Depois de tudo que relatei aqui, ainda tive a surpresa de me ver no vídeo da Asics que captou o momento da minha chegada. Está no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=RDD-kS1S0
Abraços!
Bira
http://www.youtube.com/watch?v=RDD-kS1S0
Meu presente de aniversário chegou três dias antes. Não era livro, camisa, sapato nem carro. Não era tangível. Não tinha cheiro, nem cor ou sabor. Difícil descrever um presente sem forma, mas que fluindo da alma se transforma em lágrimas da mais pura alegria. A emoção que senti ao entrar no corredor de chegada, após percorrer 42 km na Maratona do Rio foi o meu presente.
em um número – mas saibam que eles são um número maior, para dar mais conforto. Sem dor no abdômen, no entanto, nada iria me deter naqueles últimos quilômetros. As pernas me pediram para parar e eu disse não. Faltava pouco. Segui eufórico pela pista curva que acompanha a praia de Botafogo, estava realmente chegando! Familiarizei-me com aquela paisagem onde treinei várias vezes e participei de tantas corridas mais curtas. Lá estava o Pão de Açúcar, que rouba a cenas nas fotos dos atletas, atrás do espelho d’água, onde deslizam os veleiros da enseada.
Quanto mais me aproximava da chegada, menos cansaço sentia. Milagrosamente os pés e pernas pararam de doer e eu comecei a correr mais forte. Esqueci completamente do corredor de vermelho, deixado para trás, e senti uma alegria indescritível. Sinceramente lutei para não chorar. Desabafei com brados de euforia. Enquanto corria, agora desembestado, exclamava: “Isso é muito bom, porra!”, para delírio da platéia. Fiz aviãozinho, dei saltos sem nexo e deixei mais uns três para traz nos últimos metros. Num lapso de consciência me auto-repreendi, pensando: “Que mico!... Você tá querendo aparecer?” Noutro lapso de liberdade respondi a mim mesmo: “Nada disso, eu tenho direito de desabafar!” Então desliguei o cérebro e fui conduzido pela emoção. Completei a maratona, incorporado na pele do homem mais feliz do mundo.
Tenho muito a dizer do último treinão de sábado, 10 de julho, no Bosque da Barra. Mas faz de contas que estejamos treinando muito forte, neste momento, e de tão ofegante eu não consiga falar direito. Faz de contas que estejamos lá, no Bosque da Barra que tem 3km de terra batida em seu entorno e, de tão concentrados em nosso desempenho, sequer adentramos pelos caminhos entre lagos e flores. Então vou deixar para as imagens seguintes o papel de revelar esse treino - o último, antes da Maratona de domingo próximo:



Carlos, Sandro, Ozeias, Alê, Adriano, Bira e Oliveira - antes do treino.






Semana que vem, marcamos o último treinão pré-maratona para o Bosque da Barra.
Chegada do longão de 29km, na Rio Terezópolis: de Guapimirim a Magé - Sábado 26/06/2010.
NÚMEROS (de 26/06 a 29/07)
Repeti outras três vezes este percurso. Na última (19/06/10) meu tempo caiu para 2h31' e eu me senti muito melhor, na chegada. Credito esta melhora às orientações do professor Paulo: correr mais kilometros e mais dias e correr na grama, foi fundamental.