sexta-feira, 22 de maio de 2026

A Moqueca Capixaba

 

foto de 2018 - Congonhas


A Moqueca Capixaba

#ForaDaCorrida

A primeira vez que comi uma moqueca capixaba foi quando levado pelo nosso irmão Marcello Silva ao tradicional restaurante Pirão, em Vitória. Nunca mais esqueci dos sabores fumegantes da panela de pedra e seu caldo borbulhante.

Naquele almoço dos anos 90, Marcello me contou que havia um trem que rumava de Vitória a Belo Horizonte, pelos vales, sugerindo que programássemos essa viagem para uma visita aos amigos, em comum, de Minas Gerais. Tal viagem nunca aconteceu, mas a possibilidade de fazê-la ficou arquivada em alguma gaveta do meu cérebro.

Tempos depois, meu amigo Marcello voltou para o Rio, seu lugar, e hoje respira a mesma brisa que eu, embora não o veja faz tempo.

Em 2018, eu quis conhecer as cidades históricas de Minas. Então, programei passar primeiro em Vitória para revisitar a moqueca fumegante e o Convento da Penha. Na manhã seguinte pegar, enfim, o trem para Minas Gerais.

Deu certo, no entanto não recomendo a longa e entediante viagem de trem. 

Ver de perto os adornos de ouro das igrejas mineiras e os profetas de pedra sabão é outra história que não vou contar agora.

Voltando à moqueca do Restaurante Pirão, já tentei fazer algo parecido em casa: nota 5, apenas... É que as coisas têm segredos, que os curioso nunca saberão. Melhor é simplesmente provar o que temos no prato e se sentir privilegiado por isso.

Confesso ao leitor, que não era nada disso que eu pensava escrever no início deste texto, mas é melhor viver assim: na Graça de Deus, sem programar! 

O texto não precisa de mim! #


Bira.

22.05.26

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Aprendizado

 

"cachorro sedento lambendo água do pote" - imagem de IA


Aprendizado 

Um de meus defeitos é não estudar ou ler livros. Em meio às leituras mais longas o meu pensamento sempre escapa dos caminhos que o texto tenta me conduzir, me levando a outros caminhos ou atalhos. Os olhos continuam na escrita, mas o pensamentos compõem outras imagens mentais. Quando me dou conta, estou perdido e relendo algumas páginas do livro para entender o que perdi. É um processo cansativo, que se repetitivo, me faz desistir da leitura. Fico frustrado diante dos livros que deixei de lado na metade do caminho ou mesmo no começo.

Há leituras, no entanto, que atraem minha atenção especial. Talvez não seja pela mera habilidade de seu autor e sim pela necessidade que tenho em obter aquela informação. Nesses raros casos, é o egoísmo falando mais alto: posso deglutir parágrafos como um cachorro sedento a lamber água do pote.

Escrever, no entanto, é algo que eu posso fazer como compensação à pouca leitura - tanto quanto falar e ouvir. Lembrei-me agora da frase "falar é prata e ouvir é ouro" e acabo de ver, no Google, que seria um ditado árabe...

Imagino que a escrita deva trilhar a mesma estrada da leitura, porém na mão oposta. A leitura vem e a escrita vai, mas a paisagem é a mesma que não pertence ao autor ou seu receptor.

Neste momento, todos aprendem, perante a palavra-texto, proferida ou ouvida, ouro e prata à disposição sobre um pódio, de onde se enxerga todo o cenário composto pelo seu verdadeiro Autor.

Dito isto, me conformo, ao entender que a escrita e leitura agregam os mesmos valores perante as palavras riscadas na folha ou arrumadas na tela.

As palavras que já estavam aqui, antes de eu chegar ao mundo. Se escrevo, sou na verdade o meu primeiro leitor - que privilégio!

Errando ou acertando, tenho o meu aprendizado. Glória a Deus, por isso! #

Postagem de WhatsApp, Fora da Corrida 
04.05.26
Bira