo da Av. Boa Viagem.

Voltamos o foco em direção ao mar que transforma a luz de um sol intenso em intenso verde-azul, a nos convidar, no zunido de uma brisa contínua que vem do oceano. Este vento desloca, grão a grão, a fina areia da praia em direção ao calçadão.

O coco gelado custa R$0,70, a sombra é grátis. Grátis apenas para dizer que não há valor que justifique uma obra da Natureza.

À noite, pode-se conhecer o Recife Antigo. Na Rua Bom Jesus, os restaurantes perfilados por detrás das antigas fachadas, espalham mesas e cadeiras nas calçadas. Na boa conversa, a espuma do chopp não deixa a garganta secar e uma excelente canção acaricia os ouvidos. A lua, justificadamente exibicionista, não poderia deixar de surgir e isso parece inspirar o cantor, que ao ar livre prioriza a Bossa-Nova.

Mas se é quinta-feira o ambiente se agita. Todo o Recife Antigo se toma. Tem exibição de frevo, maracatu, capoeira, parece carnaval. Tem "Dançando na Rua": grupos musicais se exibem em um palanque para que todo o povo dance sobre tablados. Quem não trouxe par, é só convidar um dançarino ou dançarina, identificados no uniforme, e começar a bailar.

Olinda é tão próxima que não se percebem os limites. A visão panorâmica, as igrejas antigas, as ruas estreitas e carregadas de história do Patrimônio da Humanidade. Os olhos invadem, indecorosos, o espaço entreaberto das portas e janelas das antigas casas de Olinda. Eles querem descobrir tesouros esculpidos, pintados ou bordados. Tesouros promotores da fé em forma de venerável imagem, ou promotores da paz, em forma de branco bordado.

A essa altura a noite já caiu sobre as margens do Rio Capibaribe. Um velho catamarã já está para sair e deslizar sobre as águas em um passeio. Estamos de novo nas proximidades do Recife Antigo. O mar e a cidade nos avizinham. Mais uma vez, alguém canta uma bela melodia. É quando se constata que a incansável brisa continua presente, enquanto a embarcação começa a se deslocar. O céu agora é negro e amplo, e, sem dúvidas, pertence à lua. Esta lua parece uma bela noiva a esparramar seu véu, em forma de reflexo, sobre as águas do Capibaribe. Neste momento, se deixarmos o romantismo se apossar de nossa alma correremos dois riscos: ou nos apaixonaremos ou choraremos de saudade. ###


Sem Eira Nem Beira

(1999)




O que Deus Está Fazendo?

(18-02-2006)

Quando eu era pequeno diziam que Deus morava no céu - para onde as pessoas iam depois que morriam, embora o que eu visse nesses momentos, fosse um caixão ser engolido pela terra.

O céu de Deus, no entanto, tinha um azul fantástico que eu nunca entendi porque o mundo não parava e sentava simplesmente para admirá-lo. Nele, alguns chumaços de nuvens brancos absorviam o brilho intenso do sol. Se no fim da tarde trovejasse, dava medo: Deus estava ralhando. Se começasse a chover, meu colega dizia que São Pedro estava mijando. Mas se o azul se escondia e as nuvens, antes brancas, multiplicassem e ficassem com a cor de pano de chão, era hora de se recolher... Isso, se não tivesse uma animada pelada debaixo de chuva!

Começava a competição; um bando de moleques embebidos de suor e chuva disputava a bola e gritavam gol mais forte que qualquer trovão. Não importava se a tempestade escurecera o dia porque os olhos daqueles moleques eram como refletores iluminando a esquina - Maracanã imaginário. Um raio riscava o céu, seguido de um estrondo e grito de gol.Até que uma mãe zelosa aparecia de guarda-chuva carregando seu filho para casa e fazendo a partida parar. Aí o sangue esfriava e alguém percebia: "Ta ficando frio e eu nem lanchei." A pelada acabava uma hora antes do fim da chuva e quando o céu se abria revelava estrelas.

Uma imensa lua amarela brotava no fim da estrada. Tudo era mais quieto na noite e o céu - casa de Deus e dos que se foram - escurecia. Enquanto meu irmão mais velho esperava o rádio terminar de transmitir A Voz do Brasil para começar a transmissão do futebol, olhei pro céu e perguntei: "O que será que Deus está fazendo agora?"

Abraços!
Bira.
Amigos!

Escrever... Escrever e guardar o caderno na gaveta escura não lhe conduz ao sonho. Para as traças da gaveta, palavras são petiscos e as folhas que elas não comem ressecam, amarelam e se desfazem. O tempo perdido também desfaz o sonho e o ser se adapta à sobreviver. Sobreviver é viver sem sonho... Até que um dia a mobília é trocada e se reviram papéis, documento e fotos. Embaixo de tudo jaz o velho caderno dos sonhos amarelados...

À Janela
16-05-1978.
(á memória de Muca e Victor)

Sentado à janela.
Em suas mãos sem cor destacavam-se as veias e o baralho, enrugado e velho como seu corpo.
Jogava paciência.
O coro constante da geladeira emudecia o relógio.
Na mesa desfilavam cartas que se fundiam com as figuras que passeavam em sua mente.
Vagava entre o passado e o presente.
A morte lhe expulsava a vida que, mesmo rara, ainda figurava em seu rosto, quando me contava os fatos do “Tempo Bom”.
E seus olhos reluziam o brilho do dia, seu sorriso demarcava as rugas da face.
Esta face sumiu, mas estará presente nas minhas recordações quando eu também estiver sentado à janela.###



Avalanche
20-05-1978

O sol nasce atrás das nuvens fazendo morrer a euforia do samba ao canto do galo. Nas quadras dos morros pandeiros silenciam e surdos ouvem os trovões do céu. A chuva esfria peles mau-cheirosas e já molhadas de suor. Sapatos que levantavam poeira atolam-se na lama. Lábios grossos e alvos dentes que se abriam de alegria, apertam-se de raiva quando olhos rubros vêem a cidade, lá embaixo, a dormir com expressão de sorriso. Então as mãos se fecham fortemente e os corpos possuídos descem o morro às carreiras e aos gritos. De ladeira em ladeira, de morro em morro, a avalanche aumenta. No meio, a cidade ainda dorme sem saber que o ódio lhe vem junto à água barrenta.

A cidade acorda aos berros e punhaladas, cabeças a rolarem no chão vermelho até não sobrar mais nenhuma.

Sobre os urros e sob o sol que agora surge, as armas são suspensas brilhando triunfantemente. As mãos voltaram a se abrir para bater nos pandeiros, as bocas para sorrindo se fartarem. Alegria! Samba! Cerveja! E o cansaço que leva os heróis ao sono.

Despertam sobressaltados ao se verem em seus barracos. Correm à janela e, lá embaixo, a cidade gargalha de deboche. Todo o corpo treme e aquece de furor. Olham o sol se pondo, carregam os seus revólveres... 
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Hoje no Ponto

Esperava o ônibus como fazia todos os dias às seis da tarde, um tanto cansado e com sono, mas com o pensamento no colégio.

O ponto estava cheio de gente ansiosa para chegar em casa e demonstravam isso mergulhando no próximo veículo já lotado. Neste, via-se uma salada de pessoas regadas à suor. Rostos sérios e pensativos. Mas... Olha aquele ali no meio! Sou eu! Eu?! Ué, será que tenho um sósia?... No entanto, ao lado deste, eu! E outro eu! Ali todos são eu!!! Viro o rosto, estou sonhando. E me vejo circundado por tantos eu. Ao meu lado, do outro lado da rua, até onde minha vista alcança! Pego o lenço e fecho os olhos para enxugar a face vermelha.

Já são onze da noite. Bocejo apagando a luz. Deito-me e no escuro penso: ‘Quanto mais tento ser diferente, continuo sendo tão igual às pessoas!’

Fecho os olhos me ajeitando na cama, afinal, amanhã às cinco e trinta, acordo para mais um dia de trabalho.

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A Fuga
1981

Duas cachaças lhe deram coragem suficiente. Abriu a porta com violência, e como se fosse um policial em vistoria, foi revirando gaveta por gaveta, atirando no assoalho as roupas, separando as suas, para socá-las na mala. Não falava nada. Apenas respirava forte com nervosismo e olhar transfigurado. Jogava as meias, o aparelho de barbear, a colônia For Men, tudo que era só seu. Esforçou-se para passar o zíper fechando a mala abarrotada. Nada mais olhou. Ergueu a bagagem na mão direita e partiria tão bruscamente quanto chegou, se a mulher atordoada não se atirasse à sua frente.

Durante esses poucos minutos ela ficou petrificada ao canto do quarto. Observava atônita o marido que parecia ter ficado louco. Queria perguntar-lhe: “O que é isso? O que está havendo?” Mas a frase não saíra, prendera-se na garganta. E ela não entendia nada, com os olhos arregaçados pelo susto e medo, observava quieta e gelada o desespero do homem. Por isso se atirou: se o súbito lhe bloqueava as palavras, não poderia bloquear seus gestos. Tentou agarrar-se ao marido. Paralisá-lo como uma camisa-de-força, anestesiá-lo com o olhar. Mas não conseguiu. Faltou-lhe poder nos braços e nos olhos para conter a fúria que se apossara dele. Com um empurrão foi atirada na cama que afundou com o impacto da queda. O barulho fez acordar a criança que lançou seu choro do outro quarto. A porta da sala bateu forte abafando os lamentos da mulher dentro do recinto. O homem partiu.

Depois de muito pensar, a vizinha resolveu verificar o ocorrido no apartamento ao lado: aquela barulheira, a porta batendo e o choro que não parava. Abaixou o volume da televisão e encostou o ouvido na parede. “O que está acontecendo?” E foi à campainha desobedecendo ao conselho do marido:

– Deixa pra lá mulher. Isso é briga entre os dois, não se mete!
– Ouvi passos na escada, Marta deve está só, precisando de ajuda. Não ouve o choro?

Logo a porta abriu, revelando um rosto encharcado e corado pelo pranto da mulher.
– Que foi minha filha? Perguntou a vizinha amparando-a nos braços.

Os soluços não a deixaram responder, davam solavancos no peito interrompendo cada palavra.
– Calma filhinha, não diz nada, ta?... Olha o Marcinho chorando, tadinho!... Vou preparar um copo de água com açúcar pra vocês.

Alguns minutos tranqüilizaram Marta que, enxugando a face, explicava a cena repentina.
– Mas por quê mulher, assim tão de repente? Admirou-se a vizinha.
– Não sei Dona Célia. Será que meu marido enlouqueceu, meu Deus?! E tornou a chorar soluçando de novo.
– Calma filhinha, calma...
– Vou à casa de meus sogros! Decidiu Marta.
– É melhor você não ir hoje, já são quase dez horas...
– Eu tenho que ir, eles devem saber de alguma coisa. Não posso ficar aqui chorando com meu filho! Toma conta dele pra mim dona Célia, por favor!

E saiu atrás do marido.

* * *

Quando partira, Jorge havia saído em disparada no seu carro. Deixou tudo para trás, afundando o pé no acelerador, roncando os motores em busca de Margarida.
Fina flor Margarida, a jovem que o quarentão conquistara e vinha mantendo um caso amoroso durante os últimos oito meses. “Manobro a moça!” Pensava consigo e gabava-se a um amigo que acaso encontrasse num barzinho tomando chope. Dividiu-se então, entre a esposa e a jovem amante.
– Desse jeito não dá mais, já estou cansada de ser a outra! Disse Margarida certo dia.

Jorge se viu perdido então. Não quis trabalhar na manhã seguinte, foi apenas pedir demissão. Já havia decidido. Partiria com a jovem para São Paulo, afinal possuía ótima conta bancária e não teria dificuldade de se empregar naquela capital. Mulher, filho e o resto da família não importavam. Margarida era-lhe muito mais que isso. Ficaria tudo bem. Pagaria uma pensão de divórcio à esposa e ao garoto, constituiria nova família.Passou a noite num hotel e foi, na manhã seguinte, buscar sua amante.

Sol de verão, malas no carro e Margarida ao lado. Pôs o veículo para funcionar e saiu em meio ao “rush” matinal da avenida.

* * *
Onze e meia da noite anterior. Marta batia à porta dos sogros:
– É você Marta? Perguntou a sogra assustada a sogra assustada, mesmo vendo diante de si a nora – Você está chorando?... O que está havendo, meu Deus?
– Jorge partiu! Respondeu jogando-se nos braços da sogra.

* * *
Quando o céu clareou finalmente, foram buscar a criança deixada com a vizinha. Logo saíram mãe, avó e filho em busca de Jorge.
Na empresa souberam do pedido de dispensa e partiram sem saber aonde ir na calçada da avenida.

* * *
Jorge driblava os carros no trânsito da cidade. Sentia-se pouco paciente na ânsia da fuga. Parou descontente no sinal luminoso e acendeu um cigarro com gestos intranqüilos. Olhou Margarida ao lado e teve o ímpeto de beijá-la. Mas, a voz infantil, vinda da calçada, interrompeu seu movimento. Virou-se e viu entre os parentes, seu filho Marcinho, que puxando a mãe com uma das mãos e sacudindo a avó com a outra, arregalava os olhos e gritava:
– Olha o papai! Olha ele lá. Mãe!!... Paiê, a gente ta procurando o senhor!!!
O sinal abriu e os carros buzinaram. O homem vendo que interrompia o trânsito, acelerou a máquina (“Peraí, pai!”) e se perdeu em meio ao fluxo dos automóveis, deixando na calçada aquelas três criaturas que olhavam estarrecidas o veículo sumir na próxima esquina. ###



A Esquina 25 de Dezembro

Um homem seguia uma rua comprida e de trezentas a sessenta e cinco esquinas. Sentia-se cansado e, de certa forma, desanimado. Em cada esquina desta rua denominada “1982”, deparou com fatos tristes e rotineiramente trágicos, formadores de uma paisagem vandalizada. Por isso poucas vezes sorriu com algo prazenteiro que quebrantasse esta fatal rigidez.

De repente, já nas últimas esquinas desta rua, pressentiu flores eclodindo nos canteiros das calçadas e captou no ar suaves fragrâncias. Não resistindo se curvou para colher o primeiro botão, sugando para dentro de si o perfume. Sentiu então uma transformação no espírito apático, ficando estático por alguns instantes, mas logo prosseguiu.

Passaram esquinas e calçadas, multiplicando-se as flores, tornava-se cada vez mais belo o cenário. Gradativamente também, o cansaço e a dor se ausentaram da face e ele sorriu a uma criança que lhe cruzou à frente. Na próxima esquina outras crianças surgiram e eram cada vez mais a brincarem, com coloridos buquês às mãos. Aproximou-se o homem, e, deslumbrado, já não mais caminhava, corria pelo caminho florido e alegre. Transformara-se completamente a paisagem, ficara linda! Então ele refletiu: “Ué, será que sigo a mesma rua que vinha seguindo?” Correu até a próxima esquina para tirar dúvida olhando a plaqueta presa ao poste: “Rua 1982 (ESQUINA 25 DE DEZEMBRO)” “Então é isso!” deduziu – “com tanta escuridão pelo caminho, já nem me lembrava da existência desta esquina!”

Uma menina, puxando-lhe pelo braço, cortou-lhe o pensamento, chamando-o de volta à brincadeira. Totalmente contagiado, deixou-se levar pela garota que o conduziu ao centro da rua, onde seus coleguinhas formavam uma festiva roda girante e cantante. Dando as mãos aos meninos da roda, transformou-se também em criança, cantando e girando na brincadeira. Cantigas de roda se misturaram ao perfume das flores no ar. Pássaros que voavam sobre as árvores, viram no centro do círculo infantil, deitado sobre berço de palha, um bebê que espelhava toda a luz matinal, emitindo raios para alimentar o contentamento que lhe fazia órbita, em magnífico coro:
“Bate sino pequenino, sino de Belém!...” ###

Abraços!
Bira. 

Amigos!

No início dos anos 80 eu adorava ler o Jornal do Brasil. Começava sempre pelo Caderno de Esportes onde me aguardavam Nelson Rodrigues, João Saldanha e outras feras. Dava dó, no entanto, ler matérias de atentados a bomba, no Oriente Médio ou da fome na Etiópia. Às vezes o fazia na praça de Irajá onde os velhos jogavam cartas. Quase 30 anos depois, nada disso acabou: nem a fome da Àfrica, nem as bombas do Oriente ou os velhos da praça. Meu amigo Zeca - que nem tão velho era - no entato, partiu, já naquela época quando tudo era poesia:


1)
ADEUS ZECA


Na tarde molhada,
A cova engole fria um corpo -
Apaga do Cotidiano um homem.

Na face molhada,
Os olhos fitam rubros a cena -
Apagam da mente a esperança.

Se a cova apaga um frio cotidiano,
A esperaça mente.

Se a tarde engole os olhos rubros,
Um homem acena:
- Adeus!


* * * * *


2)
O VELHO E A PRAÇA


Em meu resto minguado de vida,
Nas maõs de guerreiro
As espadas eram naipes;

O coração e a amante,
Dama de copas;

O ouro só reluzia nas cartas,
O trunfo da sorte era paus.

Sem dinheiro nos bancos da Suíça
Jogava sueca nos bancos da praça.


* * * * *


3)
ETIÓPIA


Quando avistei aquela gente
De pele e osso sobre o solo,
De infância e fome sobre o colo,
De agonia e morte pela frente.

Vi terra seca amarelada do poente,
Amassada pelos passos fragelados,
Adubada pelos corpos enterrados,
Mas estéril pela água inexistente.

À procura do fruto, desesperados,
Desprendiam do chão suas raízes -
Folhas secas pelo vento carregados.

Dividiam migalhas esmoladas em países,
Jovens envelhecidos, velhos acabados,
Porém, mais solidários que infelizes.


* * * * *


4)
CARRO-BOMBA

Clique na imagem abaixo para ampliá-la



































Abraço!
Bira
Amigos!



Na primeira metade da década de 80, eu gastava bastante lápis traduzindo em desenho as manchetes dos jornais. Achei alguns deles, escaneei e os coloquei abaixo. Repare que eles continuam atuais:

DINHEIRO:

NATUREZA 1:



NATUREZA 2:


DESEJO:


Abraços!

Bira
Amigos!

As primeiras postagens foram apenas alguns registros do meu retorno às corridas, eu também estava aprendendo a lidar com este blog... 



Uma faca parecia ter sido cravada em meu abdômen e não tinha como manter o ritmo, apenas completar a prova. Foi assim que perdi a mais uma chance de correr 10k em 40 minutos. Meu tempo foi 43'40" na Corrida das Academias 2008.

Com público de apenas 1.500 pessoas, a corrida teve alto astral. Caixas de som com música de academia davam um tempero especial à prova. Uma mesa farta de frutas e Gatorade foi servida aos atletas no fim da prova. Na barraca do SESI, atletas alongavam e recebiam massagem. Um professor me orientou a a fazer exercícios de flexibilidade: "Isso vai ajudá-lo a baixar seus tempos." - Disse, depois de observar minhas dificuldades em alongar-me.

Contra o Calor: Fio de Silicone



Para amainar o calor inovei: comprei um fio de silicone onde prendo o número de corrida e corri sem camisa. Alguns colegas simplesmente prendem o número no short, mas isso resulta em não encontrar suas fotos na internet, já que o movimento desse short esconde o número.
  
Circuito das Estações

No Circuito das Estações de Verão 2008 havia mais de 9 mil corredores. Desta vez o sol deu trégua e o clima foi agradável. Como sempre, corri em ritmo de 4x1 até o km 8 quando perdi o gás para manter o rendimento. Quando me senti esgotado, surgiu uma repentina voz, vinda de trás: "Você ta muito bem, Bira!" Olhei e vi meu amigo Miguel, de bicicleta, me incentivando. Encontrei fôlego para conversar com ele àquela altura da prova:


- Pára de falar. Se concentra na corrida. Você ta muito bem!... E exagerou, meu súbito treinador: Você é um corredor de ponta!

Resultado: ao invés de completar a prova acima de 43min, o fiz em 42' 04"!


Ano Novo, Provas Novas

Em 2009 planejo correr 4 meias-maratonas (provas 21km) e já me inscrevi na de São Paulo, dia 08 de março. Ainda tenho uma prova de 10k (Corrida Panamericana) este ano mas uma dor na coxa está me dizendo para não corrê-la. Espero que isso não acabe me tirando da meia, em março.

Correndo nas Areias Noturnas da Barra

Machucado, me inscrevi na Corrida Fila Night Run apenas para pegar o kit. Cheguei atrasado. Larguei 5 minutos depois.

Eu não fazia idéia do quanto é divertida uma corrida noturna na areia fofa! Despreocupado com performance, respirei a brisa do mar. O que menos importou naquela noite foi o tempo: fosse o tempo no relógio, no céu ou na minha identidade. Todos os tempos congelaram naquele instante eterno e feliz. Todos relógios se derreteram como nas telas de Dali e foram absorvidos pelas ondas. Despossuídos de relógio, não sabemos precisar por quanto tempo fomos felizes... Deve ter sido para sempre!

Abraços!
Bira.

Amigos!

As primeiras postagens foram apenas alguns registros do meu retorno às corridas, eu também estava aprendendo a lidar com este blog...  (parte II)...

5- Eco Run - de Volta ao Aterro (jun/2008)

Uma semana após correr na USP, voltei ao Aterro, "meu quintal"...

Quando um céu azul sem manchas dava bom-dia a 3,5 mil atletas eram oito da manhã - hora da largada.

O frescor da manhã logo foi substituído pelo calor do sol e as frias gotas de orvalho, que umedeciam a grama do Aterro, evaporaram. Outras gotas surgiram, desta vez, na pele dos corredores.

Meu projeto era correr leve mas acabei me animando para tentar baixar meu tempo (43' 53"). Comecei bem, correndo na média de 4mim/km até o kilometro 6,5 pensando: "Será que vai dar desta vez?..." A continuar naquele ritmo, chegaria próximo dos 40mim... "Será?..." A resposta negativa veio nos metros seguintes sob forma de pontada no lado direito do abdome. Pensei desapontado: "De novo, não!..." Tentei resistir mas não deu: a velocidade caiu até o Km8, quando a dor diminuiu. Reagi, mas o estrago já estava feito.

Cruzei a placa de 9Km com 40 min e terminei a corrida com 44:41. Estava triste porque sabia que poderia concluir em 41min, se não fosse aquela dor que surgiu como um irlandês louco e de saias, para me interpelar. Além disso, tinha uma pulga atrás de minha orelha perguntando: "Que dor é essa?".

A resposta veio mais tarde quando entrei no banheiro correndo e me lembrei do monte de tangerinas que eu chupei na véspera, enquanto via o meu Flamengo perder para o São Paulo. Enquanto me aliviava pensei: "Basta eu me cuidar melhor que na próxima corrida poderei atingir minha meta!"

Sinto que não falta muito. Basta continuar treinando e não me contundir para completar os 10k na casa de 40 mim. As próximas tentativas serão: 26 de julho - Night Run, na Barra e 17 de agosto - Circuito Adidas, de novo no Aterro... Quem viver verá!

Independente de tudo, estou muito gratificado em ter inspirado dois amigos à retornarem ao esporte; Carlão e Telon completaram os 10km e pretendem participar de outras provas. Talvez a gente treine juntos no Aterro semana que vem.

Abraços!
Bira.

6- Melhorei Meu Tempo, Mas Não o Esperado (ago/2008)


Circuito das Estações Adidas – Corrida do Outono – Rio.
Data: 17/08/2008
Horário: 9h
Clima: Ensolarado
Distâncias: 5 km e 10 km
Temperatura: 29°C
Umidade: 78% (média)
Inscritos: 6.570
Postos de hidratação: 4 (3 no percurso com água e 1 na chegada com água e isotônico)



Você pode até dizer que eu não tenho outro assunto: "Lá vem esse cara falar de corrida!..." Devo adimitir: Você está certo. A corrida se tornou uma atividade muito importante no meu cotidiano - venho treinando de 40 a 50 Kms. por semana, consumindo um par de tênis a cada 3 meses e a tendência e aumentar a intensidade.

Aqueles que se acostumaram ao sedentarismo até podem achar que eu esteja "sofrendo" ou me sacrificando, mas não é nada disso: Correr é um prazer, aumenta a disposição enquanto diminui a barriga. Há muito mais benefícios em correr, ou caminhar, do que malefícios como uma eventual contusão.

Como auto-estímulo, estabeleci a meta pessoal de completar uma prova de 10K em 40 minutos. Não parece muito, mas para os meus atuais 49 anos é bem significativo... Então "eu corro demais..." como diria a velha canção do Roberto. Treino três ou quatro vezes por semana. No calor do Rio, meu suór pinga no asfalto e se transforma em vapor num segundo.


Para trás já ficaram 12 meses de atividade física. Esse período é comparável a um lençol curto que não consegue cobrir todo o corpo repousado em tantos anos de semi-sedentarismo. Mas a cada dia ativo o meu lençol aumenta de tamanho. Hoje já consigo treinar normalmente em menos tempo do que completei a minha primeira corrida de 10K, a São Sebastião de janeiro último, onde cheguei pondo os bofes pela boca, aos 45'56".

Contusões esporádicas andaram atrapalhando meus treinos mas eu continuei. Ainda espero alcançar os 40 min., não vou desistir. Nesta última Corrida Adidas de Inverno meu tempo foi 43'31". Fui 19º da minha categoria mas não consegui ficar feliz: ainda estou tendo queda de rendimento na segunda metade da prova.

Se quiser melhorar, terei de treinar mais duro e me contudir menos para ganhar ritmo: É o que vou fazer!

Minha próxima corrida deve ser no final de setembro: 9º Corrida da Primavera, organizada pela Igreja Messiânica, de 10K, também no Aterro... Até lá!

Abraço!
Bira.


7- Evolução dos Tempos (out/2008)


Amigos!

Setembro passou voando que nem um atleta de ponta! O fim do ano já está chegando em passadas largas. É espantoso constatar que tudo fica tão rápido... depois que passa. Até a minha "tartaruga" Juca fica rápida: se a gente tira os olhos ela atravessa o portão, avança pela calçada e cruza o asfalto, sem saber que a sua carcaça não resistiria às rodas do primeiro carro.

Neste instante. falta um mês para a Corrida de Primavera - a terceira do Circuito Adidas (02-11-2008). É mais uma de 10Km, no Aterro, e quem sabe eu atinja minha meta: Completar a prova com tempo na casa dos 40 minutos.

Tenho uma notícia boa: Domingo último eu corri outra prova de 10K no Aterro e obtive meu melhor tempo até aqui: 41' 33" - Já estou chegando bem perto.

Ainda não consegui as fotos desta corrida, mas assim que tiver, publicarei.

Meu tempo melhorou muito pois as lesões que me acompanharam por quase um ano deram trégua (espero que pra sempre!). Assim estou treinando mais forte e melhorando o rítimo de prova.

Até aqui, foram seis corridas de 10k e meus tempos estão no gráfico. Confira:



Corrida da Primavera – Fundação Mokiti Okada – Rio.
Data: 28/09/2008
Horário: 9h
Clima: Chuvoso / Nublado
Distâncias: 10 km
Postos de hidratação: 4 (3 no percurso com água e 1 na chegada com mate, frutas, mel)

Abraço!
Bira.


8- Na Corrida de Primavera da Adidas (out/2008)


Amigos!

Apesar do horário de verão, apesar da largada ocorrer às 8h, O calor não deixou de competir com
quem ousasse percorrer os 10 Km
da Corrida Adidas de Primavera,
no Aterro do Flamengo.

Ainda não foi desta vez que consegui correr na casa dos 40min: meu tempo foi 41'59" e eu cheguei até a ficar meio chateado com isso. Quando retornei aos treinos dois dias depois, no entanto, segui devagar com as pernas e divagando com a mente para descobrir porque meu tempo não melhorou.

Lembrei então de um dia em que perguntei à Edna (minha mulher) quanto tempo uma lata de Leite Moça deveria cozinhar para virar doce de leite.

"Põe 40 minutos na panela de pressão"; ela respondeu.

Fiz aquilo e o doce ficou uma delícia, espalhado numa fatia de queijo minas.

Na segunda vez que me meti a cozinhar Leite Moça, esqueci de apagar o fogo na hora certa e o resultado não poderia ser o mesmo: o doce não ficou tão cremoso ou saboroso. A própria fatia de queijo não se deixou envolver como antes.

Descobri que o mesmo acabara de acontecer comigo: Eu havia treinado demais. Tanto que suspendera a musculação duas semanas antes desta prova já que eu andava bem cansado. Como a lata de leite moça, cozinhei demais.

Apesar de tudo, não fiz feio: Foi meu segundo melhor tempo. Sei que vai ser difícil atingir os 40min já que o calor tá cada vez mais forte, mas tenho outras três provas de 10k ainda este ano:


Dia 16/11 - Corrida das Academias;
Dia 07/12 - Corrida de Verão Adidas;
Dia 21/12 - 10k Rio - Corrida Panamericana (Corrida de Natal).

Abraços!
Bira.

Amigos!

As primeiras postagens foram apenas alguns registros do meu retorno às corridas, eu também estava aprendendo a lidar com este blog... 

1- Comendo o Asfalto na Leblon-Leme (jan/2008)

Afinal de contas, era verão no Leblon e o sol se erguia num céu sem nuvens...


7h 30m; Ondas de Água, Sol e Ar:
Enquanto o mar se atirava em violentas ondas na areia, o sol ampliava este gesto, jogando-se em raios amarelados sobre a cidade na mesma direção. Outras ondas de vento refrescavam a face dos atletas que começavam a chegar na concentração da Corrida Leblon-Leme: Estávamos no final da Av. Niemeyer.

Mais gente chegou, quase 3.000 corredores, para fazer alongamento, aquecimento e se posicionar, minutos antes da largada. Às 8h 30min, se fundiram para formar a quarta onda: corredores alaranjados cobrindo o asfalto da Delfim Moreira, em direção ao Leme.

Sob o sol, paralelo ao mar, entrecortando o vento e as pessoas, lá estava eu. Para que voltava a sentir o prazer de correr no Rio, a distância de 8Km seria o ideal. Já o percurso, rente à praia, é ideal para qualquer atividade.

Completei a prova com 34' 44" e considerei um excelente retorno, já que estava contundido. Me surpreendi ao saber que fui o 19º na categoria.

A Leblon-Leme é uma prova muito bem organizada, com um percurso relativamente curto e extremamente belo. Vale à pena corrê-la.#



2- Na Corrida de São Sebastião (jan/2008)

Sete dias depois de correr a Leblon-Leme fui encarar os 10 km da São Sebastião. Devia ter uns 6.000 corredores ali, o dobro da anterior. A despeito do problema na tíbia, eu estava achando que poderia completar a prova com uns 40 minutos. Estava enganado: já no quilômetro 4 senti dores no abdome e diminuí o ritmo visando concluir a prova sem maiores problemas. Isso me frustrou um pouquinho, no entanto, me mostrou que eu preciso me preparar muito melhor se quiser um bom rendimento.

Fiz 45' 56'' sem forçar e procurei no calendário outras provas de 10 km, onde poderei diminuir esta marca.

Tenho lido revistas especializadas e aprendido muito sobre boa forma, alimentação, saúde, etc... É tudo muito interessante. Faço musculação há seis meses. Minha calça manequim 44, que estava apertando, ficou larga. Logo estarei vestindo 40, já que a 42 também "alargou". Na próxima postagem, vou explicar melhor como isso ocorreu, mas como nem tudo são flores: terei que me curar desta inflamação para continuar treinando. #

3- Na Corrida Adidas de Outono (maio/2008)


Desde março, venho treinando quatro vezes por semana, duas delas no Aterro do Flamengo. Ali tem vários quilômetros de gramado que absorvem o impacto das pisadas e isso foi fundamental para que eu continuasse correndo, depois da contusão.

Comecei a seguir um programa publicado na Revista O2 para correr bem os 10Km, mas ainda não cheguei no auge dos treinamentos. Mesmo assim, fiquei vislumbrando completar a Corrida de Outono (04/05/2008) com tempo próximo dos 40 minutos. Pensei comigo: "Pelo menos, devo completá-la em 42 min."

Na véspera da corrida, peguei o kit Adidas que continha uma lindíssima camisa vermelha, em tecido dry, mas optei em correr com a camiseta que ganhei do amigo Ivan Maurity.

A primeira corrida do Circuito das Estações tem uma organização excelente e um elevado astral. No momento da largada, o clima estava ameno e bem favorável à prática de exercícios. Antes, tive um pequeno contratempo que prejudicou meu aquecimento: fui de Irajá ao Cetro de ônibus e o motorista se arrastou pelo caminho. Na Av. Pres. Vargas, mergulhei no primeiro táxi que vi, já que faltava meia hora para a largada - só deu tempo de pregar meu chip, alongar um pouco e aquecer outro pouco.


Desta vez eu estava de relógio para acompanhar meu tempo e no quilômetro 2, mantendo um rítmo tranqüilo, meu tempo registrou 8'16''. Fiquei animado já que mantendo essa média e uma aceleração no final, poderia cruzar a chegarda próximo dos 40'. Percebi no quilometro 5 que meu ritmo estava caindo (estava me acomodando, como se tivesse treinando) e acelerei as passadas, ganhando tempo entre os quilometros 6 e 7.

O quilometro 7 é na enseada de Botafogo. É uma parte interessante da corrida porque na ida (em direção ao túnel) pode-se ver os corredores que estão à frente, já retornando ao Aterro. Depois que se faz o retorno, podemos ver o quanto de gente vem atrás e, no meu caso, bastante gente vinha atrás... Mas não era hora de me distrair, muito pelo contrário: era hora de apertar o passo com cautela e fazer o melhor para chegar perto do meu almejado tempo de 40 minutos.

Às Oito e trinta daquela manhã de domingo, eu corria no asfalto que beira a praia, tendo de um lado o Cristo Redentor - em seu patamar elevado - de outro lado, o Pão de Açucar, que já deve estar se acostumando a me ver treinar por ali. Tudo ía bem até eu começar a sentir uma pequena dor no abdomém, próximo ao Km 8, e me limitar a completar o percurso sem acelerar as passadas: Fica para a próxima.
Cruzei a chegada em 43'53''. De qualquer forma, diminuí meu tempo em quase dois minutos.

O pior foi ter sentido, de novo, a contusão na musculatiura da tíbia: fiquei 4 dias sem querer nem fazer academia. Só reagi, ontem: Fui lá e fiz toda a série de exercícios. Hoje li com interesse a matéria sobre a corredora Maria Zeferina (www.revistao2.com.br) que ficou dois anos afastada e está retornando, para me animar e já me sinto reanimado.

Continuo querendo correr os 10Km abaixo de 40 minutos e vou conseguir.

Mês que vem estarei na Fila Night Run, em São Paulo. Vou com o intuito de apenas curtir, para não piorar a contusão (já estava inscrito). Aproveitarei para rever amigos de Sampa.#

  4- Corrida Noturna é Show! (jun/2008)

Pra começar, vou logo dizendo que não conseguir alcançar a minha meta (correr os 10Km em 40min) sequer consegui baixar meu melhor tempo (43'53"): só deu para completar a corrida com 45'23. Tudo bem, tenho muitas justificativas para isso, mas não vou usá-las, apenas continuarei treinando, correndo e curtindo.

Por falar em curtir, a corrida Fila Night Run foi quase um lual, na Cidade Universitária - USP, para 5.000 pessoas. Foi diferente correr naquela noite de sábado, ainda mais com tantas luzes e som.

Cheguei em São Paulo na sexta-feira à tarde e o meu querido amigo Décio estava aguardando no aeroporto. De lá, ele me levou para conhecer pessoalmente D. Catarina, sua mãe, de quem eu só conhecia a voz ao telefone. Na casa do Décio, comemos bolo, tomamos café e conversamos bastante: que recepção!

Além de me presentear com alguns CDs, o Décio ainda me conduziu a um hotel, em Pinheiros, onde eu fizera reserva. à noite peguei meu kit de corrida e passeei antes de dormir.

Na manhã seguinte, procurei saber como chegar à USP de ônibus para evitar atrasos. Comi com moderação e descansei assistindo Portugal 2X0 Turquia na TV. Estava ansioso por chegar a hora de correr, o que não ocorre nas corridas matutinas quando acordamos perto do horário de sair.

Cheguei na USP à 18:30h, bem antes da largada que ocorreu à 20h. Deu tempo de admirar a bela estrutura do evento, principalmente o palco suspenso entre telões de onde um D.J. mixava músicas eletrônicas que animavam os corredores. Efeito de luzes coloridas e fumaça davam impressão de show.

A Corrida
Feita a largada, fui bem nos primeiros 7Km, correndo pouco acima da média de 4m/Km. No Km 8 vi meu rendimento despencar. Tentei reagir, não deu. Aí relaxei e tratei de completar a prova dentro do possível: fica prá próxima!



Indiferente do tempo não alcançado, realizei parte do meu desejo de correr algumas provas fora do Rio. Não deu tempo de fazer amigos, apenas bate-papos rápidos como nossas pernas de corredor. Mas quando se está correndo, entre 5.000 outros loucos, somos um só. Estamos felizes, realizados e cada vez mais sarados, é claro!

O difícil é parar... Estava decidido a não disputar outra corrida antes de agosto, mas meus amigos Telon e Carlão me convenceram a participar da Eco Run no próximo domingo (15/06/2008) no Aterro do Flamengo. Fiquei de apenas acompanhá-los sem forçar o ritmo, mas sei que se eu estiver me sentindo bem, vou tentar diminuir meu tempo... Fazer o quê?

Só não teremos efeitos de luz ou fumaça na Eco Run do Aterro, apenas o privilégio de correr na Cidade mais bela do mundo.

Tomara que o sol nos assista!

Abraços!
Bira.