terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Do Rio a Porto Alegre ou de Irajá a Copacabana.

Rajadas de vento agitaram as águas do Rio Guaíba. Era sábado, véspera de corrida, e nem parecia dezembro durante a passagem do ciclone extra tropical na capital gaúcha. A temperatura baixou, não conferi o quanto, mas fez frio. A manhã de domingo trouxe um sol amarelo que lutava bravamente para dissipar seu frescor. Enquanto os jornais matinais repercutiam a “ressaca” do rio, este já era calmo e grandioso, transferindo sua força para a oculta correnteza. Poeticamente acredito que o Guaíba se acalmou para assistir em mais uma prova do Circuito das Estações, toda a beleza daquela gente que corre: O colorido das camisas que colam no corpo suado das moças e rapazes; o brilho no olhar dos atletas de todas as idades, exalando adrenalina e alegria de viver. O mesmo Guaíba que injeta encantamento na alma humana, ao exibir continuamente o sol se pondo, tornara-se espectador dos homens.

Foto 1: Concentração antes da largada

Era vinte p’ra’s nove quando me posicionei na pista. Se quisesse aquecer ou alongar, perderia a chance de largar na frente, então não aqueci. Às nove, a largada foi dada para mais de 4 mil corredores. Apenas uma semana após a Corrida da Pampulha, em Belo Horizonte, eu já estava na Corrida Adidas em Porto Alegre – era um belo fechamento de ano!


Foto 2: Paulo e eu, antes da corrida

BOM TER AMIGOS

Cheguei em Porto Alegre na sexta (11-12), peguei meu kit da corrida e fiquei no shopping aguardando minha amiga Isabel. Revi seu filho Brunno, que cresceu e está com a cara do Guga. Conheci o Paulo, seu namorado. Nessa noite, papo rolou até duas da manhã na casa da Isabel. Disfarcei a emoção quando a Isabel orou, antes da refeição, e agradeceu a Deus, entre outras coisas, pela minha presença: eu estava em casa.

Saí para dar uma corridinha na estrada e me perdi na volta. Com isso atrasei o almoço, mas poderia ter sido pior.

Na manhã de domingo eles me levaram para o local de corrida, tiraram fotos, vibraram e eu nem sei se merecia tudo isso.

Foto 3 - Aviãozinho na chegada

A CORRIDA

Sabia que não daria para melhorar meu tempo naquela prova de 10K. Com 43’03”, fiquei na quarta colocação por faixa etária (50/54). Forcei o que pude, mas sem deixar de curtir o percurso, o visual e o carinho dos amigos me incentivando na passagem dos 5 km. Aqueles 43 minutos passaram muito rápido.

Foto 4: Morto de cansaço e feliz da vida, com Bel

VOLTANDO AOS LONGÕES

Recebi hoje um e-mail avisando que a inscrição para a Maratona do Rio (18/07/2010) já está aberta. Faltam sete meses para a prova, mas eu já estou me preparando a quase dois. Já fiz quatro longões Irajá/Centro (22km) e, neste último sábado, resolvi estender as pernas de Irajá a Copacabana, chegando aos 31 km. Vou tentar repetir esse percurso, nos próximos sábados, até ficar totalmente adaptado e diminuir o tempo obtido (2h 47min). Se continuar treinando com regularidade, nos meses que virão, estarei apto para encarar, em ritmo contínuo, os 42Km da Maratona mais bela do Mundo.

Abraços!

Bira

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Corrida da Pampulha

Amigos!

Muito chão percorri desd'a última postagem até hoje. Além dos treinos regulares, reservei os sábados para o meu "longão" - Irajá/Centro - de 22km. Foi o começo dos meus treinos para encarar a Maratona, ano que vem. Foi também meu preparatório para a Volta da Pampulha, domingo passado, em Belo Horizonte.

Cheguei em BH na manhã chuvosa de sábado (05/12). Hospedei-me no Centro da Cidade, onde era fácil identificar outros corredores espalhados pelas ruas, shoppings e hotéis. Desde dos corredores mais simples aos mais sofisticados. Desde corredores mais jovens aos mais veteranos. Das moças às senhoras. Alguém que perguntava com sotaque paulista e era respondido em baianês. Uma festa regada a... chuva mesmo.

Achei um "Spoletto" na praça de alimentação do shopping do Centro. Almocei raviolli e jantei fetutini, já que massa é o ideal antes das corridas. Andei pelas ruas do Centro.

No dia da corrida acordei às 6h. Um pequeno pedaço de melancia, meia banana e uma fatia de pão com queijo branco formaram o café da manhã. Na rua, a chuva era fraca mas persistente e ônibus não chegava. Chegou a tempo para alívio de pelo menos trinta corredores e lotou. Na corrida, consegui me posicionar próximo a linha de largada. Deparei com personagens já conhecidos nas corridas do Aterro: O Homem-Árvore, o Índio e Chico Águia. Senti-me mais em casa. Permaneci embalado por uma capa de chuva enquanto a hora da largada não chegava. Quando a hora chegou (9:15) desabou a chover forte, enquanto todos disparavam. Rasguei a capa da chuva e tentei disparar meu cronômetro, sem enxergá-lo direito. O que vi foi uma corredora caindo feio à frente e levando consigo o corredor detrás. Desviei e passei, não pude conferir se outros também caíram. Passei pelo tapete da largada e, puxado pelos demais corredores, segui a 15km/h.

A bela paisagem da Pampulha viu me ritmo cair para uma média de 13km/h durante o trajeto de 18k. Fiquei impressionado com a qualidade dos corredores - tinha muita gente correndo forte, o que não se vê nas corridas de 10k do Rio. Em alguns momentos da corrida achei que poderia me esforçar um pouco mais e aumentar o ritmo, mas optei pela diversão. Não quis chegar arrasado. Completei com o tempo de 01:23:38.

Cheguei no Aeroporto de Confins às 15:20h, cinco horas antes do meu vôo para o Rio. Preferi chegar cedo ali para tentar encontrar uma TV passando a final do Brasileirão. Depois de muito procurar em vão, dez minutos antes da partida, vi uma agromeração em frente a um restaurante... Sim, era o jogo do Flamengo!

ÚLTIMA DO ANO
Domingo (13/12/2009) estarei em Porto Alegre na Corrida Adidas de 10k. Vai ser, sobretudo, uma oportunidade para rever os amigos do Sul.

Abraços!

Bira